Racismo em Ilhéus: homem recusa aplicação de vacina por enfermeira negra

Thaís Carvalho.

Uma enfermeira voluntária denunciou um homem que se recusou a ser vacinado contra a Covid-19, porque ela, a vacinadora, era negra. O caso aconteceu ontem (segunda, 17), em Ilhéus.

A estudante Thaís Carvalho está concluindo curso de enfermagem. Ela também é maquiadora e todos os dias, ajuda, de forma voluntária, a vacinar pessoas no Cras Norte, no bairro Jardim Savóia.

‘O senhor, que estava acompanhado da filha dele, e ela pediu para que a gente fosse vaciná-lo no carro. Eu falei assim: ‘O senhor quer que eu te vacine logo? O senhor é o próximo’. Ele falou que não. Aí eu perguntei: ‘O senhor já fez a ficha?’ Ele: ‘Meu filho está fazendo a ficha, mas você não’. Aí eu abaixei na direção dele e perguntei o motivo. Aí ele virou para mim e disse: ‘Porque você é negra’”, contou a enfermeira voluntária.

Thaís Carvalho não conseguiu identificar o paciente, pois somente na segunda-feira (17), foram vacinadas mais de 500 pessoas no local. Mesmo assim, ela vai até uma delegacia de polícia registrar boletim de ocorrência sobre o caso, na tentativa de que ele seja identificado e punido.

“Eu fiz a vacinação e voltei. Ele já tinha saído da sala de vacina, tomado a vacina dele”, detalhou a jovem.

Após o caso ser notificado na Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o secretário de saúde Geraldo Magela, repudiou o fato e agradeceu Thaís Carvalho por se oferecer para participar da vacinação de forma voluntária.

*Informações do G1 Bahia.



One response to “Racismo em Ilhéus: homem recusa aplicação de vacina por enfermeira negra

  1. Que pensa ser o indivíduo que cometeu tamanha brutalidade racial e deseducação contra essa linda e gentil enfermeira e voluntária? A etnologia brasileira é indefinível. Somos negros, mulatos, morenos, cafuzos, albinos, descendentes dos filhos da Mama África, dos indígenas, holandeses, franceses, portugueses e muita gente de tez clara ou escura. Mamãe descendia de pomeranos, meio polonesa, cabelos loiros lisinhos e pele branca como leite. Papai descendia dos otomanos, povo turco, considerado maiores disseminadores do islamismo no mundo. E eu, filho legítimo? Sou negro, sou branco, sou albino, sou especial? Não; sou um ser humano semelhante aos meus irmãos brasileiros, turcos, poloneses e filhos da mama África. Somos todos seres humanos. _” Certa vez alguém que conversava comigo apontou o dedo para uma pessoa e disso “estás vendo aquele negro ali? _Respondi, Não. E ele novamente retrucou _ “Você está cego? Aquele negão com a camisa do Flamengo?” Aí explodi: Não vejo o negão, o loiro branquelo, nem aquele outro bicolor tomado pelo vitiligo. Vejo uma pessoa, um ser humano, com valores, sentimentos, alma e direitos iguais a nós! Fosse um rebanho de camelos e dromedários, de ovelhas e gado bovino, etc. eu os distinguiria pela corcova. Camelo tem duas corcovas, o dromedário uma só, os demais, gado, pela raça e cor da pelagem. Mas gente é gente. Ser humano. E você? Como te defines entre seus pares imbecis? Eu te garanto Sou muçulmano, para mim somos todos seres humanos ante Allah e a bandeira do nosso país. Allahuakbar.

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