As UTIs estão lotadas e a Passarela do Álcool também

Aglomeração na Passarela do Álcool, no Pontal. Imagem extraída de vídeo.

As autoridades responsáveis pelas condições sanitárias e pela segurança pública de Ilhéus negligenciam pontos de aglomeração que acontecem semanalmente e são, por demais, conhecidos na cidade.

Exemplo disso é a Passarela do Álcool, no Pontal, que tem registrado grande movimento durante a pandemia. Moradores do bairro disseram ao BG que temem as aglomerações. Já entraram em contanto com a Prefeitura e reclamaram ao Ministério Público Estadual, mas pouco foi realizado até o momento.

No último sábado (30), moradores enfrentaram dificuldade para chegar em suas casas e fizeram registros em vídeos para mostrar o que têm passado todos os finais de semana. Jovens e adultos lotam os bares das imediações e dificultam o trânsito.

Imagem extraída de vídeo.

Os governos estadual e municipal fecharam os olhos para o problema.

Vale lembrar que segundo decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a maior responsabilidade no combate à pandemia do novo coronavírus, no que diz respeito às aglomerações, é do município.

Desde o início da pandemia, o governo Marão não tem tomado as medidas necessárias para evitar o avanço da doença, assim como fez a Prefeitura de Belo Horizonte (MG), que tem dado um bom exemplo para todo Brasil.

De acordo com o boletim divulgado pela Prefeitura de Ilhéus na terça-feira (02), a cidade estava com 378 casos ativos de Covid-19 e nenhum leito disponível dos 50 pactuados para tratar exclusivamente a doença. Até ontem, 292 pessoas morreram em consequência da doença.

A situação pode se agravar ainda mais com a chegada da mutação do Sars-CoV 2 que é mais infectante e, consequentemente, mais letal.

Veja os vídeos:



2 responses to “As UTIs estão lotadas e a Passarela do Álcool também

  1. Serão esses mesmos que poderão vir a ocupar os leitos de UTIs em detrimento daqueles que respeitar as regras e cuidados para não contrair nem disseminar a Covid na cidade, evitando aglomerações. Um absurdo. Negligenciam as próprias vidas e põem outras em risco.

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