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REALIDADES E ABERRAÇÕES

Por Elias Reis.

Elias ReisTRAUMATIZADA POR ABUSOS SEXUAIS SOFRIDOS NA INFÂNCIA, MARINA MAGESSI, DESABAFA: “Meu tio me pedia que sentasse nua no colo dele, também nu. Eu tinha apenas 5 anos de idade. Me fazia mexer em cima do pênis dele…)”.

Hoje, aos 50 anos, eleita deputada pelo PPS do Rio, Marina fez de sua experiência uma bandeira. Ela é autora de um projeto de lei que busca coibir a ação de pedófilos por meio de castração química, inibindo a libido masculina. A droga injetada na corrente sanguínea do pedófilo causa-lhe, imediatamente, perda da ereção e desejo.

Das perversões sexuais que conhecemos, a mais revoltante é a pedofilia. O pedófilo abusa de um ser sem consciência do que está sendo vitima. A pedofilia é algo inaceitável, é uma violação a dignidade humana, é algo que extrapola a pior das barbaridades. Toco neste tema em função de recentes acontecimentos ocorridos pelo país e pelo Mundo. Quem não se lembra do monstro Josef Fritzl, da Áustria? Semana passada, um senhor de 72 anos foi preso em São Paulo. Vinha abusando de uma garotinha de 7 anos, inclusive já com penetrações. Esse sujeito era o seu avô. Em Mato Grosso, na cidade de Sinop, um pai de 42 anos foi denunciado por manter relações sexuais com o filho de 5 anos. Além de fazer sexo anal com o filho, forçava a criança a fazer sexo oral e a engolir o sêmen. Já em Belém/PA, um rapaz de 19 anos foi pego acariciando e beijando a vagina de uma criancinha de dois anos. Este monstrinho era vizinho e amigo dos pais da criança.

Aqui mesmo em Ilhéus, temos conhecimento de alguns casos de pedofilia, infelizmente os processos correm em segredo de justiça e não se têm acesso aos autos. É triste ver alguns advogados defenderem causas dessa natureza, mesmo sabendo que o denunciado confessara o abuso. A defesa sempre alega que o criminoso é usuário de drogas e portador de distúrbios mentais. O pior é quando o pedófilo tem dinheiro, responde em liberdade e, a tendência é se livrar da acusação. Continuará agindo e pior de tudo ainda, a próxima vitima poderá ser um parente do causídico.

Apesar da comoção popular, por incrível que possa parecer, atitudes dessa natureza sempre existiram. Se hoje elas ganham mais publicidade, deve-se a coragem dos responsáveis das vitimas e a velocidade da mídia.

Além de crime, a pedofilia é um grave desvio de comportamento, uma aberração intrínseca de alguém que não consegue se controlar. Hoje, infelizmente, não dá para confiar nossos filhos a ninguém: parentes e. muito menos vizinhos e estranhos. Precisamos acompanhar e policiar nossos filhos em todos os meios: escolas, consultórios médicos, casas dos amiguinhos e, me desculpe a sinceridade, até mesmo em espaços onde deveria apenas e exclusivamente pregar a palavra. Precedentes não faltam!

E ao ler o parágrafo acima, devem se perguntar: “A essa altura, nós pais responsáveis, em quem devemos confiar os nossos filhos?”. Será que é confiável deixar minha filha de 13 anos ser consultada por um ginecologista, sozinha num consultório? Será que posso permitir meu filhinho de 6 anos participar de um passeio com o diretor de um colégio? Será que eu teria coragem de deixar minha filhinha de 4 anos ser cuidada por um rapazinho que trabalha em minha casa, inclusive dando banho na menina, como acontece em muitos casos? Será que nós, pais responsáveis, de fato policiamos nossos filhos? Sabemos com quem anda e o que fazem? Precisamos ficar vigilantes as ações e reações dos nossos filhos.

Mesmo que a humanidade não esteja tão perdida assim – generalizar seria um erro -, a verdade é que, hoje em dia, todo cuidado é pouco. O descaso, a inversão de valores e a impunidade contribuem para este estado de coisas.

Não devemos facilitar quando está em jogo a saúde física e mental de nossos filhos. O perigo pode estar, agora, em nossa casa enquanto trabalhamos, na rua, nos consultórios, nas escolas e até mesmo nas igrejas.

Se os pais responsáveis estão desorientados – e isso é normal -, só há uma solução: estejamos mais presentes na vida dos nossos filhos. Dialoguem constantemente com eles, fiquem atentos às suas reações, saibam sempre com quem eles andam e onde estão. Conhecer bem os filhos é uma obrigação inalienável dos pais. Só assim podemos saber quando eles estão estranhos, agindo diferente, e que medidas tomar. Quem ama cuida, e quem cuida corre menos riscos.

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Uma resposta

  1. Amigo editor parabéns pela exelente texto. Trabalho com quase duas mil crianças e adolescentes de baixa renda, muita ja foram vitimas de violência sexual. Também tenho uma filha de 6 anos e amoo muito, sei quem é dificil em um pais que valoriza a sexualidade em todos os niveis combater esse mau.
    Devemos sempre escrever, falar, critar e até mesmo sair na mão grande contra esse problema social que assola nossa sociedade.
    Joselito è Coordenador Pedagogico do PETI em Ilhéus.

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