Em Ilhota, reforma mentirosa no telhado do centro de reuniões custou 400 mil

Chuva de ratos em Ilhota. Ilustração: BG.

Assim como Macondo, Ilhota é uma cidade fictícia.

Na primeira, do realismo fantástico de Gabriel Garcia Márquez, há chuva de sapos. Na segunda, do realismo medíocre à procura de um autor, há chuva ininterrupta de ratos, muitos ratos.

Os camundongos quando chegam ao chão transformam-se em políticos e conseguem dominar os destinos de Ilhota.

O povo, em sua maioria, não liga para isso. Nos períodos de eleição, as pessoas ficam satisfeitas com os políticos (ratos) que prestam pequenos favores pessoais.

E tudo continua do mesmo jeito.

Uma doença grave atingiu em cheio a população de Ilhota.

Diante do problema, a prefeitura utilizou um centro de reuniões para atender emergencialmente os enfermos.

Mas tudo no governo de Ilhota gera corrupção.

Os dirigentes (ratos) colocaram duas mantas asfálticas no telhado do centro de reuniões. As duas peças custaram no máximo mil cruzados, mas na ordem de serviço os ratos fizeram uma reforma (mentirosa) no valor de 400 mil.

A doença matou centenas de pessoas em Ilhota.

Na mesma época, os dirigentes (ratos) ficaram ainda mais ricos.

E tudo se repete em Ilhota, onde ninguém tem pena ninguém.

Os ratos permanecem no domínio e continuam caindo do céu.

O texto acima é fictício. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.



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