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NOTÍCIAS DO REINO DE SÃO SARUÊ! DÁ HORA!

jamal-padilha (1)Por Mohammad Jamal

Alertem as moças virgens, aquelas recatadas, as senhoras de respeito, as religiosas, as crianças, os eleitores! Não é só por precaução contra despudor do monarca que sai nu por aí exibindo “as partes pudendas”. É muito mais pelos pecados vocabulares que expectora com múltiplos perdigotos. Ele passou a representar nas mídias o seu próprio personagem: desvairado, dizendo coisas pecaminosas; impudicícias; razões cartesianas; coisas que agridem; que ferem; que subestimam o senso comum, capazes fazer ruborizar ate os menos pudicos dos comunas; os que dançam e cantam o “Ah se eu Ti Pego na Boquinha da Garrafa”!

Jardilina, velha meretriz por profissão, teimosamente na ativa, face intumescida de botox, decana laureada cujo odômetro já virou e zerou três vezes, contando suas milhares de viagens sob os falos do reino; asseverou-me ainda ontem, quando da nossa visita regular ao Pombal do Vilela – ponto de encontro das Pombas-Rolas da corte: que não mais escuta as rádios nem assiste às TVs do reino! No seu caso, afirma peremptória, apenas por medo e pudor de escutar as impudicícias gritadas a plenos pulmões pelo Rei nos horários nobres e nem tanto pelo patético caricatural de vê-lo, ilusoriamente vestido, nu, pondo à amostra algo lânguido e muxibento que não a atemoriza nadinha…  _ “Já vi piores que aquilo! Terrificante é o discurso do homem… Uma agressão contrassensual!”.

Essa coisa já ultrapassou de há muito os limites do inimaginável, exemplado no terror que vivenciamos no dia a dia daqui de baixo, na vala comum da plebe. O que se supunha mera ficção apocalíptica transformara-se em brutal realidade! O homem, lá do alto do seu trono, grita espumoso coisas raivosas e vocifera justificativas flácidas como se fossem lanças em riste atiradas contra a ralé que, refratária, persiste na indecisão da virtualidade e à iminência fatídica desses insidiosos pregões midiáticos com forte tempero retórico. É fato que a maioria dos mujiques sequer fita-o de frente ou torcem a cabeça para vê-lo pelas costas, nu; muito menos escutá-lo. Para os burgueses e mais sensatos, apenas um completo e integrado monarca naturista que anda por aí conforme veio ao mundo: em completo despudor e inocência dos pecados veniais. Que coisa não? Coisa de Rei! Que mal irá a ele, senão aqueles na forma de banhos de leite em ofurô de rosas, mimos, rapapés, elogios ensaiados, ovos babados por cortesãos… Moet Chandon! Faz sentido!

Ainda semana passada, conversando virtualmente pelo facebook com o Hans Christian Andersen, biografo do homem, ouvi deste em tom peremptoriamente incisivo: “_Olha meu rei, – aí se referindo a mim, mujique -, o Rei não está delirante não! Também não está nu, senão despido de inculpabilidades! As suas atuais vestes são, verdadeiramente, as mais luxuosas e modernas do universo!”. E falou baboso por um bom quarto de hora tecendo loas ao Rei, que pra nós, mujiques, anda pelado que nem o doido Damião que se diz irmão do imperador Tarquínio II que montou seu guarda roupas social, desde os mantos, casacas e fraques às peças mais íntimas, cueiros, etc.!

Dizem alguns que o Rei anda recluso à sua timidez! Plebeus maldosos asseveram que o Rei não tem saído do seu refúgio no Palácio por temer a integridade da sua caríssima indumentária real supostamente ameaçada por um grupo de esfarrapados e famintos pedintes, acampados às ameias e cercanias do Palácio. Que esses mujiques gemem e resfolegam à noite toda e dançam e cantam mantras pesados e execratórios contra o si, como num sabbat para bruxarias! Que até sorriem escandalosos quando alguns nobres, de sarro, urinam de lá de cima das muralhas e janelas do palacianas sobre eles; que até se lambuzam felizes no dourado líquido excrementício que vaza perfumoso das bexigas dos nobres e cortesãos sobre si! Um privilégio!

Mas há um alto preço a ser pago por essa fantasia real. Enquanto o Rei circula pomposamente levitado pelos corredores dos seus castelos das estações espelhados reino afora, inclusive, em datchas situadas em terras de outros monarcas. A pestilência, a miséria, a fome, e a ruína social alastram-se incontrolavelmente. Por todo o reino vê-se o caos e a desconstrução erosiva recair pesadas sobre tudo o que outrora funcionara e servia a todos os súditos, plebeus e ralé. Após a ponte levadiça instalada à entrada do Palácio, tudo o mais é um gueto só. A merda e o lixo acumula-se em montanhas onde ratos, urubus e mau cheiro fizeram morada; nas ruas, cai-se num buraco e, com um pouco de sorte, sai-se vivo por outro maior ainda; as carruagens, os coches, carroças e riquixás estacionam desordenadamente sobre as calçadas, em filas duplas, triplas, enquanto os cavalos e seus donos cagam e urinam a esmo e descontroladamente nos espaços públicos. Lá do alto das torres palacianas fiscais e dos minaretes espalhados estrategicamente pela comuna, guardas cobradores de impostos munidos de potentes lunetas, expedem e expelem pesadas multas e tributos contra pedestres, ciclistas, cadeirantes, cegos e pessoas conduzindo cães em coleira ou crianças ao colo, até carroças! Os antigos chafarizes e fontes luminosas agora servem como incubadoras para os ovos e larvas da dengue. A população pobre já não dispõe de um médico sequer para uma sangria, uma amputação ou tricotomia pubiana. Morre-se pela simples carência de um purgativo, um enema, um clister, coisas que antes tínhamos fartas e à vontade no reinado do Nilton XIV e seu primeiro ministro Sir Ali-Baba-Baia a quem o Rei sucedeu sem regentes à altura! Há… Bons tempos!

