
O ex-super secretário de Infraestrutura, Transporte e Trânsito de Ilhéus, Isaac Albagli, o maior jabista abaixo do ex-prefeito Jabes Ribeiro (PP), tem provocado risos no Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente.
Na última segunda-feira (12), durante a reunião mais recente do colegiado, Isaac fez um alerta aos demais conselheiros. Disse que algumas colunas da Biblioteca Pública Municipal Adonias Filho, onde os encontros do conselho ocorrem, apresentam rachaduras e isso requer uma inspeção da secretaria que ele comandou na gestão passada. Segundo ele, o procedimento é necessário para indicar se o prédio pode sofrer algum tipo de abalo ou até mesmo desmoronar.
Depois de ouvir o alerta, o presidente do conselho, Emílio Gusmão, perguntou a Isaac se ele havia feito esse tipo de inspeção no prédio há pouco tempo, enquanto ocupou o cargo de secretário. Albagli respondeu que não fez nem solicitou a avaliação técnica. Também disse que não viu as rachaduras naquela época. Nesse momento, os outros conselheiros caíram na gargalhada.
O ex-secretário não teve a oportunidade de identificar o problema nem mesmo durante a reforma realizada no prédio sob o comando da sua pasta. Na primeira chuva após a conclusão dos reparos, a biblioteca ficou alagada.
Além das gargalhadas, a trajetória de Isaac em outros espaços políticos deixou rastros de desconfiança nos órgãos de controle dos recursos públicos. Foi assim no Tribunal de Contas do Estado quando ele presidiu a estatal Bahia Pesca (lembre aqui e aqui). A Controladoria-Geral da União (CGU) também encontrou motivo para desconfiar de Albagli com o resultado da construção do Porto Pesqueiro (leia sobre o assunto aqui e aqui).
Apesar do grande potencial humorístico, Isaac não vai ao conselho em busca de sorrisos. Importa-lhe menos o meio ambiente. Ali, como homem de negócio, defende apenas os interesses da sua pedreira, que já foi denunciada no próprio conselho por suspeita de irregularidades.
Multifacetado, Isaac Albagli também é versado na arte do sofisma, com a distribuição de informações distorcidas para alguns sites contratados para prestar esse tipo de serviço. Esses mesmos veículos não publicaram os problemas indicados pela CGU na construção do Porto Pesqueiro.








