Licença para destruir: BAMIN derruba cajueiro para colocar uma placa

A placa alçada, folhas e galhos no chão. Foto enviada por um visitante do BG.

A licença ambiental concedida pelo IBAMA aos empreendedores do Porto Sul (BAMIN e Governo do Estado da Bahia) permite a destruição de 686 hectares. Nesta grande faixa, cerca de 316 hectares são de áreas de preservação permanente (APP), incluindo 149 nascentes.

A licença para destruir está amparada na legislação atual, que permite a projetos essenciais de infraestrutura, destinados ao serviço público de transporte, passar por cima das APPs.

Infelizmente, a devastação já começou e não podemos afirmar que esteja ocorrendo diante do olhar necessário de uma fiscalização atuante, capaz de observar o cumprimento dos limites estabelecidos na licença ambiental.

O IBAMA foi desmontado pelo governo Bolsonaro, o INEMA (órgão estadual) tem braço de fiscalização curto e interesses políticos o inibem.

Marcas da motoserra do progresso. Foto enviada por um visitante do BG.

O mesmo acontece com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que sequer foi capaz de impedir a erradicação das amendoeiras que abrigavam as maritacas na Avenida Soares Lopes. Também fez vista grossa diante da derrubada dos ipês-roxos da orla sul de Ilhéus, que além de prestar serviços ambientais relevantes, de julho a agosto embelezavam com flores o início da Rodovia Ilhéus-Olivença.

De volta ao Porto Sul, a BAMIN derrubou um cajueiro para colocar uma placa publicitária. Uma planta generosa que dá frutos suculentos, incluindo a deliciosa castanha (verdadeiro fruto segundo os estudiosos), deu lugar à vaidade, à velha e gasta mensagem do desenvolvimento. O futuro vai mostrar que poucos usufruirão.

O exemplo desse cajueiro morto pode significar pouco a quem não desenvolveu sensibilidade, mas é um aviso do que pode estar ocorrendo dentro da poligonal do Porto Sul, onde os olhos da fiscalização não alcançam.



One response to “Licença para destruir: BAMIN derruba cajueiro para colocar uma placa

  1. Caro Gusmão , volta a editar a matéria de anos atrás com a situação da BAMIN na Europa e Ásia. Fraudulenta em Londres e a investigação do Lorde que aqui esteve.

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