Danos à saúde em Brumadinho vão se prolongar por anos, afirma especialista da Fiocruz

Foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press.

Do blog do CEE-Fiocruz.

O impacto da tragédia de Brumadinho sobre a saúde coletiva vai muito além das mortes já causadas pelo rompimento da barragem do Córrego do Feijão e que já torna o Brasil campeão em número de vítimas fatais – que deve ultrapassar 300 – em um desastre.

O pesquisador Carlos Machado, do Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde da Fiocruz (Cepedes/Fiocruz) e integrante da Estratégia Internacional das Nações Unidas para a Redução de Desastres, analisa neste comentário, que, como já foi possível verificar no caso de Mariana – o maior em extensão ambiental –, os danos ambientais refletem-se em danos à saúde, da população local e de cidades vizinhas.

Elevação do número de casos de dengue, doenças respiratórias e doenças relacionadas à qualidade da água são algumas das consequências. “E vamos lembrar que as pessoas socorridas vão continuar precisando de atendimento. E aquelas que perderam seus entes queridos vão precisar de atenção psicossocial, de cuidados em saúde mental”, diz o pesquisador.

Nesse sentido, o papel do Sistema Único de Saúde é de enorme relevância na resposta a essas demandas. Carlos destaca também que das 24 mil barragens espalhadas pelo país, apenas 3% tinham planos de ação de emergência.

Assista abaixo.



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