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CITRUS: KÁCIO E JAMIL CITAM “JOHN” EM CONVERSAS SOBRE SUPOSTA BOCA DE URNA

Circunstâncias indicam que o "John" citado por Jamil e Kácio é o irmão do ex-prefeito Jabes Ribeiro, John Ribeiro (à esquerda).
Circunstâncias indicam que o “John” citado por Jamil e Kácio pode ser o irmão do ex-prefeito Jabes Ribeiro, John Ribeiro (à esquerda).

A juíza Emanuele Vita Leite Armede, titular da  1ª Vara Criminal de Ilhéus, aceitou na última quinta-feira (30) denúncia do Ministério Público do Estado da Bahia contra oito investigados da Operação Citrus. O ex-secretário de Desenvolvimento Social de Ilhéus, Kácio Brandão, e o vereador Jamil Ocké (PP) estão entre eles. Na denúncia, o MP apresentou relatório das conversas gravadas com interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça. Ao aceitar a abertura do processo penal que transformou os suspeitos em réus, a juíza reproduziu diálogos destacados pelos promotores. Na noite de quinta-feira, o Jornal do Radialista publicou a decisão da magistrada em primeira mão. O Blog do Gusmão obteve o documento no site. Nele, o relatório das escutas informa que Kácio citou “John” e “prefeito” em chamadas interceptadas. Jamil era o seu interlocutor e também se referiu a “John” em um dos diálogos.

De acordo com o relatório, às 6h38min de 29 de setembro de 2016, a três dias do primeiro turno das eleições municipais, Kácio Brandão telefonou para Jamil Ocké. Os investigadores relataram a conversa da seguinte forma. “Kácio conversa com Jamil sobre a lista, pois HNI [Homem não identificado] vai colocar cinquenta mil na mão deles. Kácio avisa ainda que John desmarcou com todos os vereadores e disse que sete e meia da manhã caso não entregasse a lista não iria mais se preocupar. Kácio comenta ainda que até o prefeito se meteu na história”.

Ainda segundo o relato dos investigadores, num telefonema às 6h31min de 1º de outubro, sábado, véspera do primeiro turno, “Kácio comenta com Jamil que não vai ficar com a lista na mão não, para não se queimar. Comenta ainda que só está faltando o dinheiro, e se não tiver o dinheiro pode até perder a eleição, pois o pessoal pode dizer que ele usou o dinheiro para outra coisa e não repassou”.

No mesmo sábado, às 10h02min, Kácio telefonou para Jamil de novo. Conforme o relatório do MP, após ouvir as considerações do interlocutor, “Jamil informa a Kácio os valores que tem que falar com John que é cinquenta mil, vinte e cinco para o interior e vinte e cinco para a sede”.

Os diálogos fazem supor que o “John” citado é o presidente do PP de Ilhéus, irmão e correligionário do ex-prefeito Jabes Ribeiro, John Ribeiro. Outra interpretação plausível é a de que as conversas tratavam de suposto esquema de boca de urna para candidatos da coligação liderada pelo Partido Progressista.

Por outro lado, é importante destacar que o ex-prefeito e o presidente municipal do PP não foram denunciados pelo Ministério Público no âmbito da Operação Citrus.

Por volta das 9h40min desta terça-feira (4), o Blog do Gusmão telefonou para o advogado Robson Cavalcante, que defende o vereador Jamil Ocké. Robson atendeu e explicou que estava ocupado, pois tinha pouco tempo para protocolar uma petição. Solicitou que voltássemos a telefonar mais tarde. Poderá falar entre 11h e 11h3omin.

Também telefonamos na manhã de hoje para Jonh Ribeiro e o advogado do ex-secretário Kácio Brandão, Sanzio Peixoto, mas não conseguimos manter contato com eles. Este espaço está aberto caso queiram se manifestar.

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2 respostas

  1. NADA CONTRA ÀS INVESTIGAÇÕES, MAS ESSE BLOG ESTÁ NAS MÃOS DO ATUAL PREFEITO. SEM CREDIBILIDADE.

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