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O MIADO DO TIGRE

Por Marcos Pennha.

O nosso Colo Colo acumulou mais uma derrota no Baianão: 2 X 1 contra o Ipitanga, na casa do adversário, nesta quarta-feira, 20 de janeiro, dia de São Sebastião. Quero, no entanto, reportar-me a partida que assisti domingo, 17 de janeiro. Fui uma pessoa, das três mil e novecentas, que pagou o ingresso e presenciou a acachapante derrota sofrida pelo time ilheense frente ao tricolor baiano da capital no estádio Mário Pessoa. Apesar da ausência do ‘capetinha’, os meninos do Bahia infernizaram a vida do Tigre.

Esse novo time, não apresentado oficialmente à imprensa, vem nessa trajetória: Vitória da Conquista 3 X 1 Colo Colo; Colo Colo 0 X 4 Vitória da Conquista; Colo Colo 1 X 5 Bahia. O time que o torcedor espera um GRRRR faz miaaau em campo. A sua escalada vinha numa progressão de 3, 4, 5. Ou seja, o crescimento vertiginoso que nem rabo de cavalo: para baixo. A derrota de apenas 2 X 1 contra Ipitanga representa uma vitória, se é que vocês me entendem. Pelo menos quebrou a sequência numérica.

Alguém pode até me acusar de gozador. Concordo, mas garanto que não fui eu quem começou. Não sou eu quem entra nas quatro linhas. Com a licença do patrocinador master do Colo Colo, peço desculpas pelo trocadilho infame, afirmando que, diante das evidências, esse time parece pronto para levar ferro. É um time que mostra que não tem foco no acerto. Contratou uns jogadores vindos de clubes de fora do estado, como se isso fosse garantia de boas aquisições. Pode se tratar de jogadores sem espaço em seus times de origem, como é o caso do goleiro Paulo Cesar, quarta opção no seu ex-clube Bahia.

Num momento de reflexão, penso no quanto a torcida tem feito sua parte, apoiando, inclusive em 2008, quando o time esteve à beira de cair para a segunda divisão. Falo assim, porque já escrevi matéria, sob encomenda, sobre torcidas, em especial aos torcedores da geral, aqueles que recebem o sol escaldante na moleira em jogos aos domingos. O tormento desses começa nas extensas filas para adquirir o ingresso (ainda pagam pra serem decepcionados!). Utilizando a expressão enfática, afirmo que já vi com meus próprios olhos idosos sendo enxotados por alguns babacas, vândalos, tirados a espertalhões, furadores de fila. Uma total falta de respeito, além de covardia, ao ancião. Vale ressaltar que isso acontece quando a polícia não está por perto.

Minoria à parte, a maioria da torcida é formada por gente humilde, respeitadora, que ainda encontra forças para incentivar o time: “Vamos ajudar o tigre a ser campeão. Mário Pessoa é o caldeirãão …” “Cooolo, Cooolo, …”

Não quero, não devo, nem posso desconhecer o trabalho digno da diretoria do clube, destacadamente do senhor presidente José Maria Santana. Seria injusto colocar no esquecimento que o Colo Colo foi tirado do ostracismo, levado a condição de competidor da primeira divisão, alcançando a glória maior: Campeão Baiano de 2006. Um fato histórico! Aplausos à parte, não entendo, por outro lado, o fato do clube não ter recebido investimentos com os recursos que se supõe recebidos com o título. Os times da capital e alguns emergentes, desbancados pelo Tigre no certame, encarregaram-se de desmontá-lo na temporada seguinte (2007). À época do glorioso ano, tinha patrocínio, que pagava a folha de pessoal; ajuda de custo mensal (em dinheiro) do governo municipal e repasse do “sua nota é um show”  – olha o povo colaborando de novo!; mais o resultado de bilheteria e a premiação pela conquista. Só para se ter ideia do quesito bilheteria, no jogo contra o Bahia, o mandante Colo Colo teve uma renda líquida de R$ 33.699,04 (Trinta e três mil seiscentos e noventa e nove reais e quatro centavos), do total bruto de R$ 51.680,00 (Cinquenta e hum mil seiscentos e oitenta reais), segundo informações do borderô fornecido pela Federação Baiana.

O time, em 2006, ganhara valor. Mesmo assim, não conseguiu conquistar mais de um patrocinador ‘forte’. Pelo contrário, perdeu o que tinha. Penso que poderia, também, ter feito convênios com clubes do fora do estado, como é praxe atualmente esse tipo de negócio no futebol brasileiro.

Para entender o presente e projetar o futuro, necessário se faz conhecer o passado. O time atual, segundo alguns especialistas do futebol, precisa de entrosamento. Para não me tacharem de pessimista, afianço que estarei no estádio, como torcedor pagante, sempre que possível, em jogos do Tigre. Otimista como sou, espero poder arrancar o grito contido no peito: “COLO COLO, CAMPEÃO BAIANO de 2056”.

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3 respostas

  1. Parabéns! marcos Penha, por este artigo tão bem construido. Estamos torcendo mais uma vez para que o colo-colo torne-se grandioso e competitivo. O José Maria nos deu orgulho trazendo pra cidade de Ilheus o campeonato de 2006 e este feito faz parte do seu curriculum. Campeão Bahiano de 2006.
    Forte abraço.

  2. Muito bem colocado Marcos, êsse comentário realmente é o que se passa no Colo-Colo hj. Vc foi muito feliz nas suas colocações. Espero que continue nos presenteando com suas pérolas sempre bastante inteligentes, alegres, porém com uma sensatez maravilhosa.

  3. eh muita verdade…nosso ilheus merece um time que possa representar seu povo pelo Brazil a fora…Os jogadores tem que ter em mente que o mais importante e´o amor ao time,sem falar que eles ganham pra jogar bola e dar alegria a sua torcida

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