Variante que surgiu na Colômbia pode ser resistente às vacinas; OMS monitora e diz que mais pesquisas são necessárias

foto: OMS/Nadege Mazars.

 

Do site das Nações Unidas.

Há relatos de casos em 39 países da América do Sul e da Europa; prevalência global é de apenas 0,1%, mas na Colômbia já chega a 39% e no Equador, a 13%. 

A Organização Mundial da Saúde, OMS, classificou como “variante de interesse” uma nova versao do coronavírus, identificada pela primeira vez na Colômbia e  batizada de “Mu”.

A OMS explica que está constantemente avaliando os riscos impostos por variantes do SARS-CoV-2, levando em conta a evolução do vírus e mudanças epidemiológicas.

Presença em 39 países.

Com base nas últimas investigações, a OMS classificou a variante B.1.621 como sendo de interesse e ganhou o nome de “Mu”, por ter “uma constelação de mutações que indicam potencial de escape imunológico”.

A agência explica que já foram registrados casos esporádicos em países da América do Sul e também da Europa. Até o fim de agosto, tinham sido identificadas 4,5 mil sequências.

Segundo a OMS, a prevalência global da variante Mu é abaixo de 0,1%, mas tem aumentado de forma considerável na Colômbia, com 39% de prevalência, e no Equador, com 13%.

A OMS monitora a nova variante batizada de Mu. Foto: Unsplash/Fusion Medical Animation.

Balanço mundial.

A agência diz que mais estudos são necessários para entender as características clínicas desta variante e vai continuar monitorando a epidemiologia na América do Sul, em especial a co-circulação com a variante Delta.

O último balanço da OMS sobre a Covid-19, divulgado em 31 de agosto, mostra que foram registrados 4,4 milhões de novos casos na última semana e mais 67 mil mortes em todo o mundo.

África, Américas e Europa registraram queda nos casos de Covid, mas os cinco países que têm tido mais novos casos são, respectivamente, Estados Unidos, Índia, Irã, Reino Unido e Brasil.

Produção de vacinas na AL.

Nesta quarta-feira, a Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, lançou uma nova plataforma para aliviar a falta de vacinas contra a Covid-19 na América Latina e no Caribe.

A meta é aumentar a produção de vacinas na região.

A diretora-geral da Opas, Carissa Etienne, declarou que “a vacinação em massa é crítica para acabar com a pandemia e evitar que novas variantes se espalhem”.

Até o momento, apenas 23% da população das Américas foi totalmente vacinada.

Durante uma apresentação virtual sobre a nova plataforma, Carissa Etienne pediu aos fabricantes públicos e privados para que submetam demonstrações de interesse em produzir reagentes ou materiais para produção de vacinas mRNA, que é a tecnologia utilizada em imunizantes altamente eficazes contra o coronavírus.



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