
Os Estados Unidos da América elegeram nessa terça-feira (8) o seu novo presidente, o empresário e ex-apresentador de TV Donald Trump. Em meados de 2015, quando Trump anunciou suas intenções políticas, o resultado dessa eleição parecia improvável.
O professor Wilson Gomes, da UFBA, coordena pesquisas sobre comunicação e política. Nessa quarta-feira, 9, ao comentar o cenário norte-americano, ele avaliou a eleição de Trump diante do projeto do deputado federal Jair Messias Bolsonaro, pré-candidato a presidente do Brasil pelo Partido Social Cristão.
“Sabem o que separa Trump 2016 de Bolsonaro 2018?”, questionou Wilson Gomes, antes de propor a resposta. “Um partido grande. Ou uma coalizão liderada por um partido grande. Deem a Bolsonaro um PMDB, por exemplo, e vejam se o apelo eleitoral do bolsonarismo é muito diferente do trumpeísmo”, escreveu no Facebook.
Para o professor, o próprio apelo hegemônico dos ideais democráticos está em cheque. “Aparentemente, entramos naquela fase da refrega política em que os valores da Democracia e da tradição liberal estão levando uma considerável surra, depois de um ciclo de hegemonia. E os infames estão vindo, com apetite incomum. Segurem-se aí no que puderem”.









