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MORTE DO RADIALISTA RONALDO SANTANA – UM CRIME SEM PIEDADE E ATÉ AGORA, SEM SOLUÇÃO!

Por Elias Reis.

Ronaldo Santana, assassinado em 9 de outubro de 1997. Mandantes continuam livres.

Notícia estampada em todos os meios de comunicação do estado da Bahia: “Família de Manoel Leal será indenizada. Depois de aprovada pela Assembléia Legislativa e sancionada pelo governador Jaques Wagner, a reparação financeira à família do jornalista Manoel Leal será paga no dia 7 de abril. Manoel Leal foi assassinado no dia 14 de janeiro de 1998, na porta de sua casa, no bairro Jardim Primavera, em Itabuna O pagamento da indenização de R$ 100 mil cumpre acordo celebrado entre o Estado e os beneficiários. Ao conceder a indenização, o Estado reconheceu sua responsabilidade no dever de zelar pela liberdade de imprensa e garantir a atuação dos profissionais de comunicação”.

Apesar da indenização, esse crime permanece entre tantos assassinatos impunes no estado da Bahia, a exemplo do Radialista Ronaldo Santana, que covardemente foi assassinado no dia 09 de outubro de 1997, com quatro tiros, fato ocorrido na Rua Duque de Caxias, em Eunápolis, quando se dirigia à Rádio Jornal, onde trabalhava. O Estado não deu uma resposta à família, e abre-se um precedente.

O caso da morte do Jornalista Manoel Leal é semelhante ao assassinato do Radialista Ronaldo Santana. Apenas o ex-policial Mozar Brasil, apontado como o autor dos disparos contra o jornalista, está preso. Suspeita-se que o crime de Manoel Leal foi a mando político. Como o Estado foi incompetente (ou não quis) desvendar o crime, finalizou o processo criminal, condenando apenas o atirador e indenizando a família. No caso do Radialista Ronaldo Santana apenas está preso um envolvido, Paulo Sérgio Mendes Lima, por suspeita. Até hoje, 12 anos depois, o caso continua sem solução e sem indenização. Ronaldo Santana foi assassinado na frente do filho e, calaram sua voz com quatro tiros. Não tiraram apenas sua vida, afrontaram a liberdade de imprensa e lhe cassou a liberdade de expressão, covardemente, também num crime encomendado.

Barbaridades não podem acontecer, e pior ainda, ficar impune. Indenização financeira não supera perda de vida, e nem acalenta familiares. Na melhor das hipóteses, saldar dívidas com advogados e custas processuais. Somente em 2009, três radialistas foram assassinados na Bahia. O poder de influência dos mandantes têm sido o diferencial.

Numa reunião preliminar entre o Sindicato dos Radialistas de Ilhéus e radialistas de Itabuna, uma comissão foi formada para reavaliação do caso de Ronaldo Santana, na busca da reabertura processual, inclusive audiências com os delegados que apuraram o caso na época, Júlio Souza e Aluizio Villas Boas, o promotor de Justiça Antônio Maurício Soares Magnavita e também o advogado da família de Ronaldo Santana, Dr. Raimundo Teixeira Galvão. Até o final de fevereiro a comissão estará seguindo para o extremo sul para fazer carga do processo no fórum local, buscar subsídios com a viúva do radialista assassinado e logo depois serão marcadas audiências institucionais com a Comissão de Direitos Humano do Estado da Bahia e também com Nelson Pellegrino, secretário de Segurança Pública.

“Diante da semelhança do crime e até mesmo do precedente com o caso Manoel Leal em tela, espera-se Justiça, a bem do direito!”, pontua o radialista e membro da comissão, Jarles Soares, que apresenta na Rádio Jornal de Itabuna, programa jornalístico Papo Federal.

Ronaldo Santana de Araújo foi assassinado aos 38 anos, na frente do filho, à queima-roupa, às 06:40 minutos da manhã trágica de 09 de outubro de 1997, na semana que acontecia o novenário da Festa de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. O mandante, extra-oficialmente, um político, continua impune. Quatro tiros silenciaram a voz de um pai de família, um cidadão de bem, um colega de profissão.

Ronaldo Santana de Araújo começou a trabalhar como office-boy na Rádio Santa Cruz, em Ilhéus, em 1977. Passou depois a operador de rádio. Em 1990 foi para Eunápolis, onde trabalhou como operador de transmissor de rádio, junto com a mulher, na Rádio Jacarandá. Substituiu o apresentador de um programa e, em pouco tempo, passou também a fazer reportagens policiais e sobre reclamações da população. Apresentava o programa Ronda Policial, transmitido diariamente às 7h pela Rádio Jornal, e que abordava também fatos políticos, denúncias e desmandos administrativos do chefe do executivo local, da época.

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