
Em primeira mão.
Novos fatos levantados pela defesa do vereador Gilmar Sodré podem desencadear uma reviravolta no caso.
Em 2008, Sodré foi acusado de cometer abusos sexuais contra uma adolescente de 13 anos. O caso foi julgado em Ilhéus pela juíza Emanuele Vita, da 1ª Vara Criminal, e o vereador foi absolvido. Uma das razões alegadas foram os depoimentos contraditórios da suposta vítima (confira a sentença).
Posteriormente, o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) recorreu e o Tribunal de Justiça do Estado condenou Gilmar a 7 anos de prisão.
Recursos encaminhados pela defesa do vereador não foram acolhidos, a exemplo dos embargos infringentes ao próprio tribunal baiano, como também, recurso especial e agravo regimental ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A partir da condenação em 2ª instância e com o insucesso dos recursos, o Ministério Público Federal pediu o cumprimento da pena.
Contudo, a defesa de Gilmar Sodré, feita pelo advogado Fabiano Resende, conseguiu colher novas provas que podem gerar novo desfecho ao caso.
Depoimento de algumas testemunhas afirmam que houve uma armação tramada pela mãe e pelo então padrasto da suposta vítima para prejudicar Gilmar Sodré. Os dois teriam sido influenciados por uma terceira pessoa inimiga do vereador. Segundo Fabiano Resende, há áudios que circularam no Whatsaap em que a suposta vítima garante que Gilmar é inocente. Ela manifesta desejo de fazer essa declaração na justiça, mas não fez até agora por medo de sair prejudicada.
A apuração dos novos fatos já foi encaminhada à justiça e pode gerar um pedido de revisão criminal.
