PROJETO DISCUTE POLÍTICAS CULTURAIS NO INTERIOR

A Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), vinculada a Secretaria de Cultura do Estado, tocará o projeto FUNCEB ITINERANTE, onde dirigentes do órgão discutirão, junto às cidades do interior, a gestão estatal da Cultura.

O projeto realizará encontros setoriais para discutir as políticas públicas para as artes, promovendo um diálogo entre poder público e a sociedade civil.

A viagem começa em 24 de agosto e segue por onze dias, até o retorno a Salvador em quatro de setembro. Passando por Alagoinhas (24/8), Senhor do Bonfim (26/8), Itaberaba (28/8), Barreiras (30/8), Vitória da Conquista (1/9), e por fim em Ilhéus, no dia 3 de setembro, no IME, centro da cidade.

A INFANTARIA ANTIABORTO

Da Carta Capital.

No Congresso, há mais projetos para aumentar as punições e restringir a opção da mulher do que o contrário. Foto: Alan Marques/Folhapress.

Desde o fim da ditadura, a pauta antiaborto nunca esteve tão forte no Congresso. Ao todo, há 30 projetos de lei que, entre outras medidas, pedem a inclusão do aborto no rol de crimes hediondos, o endurecimento das penas aplicadas às mulheres que interrompem a gravidez ou aos profissionais de saúde que as auxiliem, bem como a oferta de pensão à mãe que abdicar do direito de abortar em caso de estupro ou o reconhecimento da vida desde a concepção, o que, em tese, inviabiliza as pesquisas com células–troco embrionárias, liberadas pelo Supremo Tribunal Federal em 2008.

Na outra ponta, apenas um projeto prevê uma legislação mais branda. Apresentado em 2004, ele admite o aborto em caso de anomalia fetal, tema sobre o qual o STF deve se pronunciar antes do Legislativo. Nenhuma proposta prevê o abortamento sem restrições dentro de determinado tempo gestacional, como ocorre nos Estados Unidos e na maioria dos países da Europa Ocidental.

Além disso, após a conturbada eleição de 2010, o governo federal decidiu -reti-rar-se de qualquer discussão sobre mudanças no marco regulatório. “A sociedade brasileira não amadureceu o debate sobre o tema e não faz sentido propor mudanças na lei a favor da descriminalização do aborto. Tampouco vamos compartilhar de qualquer agenda que proponha endurecimento de penas ou reforce a lógica punitiva”, diz o secretário nacional de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães. “Nosso foco é investir no planejamento familiar e orientar a rede pública a oferecer atendimento humanizado às mulheres que abortaram, independentemente de a prática ter sido legal ou não.”

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FICC EXIBE DOCUMENTÁRIO SOBRE JORGE AMADO

A Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC) exibe, no dia 24 de agosto, às 19h30min, o documentário Jorge Amado, do cineasta João Moreira Salles, no Centro de Cultura Adonias Filho.

O filme é considerado pela crítica como um dos mais importantes sobre o romancista. 

A produção aborda a trajetória do escritor, suas obras, suas experiências e seu ponto de vista voltado para a defesa da religião afro-brasileira e da população menos favorecida.

Figuram no documentário personalidades como Zélia Gatai, Chico Buarque, Gilberto Gil, João Ubaldo Ribeiro, Pierre Verger e Calasans Neto.

A entrada é gratuita.

FUNCIONÁRIOS DA TRIFIL COM MEDO

Reproduzimos nota da coluna Malha Fina, do jornal A Região.

Funcionários da Trifil, em Itabuna, estão com medo. Denunciam que dois colegas já morreram de meningite neste mês. Eles tem medo de pegar a doença, que se propaga fácil em ambiente fechado. Com a palavra a Dires. 

Os funcionários tentaram falar com a secretaria da Saúde Precária e com o prefeito, mas nenhum dos telefones atende. Mesmo que atendesse, é difícil imaginar que fariam alguma coisa. Azevedo só se importa se for alguém dele.

ALGEMAS E SENZALA

Por Malu Fontes

A semana televisiva foi dividida em três temas dominantes, nas esferas local, nacional e internacional: a morte de nove operários num mesmo acidente, num edifício em construção, em Salvador, mais uma rodada de dezenas de prisões por desvio de dinheiro público federal, desta vez no Ministério do Turismo, e a onda de violência que durante a semana varreu Londres e cidades do entorno, sem que o mundo fosse informado das reais motivações que nutriam a onda de destruição. Em relação ao mais novo escândalo dos últimos dias em Brasília, desta vez com uma esticadinha até a longínqua Macapá, o que dizer? Sempre, na história deste país, cenas de tal natureza brotarão nas manchetes.

No dia seguinte à prisão, emergiram protestos incompreensíveis para o resto dos brasileiros que não frequentam as hostes do poder político e econômico. Bastou o segundo homem forte do Turismo ser preso para muita gente boa do Governo ir para a frente das câmeras dizer que houve abuso de poder por parte da Justiça e para classificar caricaturalmente a ação da Polícia Federal de espetaculosa. As críticas, não aos acusados, mas aos acusadores, não pararam aí: choveram queixas quanto ao uso de algemas. Se for para ser sem algemas, então que fique combinado o seguinte: em caso de prisão, os empoderados não serão ofendidos em sua dignidade pelo uso de algemas, desde que a prática também seja condenada pelos queixosos de agora quando magotes de acusados pobres e pretos forem enfiados algemados nos camburões policiais das grandes metrópoles brasileiras para a TV vespertina e seus urubus filmarem, como acontece todos os dias. E, nesses casos, a Polícia ainda contribui para a qualidade das imagens: segura a cabeça dos acusados pelos cabelos, para o close no rosto ser registrado pelo câmera amigo. O que não pode é só considerar a algema um abuso de poder quando é usada contra apadrinhado políticos. Ora, se desta vez até Sarney saiu de seus cuidados para dizer na TV que “este não se trata de um caso de Política, mas de Polícia”… 

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