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MINÉRIO DE FERRO. QUAIS OS PERIGOS DE UMA ECONOMIA BASEADA NA EXPORTAÇÃO DE COMMODITIES?

O editor-chefe da revista The Economist, a maior e mais importante revista de economia do planeta, conversa sobre a sustentabilidade do crescimento econômico brasileiro no cenário globalizado.

Nesta entrevista à Globonews, John Micklethwait alerta que uma economia baseada na exportação de commodities (soja, petróleo, minério de ferro e etc.) geralmente não faz grandes avanços. Ele cita o exemplo do mundo árabe, onde a riqueza oriunda da exploração do petróleo ficou nas mãos de uma minoria rica. “Se pegar petróleo e não transformar em nada, outra pessoa ficará com boa parte do valor agregado”.

A discussão sobre commodities é pertinente ao Sul da Bahia, onde os governos estadual e federal querem destruir uma extensa área de mata atlântica, para construir um complexo intermodal (ferrovia, porto e aeroporto). O empreendimento logístico facilitará a exportação de minério de ferro, cuja maior interessada é uma empresa do Cazaquistão, fantasiada com o nome Bahia Mineração.

Veja a entrevista, que trata também de outros assuntos.

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13 respostas

  1. É verdade. Economias basedas em exportação de commodities são concentradoras de riqueza e altamente dependentes dos humores do mercado externo, é um modelo típico de países atrasados. Enquanto países como o Chile investem no setor financeiro e serviços para diversificar e abandonar a dependência do cobre, o Brasil está se desindustrializando para exportar soja e ferro.

  2. É fato público e sabido até no reino mineral: atividades econômicas devem ser diversificadas. Não se pode contar só com o Minério de Ferro.

    Como também não se pode contar só com o Cacau, ou o Turismo. Ambos já mostraram que não dão conta do desenvolvimento regional. Assim, quanto mais diversidade, melhor.

    E aí é que temos o Complexo Intermodal como uma grande esperança. Porque na verdade abrir um Complexo Intermodal não é exatamente “se desindustrializar para exportar minério”.

    Será Minério de Ferro também. Mas não só ele.

    Pois o Minério não sairá pelo Aeroporto. E o Porto (são dois) e a Ferrovia seriam utilizado muito estupidamente se existissem apenas para transportar Minério. E, acreditem, os empresários podem ser tudo menos estúpidos.

    O Complexo Intermodal é mais do que Minério de ferro. É uma oportunidade de diversificar e fortalecer a economia desta pobre região ex-cacaueira.

    Valeu!

    Degas.

  3. Estes Ilheenses que são favoráveis ao Complexo intermodal Porto Sul não pensam na nação. Na população local. Li acima que serão 2 portos. Ilhéus já possui um porto (inacabado), então a cidade de Degas terá 3 portos (praticamente um do lado do outro). A ferrovia oeste –leste foi modificada para favorecer os “Degas” da Bamin. Segundo informações obtidas por engenheiros a solução mais em conta seria aproveitar a ferrovia Caetité-Brumado e revitalizar o trecho da FCA entre Brumado e o Porto de Aratu ( Pronto para escoar o minério de Caetité) .Chega de desperdícios de dinheiro publico! Quantas obras INACABADAS a Bahia possui? Quantos empregos poderiam ter sido gerados com o dinheiro que o governo já gastou com o Porto Sul ? Daria para construir escolas, saneamento básico, hospitais, limpeza pública… tantas outras coisas essenciais e primordiais em qualque cidade. Mais uma obra… Quem saberá dizer qual é o destino desse dinheiro do suor do povo brasileiro? Será que a história vai se repetir? Lugares onde procurar: no bolso (e talvez na cueca) dos políticos responsáveis pela liberação das verbas e nas contas bancárias das empreiteiras. Recentemente os auditores do TCU detalharam alguns golpes de desvios de verbas públicas. Chegaram a conclusão que as CONSTRUÇÕES são são usados para inflar os orçamentos. Citarei apenas 2 golpes: Projeto executivo básico malfeito – O primeiro passo para fazer uma obra é analisar o terreno onde ela será erguida. Se essa etapa não é cumprida com rigor, surgem imprevistos na sua execução que forçam os custos para além do que foi licitado. Os empreiteiros, portanto, adoram projetos executivos básicos malfeitos. Fraude na licitação – É o golpe clássico: o empresário suborna um político para vencer uma licitação. Depois, usa de brechas nos contratos para cobrar quanto quer pelo serviço, com a certeza de que a verba será liberada. Degas disse:”..quanto mais diversidade, melhor”. Concordo com a citação. De fato o meio ambiente precisa da diversidade. Poderia citar inúmeras cidades que a economia é forte por causa do turismo , da agricultura.. O que Ilheus precisa mesmo é de UM BOM GESTOR!