Alguns matemáticos do reino, claro que à surdina e em off, são os mais pródigos em sussurrar pelos cantos, que o dinheiro dos impostos e os repasses advindos das Federações Monárquicas estão entrando lisos e fartos nos cofres da Corte de São Saruê! Que cestos de Dinares extorquidos dos mujiques na forma de multas, taxas e impostos completam o imenso tesouro da Corte. Que a imensa coleção de Bobos e Cortesões da Corte contratados, um imenso contingente de mais de 100, são pagos a peso de ouro! Que eles recebem as ricas pagas, afora os mimos de gabinete, horas extras, custeio de combustíveis (capim; milho; cevada e graxa), carruagens, coches e riquixás luxuosos alugados, contas free de telefones celulares, diárias, etc. São míseros D$10.800,00 (dez mil e oitocentos Dinares) por cabeça! Entretanto, mesmo obrigados a receber essas ínfimas remunerações reais em suas contas correntes, coisa que, somada, chegam coincidentemente ao exato valor a que vocês calcularam: Lhões de Dinares!  Sobrepesa o agravante de que, nesses dez meses passados, propícios ao trabalho com intensa labuta, esses membros do staff real apenas assistiram hirtos no conforto da antessala do Trono da sede da Corte, os Ducados e os Feudos definhar em desgraça e corrosão. Isso porque todos eles, não se sabem os motivos ou razões, não puderam em se falando de matéria de trabalho, faina, serviço, mesmo que por terapia ocupacional de mínimo esforço, colocar sequer um mísero ponto num “i” ou aplicar um prego num mamão, mesmo que macio de podre! Que coisa! Coitados!

Segundo acurada análise diagnóstica de Hans, biógrafo do rei: “_tudo não passa de sintomas decorrentes dos vícios dos restos cromossomiais atávicos remanescentes dos arquétipos dos tempos em que esse reino era um rico e poderoso; quando mandava na Balança Internacional como maior produtor e exportador de Nabo Rei!”. Ate tem a ver o discurso do Hans! Depois que o Nabo Rei foi maciçamente atacado pela praga do Bacilo Anus Debilitans, a agricultura do reino que mastreada no Nabo, em queda, definhou a economia da Corte. O Nabo Rei amoleceu e murchou endemicamente, restando alguns poucos heróis aqui e acolá que ainda insistem teimosamente em manter o Nabo Rei de pé, com ajuda de pesticidas, adubos e tônicos milagrosos à base de ovos de codornas, catuaba, caldos de sururus, garrafadas, biogenética, rezas, pajelanças… Um vale tudo.

O que todos, povo, mujiques, plebe e rale temem é que o empobrecimento vertiginoso do reino, sua ruína social e urbana, suas fronteiras vulneráveis e desguarnecidas, o abandono geral de tudo mercê da concentração de recursos ao entorno da fantasia do rei oculte alguma intenção velada de uma abdicação voluntaria do nosso monarca em favor de algum gordo nobre suserano ou até mesmo, intencional e programaticamente induzir a anexação deste Reino por outro vizinho, mais rico e não menos desligado e vaidoso quanto Narcisista.

Abdica não my Lord! A gente ainda aguenta.  

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Uma resposta

  1. Uma vez mais, “congratulations”, pelas suas pujantes e sábias palavras.
    Ainda ontem, pelo fim da tarde e nas Comemorações do primeiro Centenário da implantação da Diocese de Ilhéus, reparei na “caríssima indumentária” que o “seu Rei” trajava. Também estava acompanhado pela exuberante Primeira Dama (da Corte) e de um restrito “séquito” (Casa Civil e Militar), com suas dignas e charmosas fardas. O que ele terá ido lá fazer? (Ninguém saberá…). Pedir perdão ao Altíssimo Deus, por tudo o que não fez (mas que prometeu) nestes 10 últimos meses de seu Reinado? Tentar demonstrar aos Plebeus e à Ralé, que é um homem de Fé (porque aos outros, ele já não os engana)? Ou estará ele com a intenção de uma “abdicação voluntária”, com vistas a um lugar de Deputado (Estadual ou Federal) no próximo ano? Obviamente, este Prefeito é um enigma. Mas, Deus é Grande.

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