Jovem em coma induzido depois do parto só tomou uma dose da Coronavac: “disseram a ela que ia fazer mal ao bebe”, afirma a mãe

Estado de saúde de Iasmin se agravou nesta terça-feira (18).

Iasmin Ingrid Barbosa, de 25 anos, continua intubada e em coma induzido no Hospital Costa do Cacau. Ela foi transferida para a unidade de saúde na última quarta-feira (12), após dar à luz na maternidade Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus.

O parto teve complicações e o bebê ingeriu  mecônio dentro da barriga da mãe (relembre aqui). Familiares dizem que o procedimento demorou a ser realizado.

Em contato com o BG, familiares alegaram, inicialmente, falta de clareza nas informações sobre o estado de saúde de Iasmin. Como exemplo, a mãe da jovem, Dona Leninha, citou a incerteza sobre a realização do exame angiotomografia. Antes, médicos disseram que o exame era necessário. Hoje explicaram que é dispensável.

No entanto, após a repercussão da matéria publicada pelo Blog do Gusmão na última segunda-feira (17),  Dona Leninha afirmou que foi contactada por telefone pela equipe médica do Costa do Cacau e recebeu a notícia de que a sua filha passou a reagir bem ao tratamento com antibióticos, após ter sido diagnosticada com pneumonia.

Infelizmente, nesta terça-feira (18), a família foi avisada que o quadro de saúde voltou a se agravar.

Iasmin está hospitalizada na ala dedicada aos pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19. Quando estava na maternidade ela fez o exame RT-PCR, cujo resultado deu negativo.

Para a reportagem do BG, Dona Leninha também revelou que a filha foi influenciada pelo negacionismo das vacinas. Iasmin só tomou a primeira dose da Coronavac no dia 13 de dezembro do ano passado, menos de um mês antes do parto.

Por conta de boatos que colocam em dúvida a segurança da vacina em mulheres grávidas, Dona Leninha conta que a filha relutou em receber o imunizante durante a maior parte da gestação. Há poucos dias do parto, ela foi convencida por uma médica a aceitar a primeira dose. A segunda dose seria aplicada no dia 10 de janeiro, mas infelizmente ela foi internada em situação grave.

Segundo a mãe de Iasmin, a filha apresentava discreta tosse quando começou a sentir as contrações do parto. Dona Leninha afirmou que também apresenta sintomas de gripe. Ela, que já tomou as duas primeiras doses da vacina contra a Covid-19, acompanhou a filha nas idas à maternidade.

Vacinação para grávidas e lactantes

No final do ano passado, a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde, braço da OMS) emitiu um alerta para o Brasil e outros países da América para que priorizassem a vacinação em gestantes e lactantes, consideradas como “grupo de risco”  para Covid-19.

Essas mulheres têm maior chance de desenvolvimento de complicações em caso de contaminação pelo novo coronavírus, que também pode causar partos prematuros, de acordo com um estudo feito no Reino Unido.

A Rede Nacional de Saúde apontou que no Brasil, até 9 de dezembro de 2021, apenas 21% das 3 milhões de grávidas haviam recebido a segunda dose da vacina.

Especialistas em imunização de todo o mundo apontam que as vacinas disponíveis são seguros para as grávidas, e que a disseminação de notícias falsas sobre o assunto é um dos motivos da falta adesão.



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