Bebeto se aliou a Marão, resolveu os problemas dele e esqueceu os servidores afastados

Notinhas.

Bebeto e Marão. Foto de janeiro de 2018.

Quando os servidores municipais não estáveis viviam nervosos diante das ameaças de demissão feitas pelo ex-prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, entre 2013 e 2016, o deputado federal Bebeto (PSB) várias vezes demonstrou revolta. Em setembro de 2015, durante discurso no plenário da Câmara dos Deputados, acusou JR de “perseguir os trabalhadores”, “fazer terror” e implantar a “cultura do medo”. Relembre.


Em janeiro de 2019, o sucessor de Jabes, o risonho e pegajoso Mário Alexandre fez pior. Sem qualquer tipo de aviso, e após jurar fazer a defesa dos servidores diante de uma decisão judicial contrária, de 1ª instância, afastou 268 funcionários públicos sem dó nem piedade. Perseguição, terror e cultura do medo foram transformados em sofrimento.

O ato desumano não foi suficiente para fazer Bebeto, hoje 1º suplente de senador, repelir qualquer tipo de aliança com o atual prefeito.

Pelo contrário! Hoje Bebeto faz “auxílio luxuoso” ao projeto de reeleição de Mário Alexandre. O discurso do sindicalista, caracterizado pelo humanismo, foi sufocado por espaço político no governo municipal. Aliados do ex-deputado passaram a ocupar espaço no Diário Oficial por meio de decretos com nomeações. Problemas resolvidos!

A maioria dos políticos anda de mãos dadas com a incoerência. Isso fragiliza a política como campo das aspirações que objetivam aprimorar o convívio social.

Vale a pena citar a observação precisa de Hannah Arendt, do livro “Entre o Passado e o Futuro”:

“Jamais alguém pôs em dúvida que verdade e política não se dão muito bem uma com a outra, e até hoje ninguém, que eu saiba, incluiu entre as virtudes políticas a sinceridade”.



3 responses to “Bebeto se aliou a Marão, resolveu os problemas dele e esqueceu os servidores afastados

  1. Como sindicalista, tornou-se uma vergonha para os funcionários. Mas a política é feita do “meu pirão primeiro”.

  2. Para alguns políticos, em especial aqueles sem mandato, se escorando em busca do foco luminoso, tanto como os outros em campanha ou tentando reeleição, o princípio é o mesmo. “Passando bem eu e meu cavalo, para lá quem quiser.”. O (para, aqui, é do verbo parir) ou seria melhor dizer morra lá quem quiser? Agora então, gente morrendo, fome, doença, desemprego, exclusão social… Estar montado num cargo do eletivo do “sistema” é acertar na loto. Aqueles demitidos, velhos para arranjar um novo emprego, que se virem, que se lixem. Não acredito no eleitor ilheense nem no voto responsável.

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