
A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) é apontada como futura ministra da Agricultura no segundo governo Dilma. A ideia – antes de concretizada – gerou revolta entre movimentos sociais, como o dos sem-terra. A reação ao nome da ruralista resgatou uma de suas falas sobre o uso de agrotóxico na produção de alimentos. À época no DEM, Kátia declarou: “Há milhares e milhares de brasileiros que ganham salário mínimo ou que não ganham nada. Portanto, precisam comer comida com defensivo, sim, porque é a única forma de fazer o alimento mais barato”.
Defensivo é um eufemismo para agrotóxico que, por sua vez, atenua o sentido evocado pela palavra veneno (bem mais verossímil e, portanto, adequada). Afinal, uma substância química usada para defender plantas de pragas pode envenenar as pessoas que consumirão os alimentos produzidos dessa forma.
O pronunciamento de Kátia está no vídeo abaixo, que mostra trechos do documentário “O veneno está na mesa” (2011), de Silvio Tendler. O filme também lembra o caso de mães intoxicadas por alimentos contaminados com “defensivos”. Amostras do leite dessas mulheres apresentaram índices significativos de contaminação por agrotóxicos. Assista.







Uma resposta
É no mínimo uma incoerência colocar uma pessoa com um pensamento desse como Ministra da Agricultura. Embora tenha votado em Dilma, não concordo com esta indicação.