REMINISCÊNCIAS DE UM SERVIDOR FAZENDÁRIO DEDICADO

abobreira-ternoPor José Henrique Abobreira

Comecei a enviar ao amigo Emílio Gusmão fragmentos a respeito de minha vida profissional, iniciada há 41 anos na Cooperativa de consumo dos funcionários do Banco do Brasil em Ilhéus, dirigida por Aureliano Oliveira, de quem me tornei amigo. Passei depois por uma empresa de prestação de serviços, a Servidora Limpeza e Conservação, depois a Frigal local e, finalmente, a Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, onde ingressei em 1977 (mediante concurso público) no cargo de guarda fiscal. Naquele tempo, em tom jocoso, os funcionários graduados diziam que a nossa função era segurar a pasta do fiscal. Sacanagem pura (risos).

Emílio ficou preocupado com aquelas lembranças. Intrigado, perguntou se tive alguma premonição de algo ruim que poderia me atingir. Sorri e respondi que não era nada de negativo. Mal sabia ele que eu havia marcado uma entrevista no INSS antes do Natal para tratar de… adivinhem? 

Iniciei a lida com os papéis necessários à minha aposentadoria, depois de 41 anos ininterruptos de trabalho, fora algum tempo sem carteira registrada, quando fiz biscates para ajudar a minha mãe, pois tínhamos perdido em 72 o esteio da família, meu pai, morto precocemente devido à prisão por motivos políticos, às perseguições e angústia que sofreu depois do golpe militar.

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