
O vereador Mesaque Soares (PSDB) e o prefeito de Ilhéus, Valderico Júnior (União Brasil), estão politicamente afastados, no momento.
Eleito por um partido que compôs a coligação vitoriosa de Valderico, em 2024, Mesaque sente-se desrespeitado. Chegou a enviar mensagens com reclamações e não obteve resposta do prefeito.
O problema (para Valderico) é que Mesaque ocupa função relevante na Câmara. Integra a Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final, junto com os vereadores Paulo Carqueja e Éderjunior.
Essa comissão analisaria, na última terça-feira, um projeto que altera a Lei Orçamentária Anual (LOA).
A aprovação do projeto permitiria ao prefeito usar recursos públicos no custeio da festa “Meu São João Amado”, prevista para começar nesta sexta-feira (13) .
Entre os recursos, há uma emenda de R$ 3 milhões enviada pelo senador Ângelo Coronel (PSD). A verba está vinculada à saúde. Para ser usada em outra área, precisa da autorização da Câmara Municipal.
O relator do projeto é Mesaque Soares. Insatisfeito com o governo, ele pediu vistas e paralisou a tramitação. A atitude irritou Valderico Júnior, que exonerou dois aliados do vereador e removeu a função gratificada de um servidor ligado politicamente a ele.
Sem a alteração na LOA, o governo pode enfrentar entraves para custear a festa. Se realizar os pagamentos com recursos sem readequação legal, o prefeito corre risco de responder judicialmente.









