RISCO DE DESERTIFICAÇÃO AMEAÇA PARTE DA BAHIA

Mapeamento mostra graus de risco de desertificação do território baiano. Situação é grave no Polígono da Seca, ao norte do estado.

É o que aponta a tese de Camila da Silva Dourado, defendida no doutorado da Faculdade de Engenharia Agrícola da Universidade de Campinas (UNICAMP).

A pesquisa avaliou indicadores como o índice de aridez do ambiente, a capacidade de resiliência dos solos agricultáveis e o volume de chuvas do território baiano. Com esses dados, os pesquisadores usaram um software (programa) capaz de interpretá-los e fazer prognósticos. Uma dessas projeções prevê aumento de 1ºC na temperatura do estado entre  os anos de 2021 e 2050. Parece pouco, mas esse tipo de alteração climática provoca impactos em diversas formas de vidas e ecossistemas.

Entre os anos de 2000 e 2014, de acordo com o estudo, o território da Bahia apresentou redução do volume de chuvas e de áreas cobertas por vegetação nativa, além do aumento da aridez e do risco de desertificação.

O orientador da pesquisa, professor Stanley Oliveira, explica a importância desse estudo para a orientação das políticas públicas e do comportamento cotidiano voltados para a conservação dos recursos naturais e o desenvolvimento sustentável da sociedade. “Essa pesquisa exibe o cenário futuro; então, se quisermos minimizar esses riscos, temos que tomar decisões e atitudes agora ou será muito tarde para fazer as correções. Não podemos esperar até 2050”, alertou.

“Os cenários de aumento de áreas de risco para agricultura por causa da desertificação ameaçam diversos setores econômicos e sociais da região, principalmente o agropecuário”, concluiu Camila Dourado.

Com informações do Jornal da UNICAMP.



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