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PSOL EM DÚVIDA SOBRE CANDIDATURA DE HELOÍSA HELENA

Do UOL.

heloisa-helenaAtropelado pela possível candidatura à Presidência da República da senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (AC), que deixou o PT na terça-feira e analisa convite do Partido Verde, o PSOL de Heloísa Helena discute em seu 2º Congresso, que começa hoje (21) em São Paulo, se lança o nome da ex-senadora para suceder Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro termina no domingo.

O nome de Heloísa Helena e a decisão de lançá-la o mais rapidamente possível são quase consensuais no partido. O único senador do partido, José Nery (PA), defende esta posição; o líder do partido na Câmara, o deputado Ivan Valente (SP), vê urgência na proposta; João Batista Oliveira de Araújo, o Babá (RJ), que não conseguiu se eleger em 2006, mas que está à frente de uma das correntes mais à esquerda do partido, diz que “a classe trabalhadora não pode esperar a indefinição”; o independente Carlos Gianazzi, deputado estadual em São Paulo, apoia a estratégia. Mas há uma discordância: a da corrente mais próxima da própria Heloísa Helena.

“Ainda é cedo para tomar a decisão”, defende a deputada federal Luciana Genro (RS), que integra o MES (Movimento Esquerda Socialista), a corrente que atualmente dirige o partido, presidido por Heloísa Helena. Ela reconhece que “esse será um dos debates”, mas argumenta que “Heloísa está em primeiro lugar nas pesquisas para o Senado por Alagoas”.

Uma das figuras esperadas para um seminário sobre a crise internacional, realizado entre terça e quarta pelo PSOL também em São Paulo, Heloísa Helena não apareceu. Segundo ela, precisava cuidar do filho, que enfrentava problemas de saúde. Desde segunda-feira, o UOL Notícias tenta, sem sucesso, falar com a atual vereadora em Maceió pelo PSOL.

Uma pesquisa publicada pelo jornal “Extra Alagoas” aponta Heloísa Helena como a candidata ao Senado preferida pelo eleitorado da capital do Estado, por 47,5% dos eleitores. Em segundo lugar, aparece o nome de Ronaldo Lessa (PSB), com 18,9%. Renan Calheiros (PMDB) estaria em terceiro, com 8,2%.

O MES pretendia adiar o debate sobre a eleição de 2010 para um encontro específico sobre as eleições, a ocorrer entre o fim de 2009 e o começo do ano que vem. A conferência eleitoral definiria não apenas a candidatura presidencial, como também o perfil das candidaturas majoritárias nos Estados e as alianças do partido.

“Existe uma aceleração da disputa de 2010, e a campanha já está muito antecipada. Antecipada pela candidatura Dilma (PT), pelo recall de José Serra (PSDB) e por vários fatos novos, como a entrada da Marina na disputa. Há uma disputa que se pulverizou, e nesse contexto a Heloísa Helena mostrou uma força ímpar”, defende Ivan Valente. “Ela é altamente competitiva e mostra a força e a consolidação de um projeto de esquerda, socialista e programático.”

Valente argumenta que “na política não há vácuo” e que a eleição de 2010 é importante porque é a primeira, desde a redemocratização de 1985, sem a presença de Lula entre os candidatos. E que o PSOL precisa ocupar o espaço que se apresenta para uma proposta antineoliberal e socialista. “O único partido com condição de fazer este trabalho é o PSOL”, afirma.

A crise do Senado também é apontada por vários integrantes do PSOL como um fator que reforça o nome de Heloísa Helena, que, segundo um dos cenários da mais recente pesquisa Datafolha, receberia o voto de 12% dos entrevistados – pouco atrás de Dilma (16%) e Ciro Gomes, do PSB (15%). Neste cenário, José Serra (PSDB) teria 37% das intenções de voto, e Marina Silva, 3%.

“Não há figura mais ideal do que ela para defender nossas posições, como o Fora Sarney e as críticas ao governo Lula. Se ela não for candidata, seria um grande desperdício político para o partido”, diz João Batista Babá, da CST (Corrente Socialista dos Trabalhadores). Para Babá, se Marina entrar no PV terá de explicar o apartamento que a família Sarney usa em São Paulo, pago por uma empreiteira, uma vez que o deputado federal Zequinha Sarney (MA), filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), é uma das principais lideranças dos verdes.

Aliança com Marina.

O nome de Marina é visto por vários integrantes do PSOL com simpatia, mas também com reticências. Um membro da Executiva, Mário Augusto de Azeredo, reconhece que a discussão sobre uma candidatura própria está atravessada pela opção de Heloísa Helena de concorrer ao Senado em Alagoas, mas afirma que o partido precisa construir uma candidatura à esquerda da de Marina.

O ex-deputado Milton Temer (RJ) afirma que o partido pode conversar com ela, desde que ela discorde de Zequinha Sarney.

Marina é, no entanto, vista como uma opção para o PSOL, por exemplo, pelo deputado Gianazzi: “O primeiro cenário é Heloísa para presidente e Plínio de Arruda Sampaio para governador de São Paulo. No segundo cenário, o PSOL poderia fazer uma aliança com a Marina, embora a gente tenha divergências com o PV”, diz o deputado estadual. Em São Paulo, por exemplo, o PV apoia o governador José Serra (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM). “Acho que o PSOL poderia fazer algumas concessões a ela”, defende Gianazzi – para ele, aliás, Marina está mais próxima do PSOL politicamente que do PV.

Valente, por sua vez, afirma que Marina é respeitável e tem um perfil político de combate, mas que “o projeto do PSOL é mais global”.

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