  4. Essa “estupidez” mencionada não só existe como é típica de nossa história: cana-de-açúcar, café, borracha e — por que não? — o cacau. O modelo de exportação de commodities com baixo valor agregado sempre acaba de maneira triste. No entanto concordo em um ponto: a estupidez não é dos empresários. Esses apenas seguem a bússola da especulação de nosso governo bananeiro.

    O pior de tudo é que essa nossa aventura já começa meio falida. Matérias primas vão ter um pico em 2011, com certeza, mas quando a China tiver que aumentar a taxa de juros pra conter a inflação o preço de commodities vai sofrer uma correção imensa. Até lá espero que os ilheenses entusiasmados com a especulação imobiliária já tenham realizado seus lucros.

    Caso alguém tenha curiosidade, um comentarista econômico publicou hoje no jornal francês Le Figaro sobre esse assunto (“l’éco décodée”). A diferença é que ele é um pouco mais pessimista.

  5. Veja só, cerca de 20 empresas situadas na Bahia controla mais de 60% do PIB baiano, essas empresas em sua grande maioria são multinacionais, já no Rio Grande do Sul mais de 1 milhão de pequenas empresas controla mais de 60% do PIB do Estado. O nosso governo deve dá isenção de impostos para as pequenas empresas…e também viabilizar o apoio técnico e logistico pra agricultura familiar, pesca artesanal e industria de capital local. só assim teremos um desenvolvimento local com os lucros sendo aplicados no nosso próprio Estado da Bahia.

  6. Meu caro Degas,

    Lamento informar-lhe que, de acordo com o EIA/RIMA, da FIOL realizado pela empresa OIKOS, a ferrovia tem como carga, 80% de minerio de ferro. O TUP exportara apenas ferro e ‘e privado. O porto publico depende do porto privado (estranho!). O aeroporto tem uma pista de 2000 metros. O nosso atual tem uma pista de 1500. A importancia deste empreendimento é apenas a intenção de que seja atrator de desenvolvimento, mas sabemos que não será. Veja o discurso de campanha do Gasena e o ramal até Ilhéus, Veja a ZPE licenciada às pressas e assim será se permitirmos. Infelizmente não merece crédito quem age da forma como está agindo o governo deste 2007. Vamos debater mais, dialogarmos sobre tudo isso.

  7. Descordo plenamente do pensamento do Sr. Degas, as vantagens do Porto não seria benefico por se tratar de um investimento que trará um enorme impacto ambiental, dessa forma não se pode afirmar que seria uma coisa boa para nossa região.
    Vamos respeitar a natureza, conseuqentemente a humanidade.

  8. “a ferrovia tem como carga, 80% de minerio de ferro” – essa é a previsão inicial. Mas eu insisto que nem o mais ingênuo dos empresários deixaria de aproveitar a ferrovia com outras atividades. É impensável isso. Eles não são bobos, não deixarão de ganhar o mais possível. Nenhuma ferrovia, nem mesmo a Vitória-Minas (feita pela Cia. Vale do Rio Doce) ficou exclusiva para o minério.

    “O aeroporto tem uma pista de 2000 metros. O nosso atual tem uma pista de 1500” – essa diferença permite aterrissagem de aeronaves maiores, como o AirBus A320 (e 321, provavelmente), além dos 737/800. Também será um aeroporto alfandegado, internacional, o que seguramente não servirá ao Minério de Ferro. Servirá a muitas outras atividades, principalmente combalido Turismo, mas também à indústria, o Pólo de Informática e o setor de serviços e comércio.

    “importancia deste empreendimento é apenas a intenção de que seja atrator de desenvolvimento, mas sabemos que não será” – Não. Infelizmente não “sabemos”. Nós todos temos apenas teorias. Uns de que “não será”, outros de que “com certeza será”. Eu mesmo digo que é uma esperança, uma chance. E frente à certeza falimentar que se vê hoje, com certeza as pessoas desejam uma chance.

  9. Liga não Degas.

    Esse pessoal não sabe o que é um vetor de desenvolvimento, eles só enxergam a árvore, não enxegam a floresta.

    Só interpetram o que foi escrito pelos outros.

  10. Degas

    A esperança e a chance nós temos! Portanto não precisamos de nada, além de competencia em gestão pública.
    A FIOL é viável no trecho Caetité Ilhéus. Do oeste baiano Barreiras até Caetité só 20% com soja para viabilizar,não compensa construir. Talvez aí esteja a explicação para o traçado ter sido feito em cima das cavernas. Eles, os projetistas, não sabiam que aquela área era de cavernas? Também desconhecem a Lei de proteção delas como desconhecem a da Mata Atlântica? É incrível! Vamos em frente! É preciso muito juízo na cabeça dos governantes. A moda agora é driblar legalmente.
    Quanto ao aeroporto, mais 500m, podemos conseguir no atual.
    Vamos em frenteQ

  11. Na verdade teriam que ser mais que isso. Primeiro porque o velho Jorge Amado tem apenas 1380m, não 1500. Segundo porque o novo tem bem mais de 2000. Veja que haverá uma “Reserva de área de pelo menos 900 metros a partir de cada
    cabeceira das pistas, para a implantação de auxílios à
    navegação aérea.” (leia em http://www.meioambiente.ba.gov.br/cepram/apresentacao_ilheus.pdf).

