Robert Magno, assassinado na Boca da Barra, foi esmagado pelos inimigos; PM ouvido pelo BG comenta fracasso do governo do estado na área e trabalho salvador das igrejas evangélicas

 

Inimigos trucidaram Robert. Foto: Facebook/reprodução.

Quanto mais cruel for a morte do inimigo, mais pesado será o troféu. Infelizmente, este é um dos lemas dos confrontos entre traficantes de drogas.

O assassinato brutal de Robert Santos Magno (27 anos), na última terça-feira (7), seguiu essa motivação. O atentado fez outras vítimas não fatais (leia aqui).

Segundo a Polícia Civil, os assassinos de Robert chegaram à praia de carro e atirando. Quando perceberam que o inimigo tombou após ser baleado com vários tiros, usaram o veículo para atropelá-lo. O corpo de Robert ficou preso, e por isso, foi arrastado por cerca de 80 metros.

A vítima tinha passagens pela delegacia por envolvimento com o tráfico de drogas, incluindo uma acusação de homicídio que sempre negou.

Mortes de jovens são consequências dos fracassos

Policial militar de alta patente ouvido pelo BG, que prefere não ser identificado, afirma que a política de segurança pública da Bahia acumula fracassos há muitas décadas. As iniciativas do governo do estado, nessa área, seguem o lugar comum “da compra de armas, concursos para a PM e aquisição de viaturas”.

“Segurança pública e promoção social são complementares. As escolas em tempo integral são perfeitas para proteger crianças de famílias pobres do envolvimento com a marginalidade e das influências ruins. Só a escola não basta, pois deve haver também orientação e amparo às famílias. Infelizmente, a Bahia não consegue caminhar nesse sentido, mesmo tendo governantes de esquerda”, disse o policial.

O PM disse que a situação seria muito pior se não fosse o voluntarismo de várias igrejas neopentecostais. “O trabalho dos crentes tem salvado jovens. Vários são convertidos. Muitos teimosos e incrédulos que insistem no crime são mandados para outros estados. Os irmãos costumam fazer vaquinhas para retirar filhos de outros irmãos jurados de morte. O trabalho de fé e de união dessas comunidades é muito bom. Acho que os governos deveriam se aproximar dessas igrejas, mesmo o Estado sendo laico”, opinou o policial.



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