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CABAÇO, CASTIDADE OU VOTO, NÃO DÊ NO PRIMEIRO ENCONTRO!

jamal-padilha-11Por Mohammad Jamal

Antigamente mães cuidadosas chamavam as filhas moças ao reservado onde lhes confiava solenemente ao pé do ouvido, conselhos severos sobre uma das, senão a principal, dentre as colunas de sustentação da moral coletiva feminina: O Cabaço. A preservação intacta desse fragilíssimo, porém, heroico pedacinho de tecido conjuntivo, guardião e fiel testemunha presencial integrante do naipe das abonações à intocabilidade da anatomia vulvar da virgem. O cabaço era de alguma forma, o dote moral mais caro a ser levado incólume até o casamento civil e religioso. Nesse contexto, a moral e honradez femininas, resguardadas as devidas proporções, restringia-se como sendo a prenda e o dote maior, o incólume hímen. Muitos deles, fibrosos, enrugados, lânguidos, para não dizer relegados das “atenções” masculinas foram assim, intocados, levados à sepultura onde os microrganismos da terra os defloram antropofagicamente sem uma nesga de respeito ou mínimo pudor. Que coisa não? 

“Aqui jaz Inês de Castro. Morreu virgem e casta sem pecados da carne”. Grande Coisa! Essa morreu duas vezes… Percebem? Há… Mas tal como os ventos; as relações sociais, a moral, o consciente coletivo, os hábitos e costumes residentes numa sociedade ampla e sociologicamente irreprimida, também se transmutam evolutivamente. Libertadas dos antiquados dogmas morais que, por alienantes, coibiam e formatavam as antigas morais como regras draconianas, imutáveis, esses princípios arcaicos caíram, felizmente, vitimados pelo liberalismo racional e pelo construtivismo sociológico em nítido e acelerado processo evolutivo dentre as populações. Ninguém detém a competência, a atribuição ou poder capazes de suprimir das mulheres o seu livre arbítrio, suas liberdades, negar seus valores, seus méritos, mercê da inquestionável relevância e participação nos meios científicos, intelectuais, culturais, político, força de trabalho, etc. Se as mulheres cruzarem os braços e pernas em greve, com certeza 40% do Brasil para de funcionar e nós, homens, entraríamos em profundo estado de solitude e depressão! Elas são essenciais no mais amplo e abrangente sentido das suas inquestionáveis capacidades e talentos. 

A mulher conquistou sua liberdade como cidadã e libertou-se daquelas quinquilharias morais a que chamavam de “pudor social”. Que piada, não? Sem-vergonhice; falta de pudor, de autoestima, debilidade de caráter, vulgarismo, é não ser capaz de juntar forças para superar os obstáculos que se lhes interpõe a vida; é não ser suficiente para defender seus direitos constitucionais, sua liberdade e independência via meios lícitos, respeito e observância à justiça e às normas democráticas vigentes em nosso país. A liberdade sexual; a exposição da beleza física; o arbítrio de libertar-se do “ser dona de casa”, “mãe de família”, “do lar (!)” e, assumir a condição de chefe de familiar, líder, mãe, pai, provedora, esposa, confidente, amante, companheira, concorrente, amiga ou inimiga. Tudo isso transcende os velhos arcaísmos de uma moral cujo processo sociológico em constante evolução se incumbiu de reatualizar. Mulher de hoje é A MULHER! Afinal estamos no século XXI, ou não? 

Mas retornemos ao vetusto e quase extinto cabaço, o tal do hímen. A velha e oxidada “comenda”; medalha que as virgens de antigamente arvoravam jactanciosas ao exibir suas “certificações” nas reuniões de famílias, nas igrejas, nos bailes de debutantes e nos salões de festa onde os pares dançavam respeitosa e formalmente afastados, a polca, o corta-jaca, o samba canção!… Pois é, caiu por inutilidade. Morreu por falência múltipla dos falsos atributos, junto com a depreciação dos supostos valores conceituais erroneamente atribuídos ao conjunto das “morais anatomissista” – ou seriam morais himenais (?) -, (desculpem os neologismos), cujo utilitarismo e instrumentalismo “éticos” comprovadamente duvidosos, entraram em evidente decadência em contraposição à atualidade sociocomportamental do século XXI. Aliás, diga-se, muito tardiamente.

