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POETAS LANÇAM CORDEL ESCRITO A SEIS MÃOS

Os três irmãos da curriola: Chico Tampa, Zé Tabaca e Mané Sola.

A Tocaia Edições e a Editus – editora da UESC, convidam para o lançamento do romance de cordel: “Os três irmãos da curriola: Chico Tampa, Zé Tabaca e Mané Sola”, nesta 2ª feira, dia 29 de agosto, primeiramente na UESC, às 16:30h, no CEU, com uma aula de despedida do Piligra, que está de malas prontas para Frankfurt, Alemanha, onde passará os próximos meses aprimorando seus conhecimentos. Depois, no Beco do Fuxico, na Bodega do Robinho, em Itabuna.

No folheto, que é de autoria dos poetas George Pellegrini, Piligra e Gustavo Felicíssimo, se conta a engraçadíssima história de três diabinhos que vieram à terra pra fazerem muita estripulia. Essa história possui certa identidade com o realismo mágico, que é um movimento literário criado ao final dos anos 40 para denominar um tipo de ficção hispano-americana. Mas isso foi algo acidental, pois os poetas de Cordel, muitas vezes, criam fábulas que logo se tornam populares. Para isso, lançam mão de abundantes recursos fantasiosos, como acontece, por exemplo, nos folhetos “A lenda do pavão misterioso” e “A chegada de Lampião no inferno”, dois dos maiores clássicos do gênero. Daí que, a fantasiosa história de Chico Tampa, Zé Tabaca e Mané Sola não é algo incomum para quem possui intimidade com a Literatura de Cordel.

No folheto, cada um dos poetas desenvolve as personagens como se fosse uma peleja, cada um puxando a brasa para a sua sardinha. O resultado é que, como nas tradicionais pelejas, cada personagem está sempre tentando se sobressair sobre os demais, como nesta estrofe de Zé Tabaca:

O mais esperto dos três

Conhecido Zé Tabaca

Nadou logo rio acima

Nos demônio meteu faca

Criou asas e voou

Aos outros dois ordenou

Que voassem numa vaca.

E logo foi recebendo o merecido revide, primeiramente de Mané Sola, depois de Chico Tampa. Acompanhem:

O engenhoso Mané Sola

Às pressas saltou do chão

Agarrando o Zé Tabaca

E o pegando pela mão

Montados na vaca os dois

Levaram de arrasto os bois,

Imagem de assombração…

Chico Tampa, lá embaixo

Não gostou da arrelia,

Pegou um mourão da cerca

Sapecou nos que fugia,

Pegou na cara da vaca,

Não ficou nem a carcaça

Acabou-se a putaria…

Como cada poeta desenvolveu uma personagem da história, ao final fica a pergunta: será que as personagens guardam algumas semelhanças com os seus autores? Resta ao leitor ir aos lançamentos, comprar o folheto e decifrar o enigma.

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