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Uma conjuntura que nos envergonha

O eleitor é masoquista; gosta de sofrer para ter arrependimento tardio pra se queixar de algo amargo, e de emitir juízos de valores incongruentes, póstumos e inúteis.

Por Mohammad Jamal.

A depender do contexto e da tipologia dos elementos que os denomina assim; vocês são de fato uns chatos de galocha, umas malas mesmo. Ainda bem; digo eu!

Como eleitor, sinto-me refém duma etnia cujos princípios ideológicos e morais aberrantes, nos ofendem e agridem, enquanto paralelamente nos convertem em coniventes involuntários e apoiadores inescapáveis de suseranos que deliquem sobre a ética coletiva, como se esta não existisse. A lei nos obriga a escolher entre mercadorias que sequer passaram por um rudimentar “controle de qualidade”. E o que é pior: de produção maciça e em cadeia sucessória interminável, como cupins vorazes.

Vocês são chatos sim! Muito chatos! Quem lhes manda ou orienta serem cidadãos moralmente limpos, honestos, irreprováveis? Seus chatos. Vocês ainda não entenderam “o espírito da coisa” e vão assim, neófitos, na maior, imiscuindo-se nesse lodaçal da política sem terem lido a “cartilha da expertise dirigida” ou adquirirem anticorpos contra vaias, apupos, censura pública, repúdio, escárnio moral, ódio, aversão…

Seus chatos. Pensam que o Nada Consta, as Cartas de Créditos, os Certificados Irrestritos que lhes asseguram e atestam idoneidade moral, ética e honradez comprovadas a público e em Cartórios, vai torná-los da noite para o dia em “queridinhos do povo” junto com essa imprensa tendenciosa com o caixa quebrado? Pois sim! Falta o principal: a malemolência da expertise e aquele papo furado que assegura riqueza, prosperidade e fartura ao povão! “Ate carros de luxo, importados, vocês poderão comprar!”. Contraditoriamente, à atualidade financeira do trabalhador ficou difícil comprar a mistura e o ovo baratinho. Imagina!

Parece que todo chato é assim; fica “se achando” a cocada preta, a bola sete. Que nada. Se fosse assim, as putas velhas, aquelas escoladas que fazem de um tudo e ainda insistem em cursos intensivos de pós-graduação em Kama Sutra, não estariam por aí bombando, com a agenda cheia de fregueses!

Equivocados, vocês chatos, pensam que idoneidade moral engorda contas bancárias ou, muito menos, influi positivamente no processo de enriquecimento financeiro e patrimonialização imobiliária, agrícola, pecuária ou em ações nominativas da Bolsa de Valores. Que nada!

O eleitor é masoquista; gosta de sofrer para ter arrependimento tardio pra se queixar de algo amargo, e de emitir juízos de valores incongruentes, póstumos e inúteis. Gosta do estupro consensual a que se submetem voluntários nas orgias eleitorais onde os votos são os vinhos bacantes com que brindam a posteridade na riqueza e poder político. Eles gostam dos comícios que incutem delírios megalomaníacos na baixa autoestima e carência do povão. Eles gozam com isso!

Vocês esquecem que, tal e qual Toulouse Loutrec, os braços da Justiça também são curtos; não alcançam os políticos. Por outro lado, o Status Quó atingido através a política, blinda milagrosamente seu detentor na razão direta do volume da sua “carteira de votos”, o que açula “não se sabe o porquê” o corporativismo protecionista do contingente da agremiação política que o mesmo participa. Acorrem todos em acudir o companheiro de legenda! Isso lembra os Cavaleiros Templários, as Guerras Santas, as hordas de Gengis Kan os Vikings, as aves de rapina, os urubus.

Ainda assim, prefiro, com o devido respeito à diversidade sexual, obter referência na ode de Chico Buarque para a melancólica e romântica Gení que, ante a sanha lasciva do homem cheirando a brilha-cobre; aquele sádico do Zeppelin; a bem do povo submeteu-se a noite toda ate deixá-lo saciado! Ainda assim, ante tão resignada servidão ao esfaimado cavaleiro, aquele que destruiria toda a cidade; eleitores jogaram bostas na Geni, a salvadora, e não a deixaram dormir após tão estafante sacrifício.

Acho que deveríamos procurar a Geni o quanto antes, ou os chatos em suas armaduras morais tomarão a frente do Exercito de Branca Leone de Nóscia para dar fim aos saqueadores do desfalecido reino do “Brazil” cujas índias desfilam nuas por aí com seios grandes e ancas volumosas. Lembram-se do David? Aquela da funda com pedra? Que matou Golias?… Deixa pra lá.

O destino segurou o mundo pelos cabelos e o sacudiu até soltar o pó e o ranço da ganância e, de mais a mais, transformou um país asiático comunista na maior potencia econômico financeiro da história da humanidade. Acho que esse vírus que me prometi nunca falar ou citar o nome tem uma missão a cumprir e, ao que transparece, vai com vento em popa devastando vidas e destruindo economias emergentes.

Quanto aos Chatos, só posso dizer: BEM FEITO! Quem manda serem honestos, éticos, confiáveis, decentes, respeitáveis? Choro pelos mortos, pelos que sobreviveram e por aqueles que sobreviverão com sequelas, choro pelos idosos, pelos adolescentes, pelas crianças. Tem um país lá do outro lado da terra devendo muito à humanidade, mas, ainda assim, exportando máscaras, respiradores, tecnologias e métodos. Allahuakbar.

Mohammad Jamal é colunista do Blog do Gusmão.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Blog do Gusmão.

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