
A afirmação é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação de Ilhéus, Itabuna e Região (Sindicacau), Luiz Fernandes Pereira. Nesse domingo, 23, conversamos por telefone com ele sobre o desfecho da campanha salarial dos funcionários da Cargill de Ilhéus. A multinacional tentou descontar os vencimentos dos trabalhadores que paralisaram suas atividades entre os dias 24 e 25 de outubro desse ano. Na ocasião, cerca de duzentos e setenta funcionários da empresa entraram em greve por reajustes no piso salarial e no ticket de alimentação, além de outros benefícios.
Na última quinta, 20, em Salvador, Luis Fernandes participou da audiência de dissídio coletivo conduzida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região. A Cargill tentou classificar a greve como “abusiva”, o que implicaria no desconto dos salários dos grevistas. Os cincos desembargadores presentes rechaçaram a proposta da empresa.
A Cargill conseguiu vitória apertada na votação do piso salarial e do ticket. A proposta da empresa prevaleceu por três votos a dois. Os trabalhadores queriam mínimo de R$ 1.060 e vale alimentação de R$ 650, acabaram com R$ 990 e R$ 630. Segundo Luiz Fernandes, o voto de minerva a favor da multinacional foi do desembargador Valtércio Ronaldo de Oliveira, presidente do TRT da 5ª Região. Ele contrariou a posição do relator do caso, que votou em prol dos funcionários.









