DEMORA DE LAUDOS DIFICULTA SOLUÇÃO DE CASOS COMO O DO PREFEITO DE ITAPITANGA

A polícia encontrou o prefeito Dernival Dias morto dentro de casa. Imagem: Siga a Notícia.

O trabalho do Departamento de Polícia Técnica pode ser decisivo para as investigações de mortes violentas. Ele fornece aos investigadores informações com bases científicas para a condução dos casos. A partir desses elementos informativos, uma investigação se encaminha para o aprofundamento de uma ou de outra linha investigativa. Esse tipo de escolha envolve o dispêndio de recursos muitas vezes escassos.

Escassos também são os recursos do Departamento de Polícia Técnica da Bahia, conforme depoimento de um (a) profissional da Secretaria de Segurança Pública do Estado que conversou com o Blog do Gusmão.

Segundo a fonte, essa escassez faz com que o laudo definitivo de um caso de morte violenta demore até um ano para ser concluído e enviado aos investigadores. “Na grande maioria das vezes, os inquéritos ficam parados, prontos, aguardando os laudos [definitivos]”, afirma.

Ainda conforme a fonte, um prazo razoável para a conclusão desses laudos seria de até 30 dias, para o fechamento dos inquéritos e o envio deles ao Ministério Público.

Em algumas circunstâncias, continua a fonte, devido aos atrasos, os promotores de Justiça recebem inquéritos sem os laudos das cenas dos crimes sobre os quais terão que se manifestar.

Esse é o contexto da administração da Justiça baiana em que o caso do prefeito de Itapitanga, Dernival Dias (PSB), encontrado morto hoje (15), está inserido.

A Polícia Civil trabalha com duas hipóteses: suicídio ou assassinato. Por isso, a perícia técnica é importante para a condução do inquérito. A diferença dessa morte específica é o grande alcance da sua repercussão, o que pode levar a Secretaria de Segurança Pública do Estado a dar prioridade ao andamento dos trabalhos investigativos.



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