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MARCELO MENDONÇA, OS JESUÍTAS E OS ÍNDIOS

Marcelo Medonça: a aristocracia que ignora a história.
Marcelo Medonça: a aristocracia que ignora a história.

O antropólogo mambembe Alcides Kruschewsky, porta-voz e idealizador de preconceitos contra os índios Tupinambás (correto no plural segundo Antônio Lopes) tem formado alunos.

Há cerca de um mês, o empresário Marcelo Mendonça, conhecido representante da aristocracia ilheense e comodoro do Iate Clube, questionou um cacique Tupinambá no programa O Tabuleiro, de Vila Nova.

“Se vocês são índios por que perderam suas tradições?”, perguntou Marcelo Mendonça.

A indagação encontra respostas na história. A região de Olivença recebeu um aldeamento jesuíta por volta de 1680.

Como agiam os padres de Cristo em relação à cultura dos índios?

No livro “A Ferro e Fogo – A História e a Devastação da Mata atlântica Brasileira”, o historiador norte americano Warren Dean, um brasilianista respeitado em nossas academias, cita Luiz Felipe Baeta Neves, autor da obra “O combate dos soldados de cristo na terra dos papagaios”.

“Os jesuítas combatiam os cultos dos tupis para destruir a força de seus competidores, os curandeiros, que exaltavam as virtudes da virilidade e bravura, atributos extremamente inadequados a uma casta conquistada. Os jesuítas desejavam também afirmar a separação entre o divino e o natural. Optaram por identificar o deus cristão com um espírito remoto e sem culto, tupã, o trovejador, e aviltaram os espíritos da floresta, que caracterizavam, indiscriminadamente, como diabos. Assim, a Mata Atlântica se tornou a morada do diabo, uma metáfora conveniente para aqueles que receavam e pretendiam eliminá-la”.

Essa é uma das respostas que pode aliviar a dúvida de Marcelo Mendonça, capaz de livrá-lo do achismo e de lugares-comuns, caso ele se disponha a abrir mão da intransigência.

Fica a dica de leitura.

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9 respostas

  1. Prefiro acreditar em Alcides e MARCELO do que em quem se acha dono da verdade ou imbuído de falsos conhecimentos.

  2. Índios Tupinambás? O editor do Blog deveria seguir a mesma recomendação feita ao sr.Marcelo Mendonça e ler mais um pouco. Essa etnia nunca existiu aqui em nossa região, foi criada pelo pessoal da FUNAI, orgão que trabalha para o aparato indigenista internacional.

    Gusmão, leia os textos de Edigar publicados no [email protected] e conteste as informações dele.

  3. O “aparato indigenista” deve ser uma perola para voce que faz parte do grupo manobrados. Com certeza voce não faz parte do grupo dos “inocentes úteis”.

    Leia mais um pouco que voce irá descobrir o que significa o termo.

  4. Thiago, voce está se fazendo de doente para ser visitado. Sem problema. Leia a matéria abaixo. Tem o link para vc. checar. Voce e Gusmão não são e nunca serão os donos da verdade.