    Além disso, não é fisicamente possível ampliar o estacionamento, nem o espaço de embarque nem instalar alfândega no velho Jorge Amado.

    O novo aeroporto é uma necessidade inexorável. Para o bem do Turismo, da Indústria, do Comércio e do próprio Pólo de Informática. Curiosamente não servirá à mineração.

    Mas só por curiosidade: como se conseguiria 500m de pista para o Aeroporto Jorge Amado? Com uma ponte? Um aterro?

  12. Com relação ao texto “Veja só, cerca de 20 empresas situadas na Bahia controla mais de 60% do PIB baiano, essas empresas em sua grande maioria são multinacionais, já no Rio Grande do Sul mais de 1 milhão de pequenas empresas controla mais de 60% do PIB do Estado.” O “nosso” secretário de Meio Ambiente é gaucho, veio corrido de RS, defende a BAMIN (consultor)e empreendimentos Imobiliários, nada contra o desenvolvimento, mas insiste em desestruturar os orgãos de meio ambiente, via fusão, retirando conquistas sociais e diminuindo o número de casas de recursos naturais para apenas 09. É por isso que mandaram ele para cá, o Nordeste aceita lixos como ele, termoelétricas, usinas nucleares e todo tipo de exploração mineral que sempre leva daquí as nossas reservas naturais em nome do imediatismo e ganância.

  13. Conforme podemos ver abaixo, a exportação e os interesses não são só pelo Ferro: A empresa do Cazaquistão (Bamin e não Bamor) e seu consultor Eug(R)ênio Spengler ( sabe muitas coisas que os Baianos não sabem:

    Barreiras tem a primeira reserva de tálio do Brasil (só existem reservas no Cazaquistão(mera coincidência) e China – o grama e $ 6,00:

    Fonte Blog do Carlos Britto

    Barreiras (BA) tem a primeira reserva de tálio do Brasil. Em apenas uma das áreas pesquisadas pela empresa Itaoeste, que detém a concessão para exploração da reserva, foi encontrado o equivalente para atender todo o consumo mundial, estimado em 10 toneladas anuais, pelo período de seis anos.

    O tálio é um metal extremamente raro, estratégico e de alto valor, que atualmente só é produzido na China e no Cazaquistão. A reserva total de tálio metálico é superior a 60 milhões de gramas na primeira área onde a pesquisa foi concluída. Atualmente, o tálio é cotado a US$ 6 o grama.

    Segundo a Itaoeste, o tálio pode ser empregado na produção de materiais de alta tecnologia, como contraste em exames cardiológicos por imagens e materiais temoelétricos (motores de automóveis, caldeiras industriais, chips de computador).

    Também pode ser usado na produção de elemento supercondutor (HTS – High Temperature Superconductor), que são os mais eficientes para transmissão de energia, com mínimo de perdas. Um cabo HTS pode substituir o equivalente a uma linha de transmissão de uma hidroelétrica, por exemplo.

    Tálio – O tálio (do grego “thallós”, “ramo verde”) é um elemento químico de símbolo Tl, de número atômico 81 (81 prótons e 81 elétrons) que apresenta massa atómica 204,4 u. É um metal pertencente ao grupo 13 (IIIA) da classificação periódica dos elementos. É mole e maleável e, a temperatura ambiente, encontra-se no estado sólido.

    O tálio é altamente tóxico, por isso era usado como produto para matar ratos e insetos. Há indícios de que cause câncer em seres humanos. Atualmente é usado em detectores de radiação infravermelha, radiação gama, e em medicina nuclear. É encontrado e obtido a partir do mineral pirita e, também, é obtido como subproduto de minérios de chumbo e zinco.

    Foi descoberto por Sir William Crookes em 1861, na Inglaterra, por análise espectroscópica.

    Este metal é muito macio e maleável e pode ser cortado com uma faca. Quando exposto ao ar, inicialmente apresenta um brilho metálico, porém rapidamente torna-se cinza-azulado semelhante ao chumbo. Quando exposto ao ar, forma-se sobre o tálio uma camada de óxido, por isso, é preservado mantendo-o sob a água.

    Pesquisas com o tálio estão sendo desenvolvidas para desenvolver materiais supercondutores em elevadas temperaturas para aplicações como imagem de ressonância magnética, armazenamento da energia magnética, propulsão magnética, geração de energia elétrica e transmissão.
    http://www.muraldooeste.com[email protected]

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