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POLICIAL MILITAR AGRIDE ESTUDANTE DE JORNALISMO

Kaique é colaborador do Portal Comunique-se e cobria a manifestação de estudantes em SP.
Kaique é colaborador do Portal Comunique-se e cobria a manifestação de estudantes em SP.

Do Portal Comunique-se

Acompanhar o protesto promovido por estudantes na noite de terça-feira, 15, não acabou bem para Kaique Dalapola, de 21 anos, aluno do curso de jornalismo da Faculdade do Povo de São Paulo (Fap-SP) e colaborador da Agência Mural. O universitário foi agredido por um policial militar, que o golpeou com o cassetete. Como resultado, o jovem, que também participa do projeto ‘Correspondente Universitário’ do Portal Comunique-se, precisou levar cinco pontos na testa.

Pelo Facebook, o estudante de jornalismo divulgou imagem com o rosto sangrando e ressaltou que estava apenas trabalhando, “cobrindo a manifestação dos estudantes” que ocuparam a Escola Estadual Fernão Dias, em ação contra a proposta do governador Geraldo Alckmin de fechar instituições de ensino por todo o estado de São Paulo. O protesto – que terminou com Kaique agredido – teve início em frente ao Masp e seguiu até a Praça da República, onde fica a Secretaria de Educação.

Em relato enviado à reportagem, Kaique explica que viu “vários estudantes levando socos, chutes e golpes de cassetete” e que tentou se afastar da manifestação e dos policiais, o que não foi possível. “Decidi caminhar, sem correr, em direção à estação de metrô, que estava cerca 10 metros de distância. Quando me virei, deparei com um grupo de policiais. Caminhei devagar sentido ao metrô, para mostrar que estava trabalhando, quando os policiais começaram a gritar: ‘corre, filho da puta’. Então comecei correr. Logo, um grupo de policiais me cercou, e eu senti um golpe de cassetete, de cima para baixo, que acertou a minha testa. Fiquei tonto por cerca de 30 segundos”, relembra o futuro jornalista, que ainda diz ter recebido chutes dos policiais.

Ferido, Kaique foi auxiliado por professores e estudantes secundaristas. Levado ao Hospital das Clínicas, no bairro paulistano de Pinheiros, ele levou cinco pontos na testa – sendo liberado na sequência. Até o momento, Alckmin e a secretaria estadual de Educação não se pronunciaram a respeito da agressão sofrida pelo estudante de jornalismo. Contatada pelo Comunique-se, a assessoria do governo apenas afirmou que, no caso, era para consultar a Secretaria de Segurança Pública (que ainda não se manifestou). 

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