Por Paulo Paiva, editor do blog Acorda Meu Povo.
Professores e pós-graduados da Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC, ligados ao Departamento de Ciências Agrárias e ao Programa de Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente -PRODEMA, protocolaram no IBAMA documento com dúvidas, considerações e questionamentos a respeito do Estudo de Impacto Ambiental, e de seu respectivo relatório público, o RIMA, elaborados pelas empresas consultoras Hydros e Orienta.
As observações foram encaminhadas dentro do prazo regulamentar pós-audiência pública, em nome de Célio Costa Pinto e Mariana Graciosa Pereira, respectivamente, Presidente e Secretária Executiva da Audiência Pública do Porto Sul, realizada em Ilhéus em 29 de outubro de 2010, e foi subscrito pelos doutores Gil Marcelo Reuss, Francisco de Paula Fernandes, José Adolfo de Almeida Neto e Daniel Mauro Souza Lemos.

Os estudos da Hydros e Orienta apresentados pela Bahia Mineração ao IBAMA são alvo de 38 questionamentos técnicos, envolvendo o termo de referência, o diagnóstico das comunidades, a localização, implantação e a operação do empreendimento. A argumentação confronta as informações existentes com as exigências da legislação ambiental e as avaliações técnicas realizadas pelos próprios especialistas da UESC.
Já no cabeçalho, os professores requerem, “com base no Art. X, inciso VI, da Resolução CONAMA 237/97, “que a presente seja transformada em DILIGÊNCIA, para recomendações, solicitações de esclarecimentos e complementações ao empreendedor, sobre as quais também se requer seja dada ciência aos subscritores, para cumprimento do quanto disposto no art. 2º. da Lei 10.650/2003 (Lei de Informações Ambientais).

O documento aponta informações insuficientes ou contraditórias no EIA/RIMA, e solicita esclarecimentos sobre métodos de análise, sobre a não realização de procedimentos técnicos obrigatórios, não adoção de testes e simulações relacionados com poluição e segurança ambiental, descumprimento de normas técnicas legais, ausência de estratégias de mitigação de impactos socioambientais, e de programas de atendimento aos planos existentes de conservação da Mata Atlântica, e ecossistemas marinho e fluvial.
Questões específicas, como o detalhamento da dragagem da bacia de evolução e da qualidade do material de descarte, do volume e fornecimento do material pétreo, da utilização dos mesmos dados primários de levantamento da fauna e da flora da área anteriormente projetada para o empreendimento, da exclusão das vias de acesso ao porto da área de influencia direta do empreendimento, dentre outras, compõem o documento.
Deficiências nos critérios de análise, e mesmo erros primários foram apontados no Estudo de Alternativas Locacionais. – “Com base em quais dados, a coordenação geral do EIA/RIMA afirmou na audiência pública que na área de Aritaguá foram estudadas duas áreas, se os mapas apresentados na figura 1, extraído de documentos destes estudos, apontam para a mesma área?”.
– “Porque não formam considerados como critério na definição de alternativas locacionais do empreendimento, a disponibilidade e a demanda por recursos hídricos (superficiais e subterrâneos) e os riscos associados à sua contaminação pelas atividades do retroporto do minério de Ferro?
O documento do Prodema confirma, que existem falhas e lacunas de informações não preenchidas nos estudos de implantação do projeto Porto Sul, que ainda não foram devidamente esclarecidas, dificultando, nessas condições, a sua qualificação e habilitação pelo IBAMA.
Questionamentos sobre o EIA Porto Sul
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Paulo Paiva é jornalista e ambientalista.








Respostas de 7
gostaria que nossos doutores,nos apresentem alternativas,pra nossa sofrida região.indicando as fontes de recursos e quem será o responsavel para execução.até entendo e respeito o fato de porquer são contra,mas,uma saida como alternativa ao governo deve ser apresentada,pois,um governo projeta ações visando desenvolvimento e inclusão de nossa cidade e região no processo como alternativa de transporte dando novas pespectivas,dai,vem esse entreve,mas a sociedade quer respostas pra outras opções.30 anos de bla bla bla,aparece alguem fazendo,aparece uma galera impedindo,o povo no meio com cara de besta,sem saber no quer,nem pra quer.sustentabilidade tem virado anedota no meio do povo.
Jerberson,
entendo o seu afã por DESENVOLVIMENTO. Só não entendo o fato de você INVERTER a lógica. Em nenhum momento o texto fala que “PROFESSORES DA UESC SÃO CONTRA”. Mas: “…APONTAM FALHAS NO EIA/RIMA DO PORTO SUL”. Será que pessoas ligadas a um curso de mestrado em MEIO AMBIENTE, ou um monge, pai de santo [todos com ligações significativas com a natureza] não podem DIZER algo sobre um parecer ENCOMENDADO?Ora, se apontaram “falhas”, cabe ao Governo do Estado e às duas empresas, construírem um documento no qual EXPLICAM, ponto a ponto, onde está a DESCONSTRUÇÃO das “falhas”. Não podemos ficar na defensiva, ainda que o COMPLEXO pareça ser SOLUÇÃO.
Quem não tem dinheiro, conta HISTÓRIA.
A maioria destes “Doutores” tem propriedades pelo lado do norte e já ganham mais de 10.000 por mês e não querem ver um porto no quintal de suas casas.
É engraçado!!! kkkkkk!!!!Só agora eles se manifestam…
Inclusive Gil Marcelo foi meu professor de SIG. Natural de Santa Catarina se não me engano. Mas isso não importa. O que importa mesmo é mostrar alternativas para o desenvolvimento social da nossa sofrida região.
será que esses caras sao realmente de ilheus ou está a serviço de outros.parem de colocar obstaculos, vão morar em outro lugar.
As falhas apontadas foram pagas pela Globo ou Natura ?
Garanto que não sabem dizer o porque das falhas.
So uma garapa bem doçe para aturar estes genios.
Agapito