    http://www.horadopovo.com.br/2008/julho/2680-02-07-08/P5/pag5a.htm,,

    Ongs enviam aparato “indigenista” ao exterior para pressionar o STF
    Usando índios aculturados como massa de manobra, Ongs financiam escalada pela Europa para pressionar o governo brasileiro e o STF sobre demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima
    Visando pressionar o governo brasileiro e a decisão do Superior Tribunal Federal (STF) sobre a continuidade da delimitação em área contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol, e a permanência ou não de produtores rurais na região, uma verdadeira escalada do aparato ambientalista-indigenista internacional está sendo montada por Ongs estrangeiras e índios aculturados, manipulados por elas e que agem como seus porta-vozes. Com esse intuito, desde o dia 18 de junho, dois coordenadores da Ong Conselho Indígena de Roraima (CIR), Jacir José de Souza e a professora indígena Pierangela Nascimento da Cunha, estão em viagem pela Europa para angariar apoio para a causa.
    A turnê foi inaugurada em Madri, onde a dupla foi recebida por representantes da Agência Espanhola de Cooperação Internacional, do gabinete da Secretaria de Estado de Cooperação Internacional e da Comissão Parlamentar de Cooperação Internacional do Congresso dos Deputados. De Madri, seguiram para Londres e Lisboa, onde também se reuniram com altas autoridades e entidades ambientalistas. A programação inclui ainda Paris, onde se encontrarão com a ex-primeira dama francesa Danielle Mitterand, e visita à Comissão Européia, em Bruxelas. Eles também encaminharam pedido de audiência com o Papa Bento XVI e aguardam resposta do Vaticano.
    FARSA
    Em todos os países por onde estão passando, conforme denuncia artigo do coronel Hiram Reis e Silva, professor do Colégio Militar de Porto Alegre, o vídeo com as imagens dos mais de cem índios que invadiram a propriedade do arrozeiro César Quartiero, no dia 5 de maio, e, após se negarem a sair, foram agredidos por seguranças do fazendeiro, estão sendo amplamente divulgadas como se fosse um ataque a aldeia indígena e como se ataque e agressões a índios fosse fato corriqueiro no Brasil. É bom lembrar que as imagens que estão sendo divulgadas foram gravadas por um índio com câmera digital e mostradas no Brasil no mesmo dia do ocorrido, no site do CIR. Na ocasião da invasão, além de estarem preparados para gravar, os índios também já contavam com apoio e ambulâncias no local. O que faz parecer que tudo foi muito bem planejado e orquestrado pelo CIR, exatamente para ser mostrado nas andanças européias com o sugestivo título que está sendo divulgado no site da Ong Survival: “Filmado: Índios levam bombas e tiros no Brasil (Caught on film: Indians shot and bombed in Brazil)” e “Dramático ataque a aldeia indígena (Dramatic video shows attack on indian village)”.
    O CIR, juntamente com o CIMI (Conselho Indigenista Missionário), são as filiais brasileiras da Ong britânica Survival Internacional (braço da WWF), que, com o apoio de outras organizações estrangeiras e suas representantes no Brasil, estão por trás de toda a mobilização indígena que ocorreu no país nos últimos meses, com invasão de órgãos públicos, sequestros e bloqueio de rodovias. Uma das ações mais graves culminou com a agressão ao engenheiro da Eletrobrás Paulo Fernando Rezende, que foi esfaqueado por um grupo de caiapós em Altamira, quando falava sobre o projeto da Usina hidrelétrica de Belo Monte no encontro “Xingu Vivo”, organizado por várias Ongs que atuam na região. Conforme salienta o coronel Hiram Reis, referindo-se ao que está sendo mostrado sobre “índios” na Europa, “é sintomático que a covarde agressão a Rezende tenha sido ignorada”.
    Esses eventos, com caráter notadamente midiático, não são casuais e não são apenas sobre a demarcação da reserva indígena. Mas, pelos discursos desses índios representantes de Ongs, que falam o tempo todo sobre “nações indígenas”, integram a estratégia para deixar essas vastas regiões do Brasil intocadas pelo poder público e preparar o terreno para a “autodeterminação” dos povos indígenas, como reza a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, aprovada pela ONU em 2007, da qual o Brasil é signatário, e que atualmente tramita para votação no Senado Federal. Uma campanha com claro viés separatista para criar um enclave no país e, assim, deixar a região Amazônica, as suas enormes riquezas e as fronteiras do país, entregues a sanha dos interesses escusos dos que defendem a sua internacionalização e o direito do mundo sobre ela, num claro atentado a soberania brasileira.
    Todo esse aparato só tem paralelo na campanha semelhante feita para a demarcação da reserva Ianomâmi, também em Roraima, efetivada pelo governo Collor em 1991. Um marco de até onde pode chegar a submissão ao aparato ambientalista mundial, visto que até hoje, alguns dos maiores especialistas em Amazônia, entre eles muitos militares brasileiros, denunciam que uma tribo com essa denominação nunca existiu no Brasil e que o termo Ianomâmi (que significa ser humano) foi mencionado pela primeira vez por uma jornalista romena, inspirada por um movimento encabeçado pela organização “Chistian Church World Concil”, sediada na Suíça.

  5. Acredito que os agricultores têm todo direito de cobrar indenizações justas ao Estado. Imagino que o senhor tem esse tipo de interesse no tema, caro leitor. Por outro lado, informo que o caminho não é desmoralizar uma etnia, negando-lhe o direito de afirmar-se. Quando alguém ataca um índio chamando-o de “falso”, para mim, está cometendo um crime de ódio racial. Definitivamente, evocar preconceitos racistas não é o caminho para quem se diz defensor de direitos constitucionais.

  6. índio que morre de fome, depende de bolsa família, e não planta mandioca não é índio.

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