Esse prólogo exemplar colhido na sociologia das populações femininas nos serve de base para uma séria reflexão sobre o voto. Esse ritual lascivo que alguns revestem pomposamente de “o sublime direito de votar”. Vai vendo… Ou agente dá ou desce! Ou agente vota ou vota! Nada têm de sublime! É um estupro, ou não? Por isso, junto supostos pudores à ética das elementaridades que deveriam compor os dotes da cidadania, àqueles outros velhos e axiomáticos dotes femininos, arcaicos, que sobrepesavam como regras inúteis sobe a moral feminina de outrora. Vejam que essa analogia se ajusta via intercomunicabilidade e intercambialidade dos seus “princípios” coincidentes, pelo menos num aspecto. Em sendo sintético, aplico aqui a máxima exemplar: “Cabaço, castidade e voto; nunca dê no primeiro encontro!”. Alguém dirá: _ Mas cabaço e castidade não são as mesmas coisas? Não. Explico: aos meus 18 anos de idade, envolvi-me com uma namorada que no primeiro encontro foi logo me avisando: _ “Olha amor; eu não sou mais “moça”, mas sou casta!”! De fato, ela não era mais virgem, entretanto, não “liberava” fácil pra ninguém, tipo as PECs do Congresso; era casta mesmo! Foi difícil e demorado “passar o rôdo”, mas quando eu já estava pra desistir, lepo; passei! 

Pois é, é aqui que quero chegar: no erotismo político! Há chusmas e enxames de políticos protagonizando shows escandalosos nas mídias “queixando” nossos votos com propostas indecorosas, promessas inverossímeis e compromissos inexequíveis. Velhos profissionais e novos políticos; uns tentando reeleição, outros cavando para entrar nesse rendoso ramo dos negócios políticos onde nós, os eleitores, somos os investidores do capital a fundo perdidos em ações ordinárias ao portador, sabidamente defasadas, em deságio e, sem direito a opinar. Para nos cortejarem, eles executam mirabolantes contorcionismos de dar inveja às elásticas sucuris! Nas mídias, dissimulados, sacam falsas cobranças de mais investimento no social a não sei quem; cobram “apuração rigorosa” de crimes contra jornalistas ocorridos há mais de 10 anos; cobram justiça, indiferentes à votação de um novo Código Penal caquético; Cobram hospitais, quando já os temos sucateados, sem médicos, sem remédios, sem iodo; criticam parceiros do ramo, nunca da mesma sigla; enfim, posam nos sites e blogs de dedo em riste e semblante sério como grandes tribunos dos Césares da Roma antiga em suas manobras de merchandising pessoal… Uma piada. Tudo para aparecer na mídia, numa dança de acasalamento unilateral e nos assediar para um coito eleitoral extemporâneo e casual, claro, sem maiores compromissos decorrentes. Quando eleitos, eles são ELES e nós somente povão… A massa votante. Alguns até chegam a nos presentear com bananas e gestos eróticos; já nos cobriram! 

Sem papas ou falsos pudores: o que se sabe de racional, inteligente e adequado, são de pais prudentemente aconselhando filhos de ambos os sexos a evitarem a promiscuidade sexual e, fazerem uso da “camisinha” em todas as situações que envolvam o ato sexual. Nada mais ético; mais educativo e salutar para quem se inicia adolescente, púbere ou adulto na vida sexual. A imoralidade reside na coerção, no constrangimento, na violência física ou psicológica, na intolerância e inconsensualidade no cometimento duma conjunção extemporânea; pior ainda, naquelas situações onde persiste algum nível de convivência em relação estável e democrática, como aquelas entre candidato e eleitor! 

Vamos endurecer! Não vamos ceder fácil e mole o cabaço ou castidade do nosso voto a esses dom-Juans, presunçosos conquistadores dos nossos votos. Antes de tudo, vamos exigir “vistas” dos seus qualitativos; vamos levantar seus históricos e dossiês; suas idoneidades imaculadas; seus débitos para com a Justiça, saúde perfeita; exame de colonoscopia recente; toque prostático, um pré-nupcial eleitoral completo e meticuloso! Vamos tentar estabelecer vínculos e compromissos documentais executáveis pós-eleições!  Lembrem-se: é somente nessa hora, é que “eles” nos tratam com algum respeito e benevolência; até nos chamam de “amorzinho”, “meu bem”; “meu povo”! Quando imploram nosso precioso e casto voto, capaz de fazê-los ascender na escala financeira e patrimonial alçando a condição dos ricos. Os “proventos” dos cargos públicos são diferentes do nosso na iniciativa privada. Os salários dos políticos tendem a multiplicar-se, parindo como ratazanas alimentadas com Viagra! 

Eles estão chegando devagar e progressivamente farejando votos desatentos. Não permita que estuprem seu voto sem esboçar uma reaçãozinha sequer. Grite, esbraveje, resista antes de dar. Lembre-se: a coisa é rápida, um flash e, acabou! Prolongue o sofrimento deles: “cabaço; castidade ou voto, não dê no primeiro encontro!”. Vamos evitar pelo menos os estelionatários de promessas.             

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3 respostas

  1. O meu eu dei logo quando era menina lá atrás das bananeiras pra Gildenor (badalo) E continuo dano. Mas meu voto véi eles vão sifu pra conseguir.
    Eles só querem é dinheiro e agente se lascano aqui pra dá vida boa pra eles.
    Se for pra você eu dou tudo na maior e feliz. Sua fã Anália (Bimba)

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