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METADE DAS LEMBRANCINHAS NÃO É FEITA NA BAHIA

Lembrancinhas importadas. Fotos: Correio.
Lembrancinhas importadas. Fotos: Correio.

Difícil ir a Salvador e não passar pelo Mercado Modelo sem levar umas lembrancinhas para casa. Chaveiros são os preferidos quando se pensa em guardar um pedacinho da Bahia.

Se você já comprou artesanato no Centro Histórico achando que é um trabalho essencialmente baiano não fique surpreso se descobrir que são  produtos ‘made in’ Índia ou Indonésia. 

Matéria do Correio 24h revela que mais da metade do artesanato vendido por aqui não é produzido na Bahia. 

Na loja Pau Brasilis, no Terreiro de Jesus (Salvador), o Brasil grafado em alguns produtos está com “z”. Apesar do nome da loja, 75% dos produtos expostos vêm de fora, principalmente do sudeste asiático. Pulseiras, bolsas e colares, além de caixas de madeira com pinturas de orixás e réplicas de máscaras africanas são produzidas também na Papua Nova-Guiné e Guiné. 

E não há receio em contar aos turistas a procedência dos produtos. Segundo a gerente Luciana Alves, os visitantes “não se importam, porque estão em busca de algo que tenha sido comprado numa viagem pela Bahia, não que tenha sido feito aqui”, observou.

A explicação para importar os produtos está no custo da mão de obra e no valor final. Fabricado na Ásia, por exemplo, uma canga é vendida em Salvador por R$ 11,00. Se fosse feita aqui, não sairia por menos de vinte.

Principal ponto de vendas em Salvador, o Mercado Modelo vive inundado por produtos de fora. Também não faltam quadros e toalhas de mesa do Ceará. A importação torna a concorrência com produtos locais desleal, apesar da qualidade inferior dos que vêm de fora.

Ao Correio, o secretário municipal de Desenvolvimento, Cultura e Turismo, Guilherme Bellintani, disse que as lembranças da Bahia ‘made in Mundo’ não representam a cultura local. “São elementos de consumo do produto turístico que estão desalinhados com o valor da cidade”. 

Para amenizar a situação, de acordo com o secretário, a Saltur está fazendo um mapeamento dos artesãos e dos artistas. “A partir daí, vamos começar a aproximação deles com os pontos de venda”.

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