A televisão adora uma tragédia e mais ainda transformá-la em melodrama. Nesta época do ano, juntando-se os fatos estarrecedores que nunca param de acontecer aqui e no mundo ao espírito de porco daqueles que mal podem esperar o Natal para levar a alma a uma lavanderia de consciências sujinhas, tem-se a receita ideal para os corvos existentes tanto do lado de cá da tela da TV quanto dentro dela. Pródiga em tragédias, a realidade brasileira deu neste Natal um combustível e tanto para os corvos televisivos: o drama do menino cujo padrasto, o tipo mais lombrosiano visto na TV nos últimos tempos, enfiou-lhe dezenas de agulhas. Apelidado dramaticamente por segmentos da imprensa baiana de ‘o soldado Márcio’, pode-se dizer que o menino e seu drama não foram objeto de cobertura por parte do telejornalismo, mas de uma transmissão quase ininterrupta.
Uma resposta
O artigo que você escreveu é bastante oportuno. Veio em um momento em as pessoas preferem mais o ter do que o ser. Voce mexeu no queijo de muita gente, que nesse pais não vê o mundo como uma coisa que estamos apenas como falava meu velho pai. “passando uma chuva” e preferem viverdas aparencia. você foi dura com todos os xuxas e os duartes e os ana marias da vida.