Dois pesos e duas medidas ou o que queremos, afinal?

Lembro então do renomado Geógrafo baiano Milton Santos, reconhecido internacionalmente e pouco lido no Brasil, a dizer que “A classe média não quer direitos, ela quer privilégios, custe os direitos de quem custar”, em uma assertiva que infelizmente ultrapassa a classe média para incluir tanto a classe dominante quanto todos aqueles que se afinam ideologicamente com o aforismo, mesmo que também sejam pobres e míseros subempregados.

Por Júlio Gomes.

tem chamado a atenção desta pessoa que, arrefecidas as tempestades de testosterona da juventude, finalmente parece conseguir raciocinar de forma mais ajuizada, observar com atenção e perceber o antes invisível aos olhos e à sensibilidade.

Observo, em muitos dos colegas, amigos e pessoas que me cercam uma intrigante dicotomia, que se me torna cada vez mais incômoda.

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Colegas advogados, confesso que estou com saudades

Sabemos que, após o fim da pandemia – porque não há mal que dure para sempre – voltaremos a frequentar o Fórum e as salas de advogados, mas sabemos também que, de alguma forma, não será mais como antes.

Por Júlio Gomes.

Estamos vivendo um tempo de mudanças e adaptações, em que criamos algo novo em nossa conduta cotidiana para satisfazer às novas necessidades, mas sem desapegar totalmente de tudo o que gostávamos e, para nossa enorme surpresa, até de algumas coisas que não gostávamos, mas que hoje vemos com outros olhos.

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Diego e Daniele Hypólito: duas abordagens sobre a mesma história

Porém atletas de ginástica, fisiculturismo, basquete, atletismo, ciclismo, boxe e inúmeras outras modalidades esportivas parecem, no Brasil, estar destinados ao sacrifício, à pobreza ou, no máximo, a um fugaz momento de glória seguido de profundo esquecimento por parte de todos.

Por Júlio Gomes.

Sempre fui fã incondicional acompanhei a carreira esportiva de Diego e Daniele Hypólito, encantado não só com o desempenho de ambos nas diversas modalidades de ginástica olímpica mas, sobretudo, com a ousadia desses dois irmãos.

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Museu imperial: história, escravidão e busca de um futuro digno

O horror da escravidão fala alto em cada peça luxuosa do Palácio Imperial, pois foi produzido pelo chicote impiedoso sobre homens, mulheres, jovens e idosos a quem era negado o reconhecimento da condição humana por conta da cor de sua pele, dos traços de seus rostos, das características próprias de sua etnia.

Por Júlio Gomes.

Recentemente tivemos uma oportunidade fantástica do ponto de vista cultural e histórico: visitar o Museu Imperial, em Petrópolis, no interior do estado do Rio de Janeiro, no palácio que servira como Residência de Verão para Dom Pedro II e sua família por conta do clima sempre ameno proporcionado pela altitude da região serrana em que se localiza, permitindo-lhes fugir ao calor infernal da cidade do Rio de Janeiro.

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Artigo de Elisia França, esposa de Dr. Ruy: “O céu esta em festa!”

O Céu está em festa! Lá chegou Ruy, um ser humano ímpar, intenso no pensar e no agir. “Um sujeito de alma transparente, louco, alucinado, meio inconsequente”…

Decidiu viajar e embarcou no TREM DA VIDA e desembarcou na estação do Céu. Lá foi acolhido pelo NOSSO MISERICORDIOSO DEUS, foi abraçado pelos pais, pelo irmão e pelos amigos que o antecederam e prepararam a sua chegada.

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Feliz ano novo!

Quando conseguimos melhorar a nós mesmos tudo ao nosso redor se renova porque passamos a ser mais positivos, mais assertivos, mais fortes, mais capazes, mais resilientes e, portanto, mais felizes.

Por Julio Gomes.

Vamos comemorar termos passado por tudo o que passamos, porque é sinal de que estamos vivos.

Se não temos a saúde nem o dinheiro que queremos, vamos em busca.

Se não temos a família que queremos, vamos melhorá-la.

Se não dependeram de nós muitos dos revezes que sofremos, paciência. Não podemos mandar na vontade de Deus, nem nas opções das outras pessoas.

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Juventude, luta democrática e estadualização da UESC

A estadualização da UESC, além do esforço das pessoas que a construíram, é fruto de um período de liberdade, de democracia, em que foi possível dialogar, mobilizar e reivindicar abertamente, sem medo de morrer.

Por Júlio Gomes.

Éramos todos muito jovens, tínhamos pouco mais ou menos de vinte anos, muitos ainda com cara de adolescentes. Estudávamos em uma faculdade que, embora tivesse raízes em um órgão público, a CEPLAC, não era pública e cobrava mensalidades, o que excluía a imensa maioria dos jovens das camadas mais populares de frequentar suas salas de aula.

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Em carta aberta, Augusto Júnior comenta o retorno das aulas presenciais nas escolas do município

Por Augusto Júnior.

Carta Aberta aos alunos, pais de alunos, educadores, gestores, órgãos de controle da educação municipal em Ilhéus e a quem interessar travar esse saudável e necessário debate.

Com o fechamento da campanha salarial e a definição do retorno as aulas com o ensino híbrido para o dia 27 de setembro, com anuência do Conselho Municipal de Educação, me sinto à vontade para trazer à público um debate travado do âmago educação em Assembleia Sindical dos professores em Ilhéus. Antes é preciso compreender como chagamos ao ponto de haver pequena parcela relutante para voltar a ter contato presencial com os alunos na escola.

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O encontro entre ACM, Geraldo Simões e João Xavier

O encontro com ACM, na visão de Geraldo Simões e João Xavier, valeria pelos recursos que poderiam ser investidos em obras e serviços pelo Governo do Estado, sobretudo na área de infraestrutura e serviços. Para quebrar o gelo inicial, ressaltam os laços de amizade que une ACM a Itabuna, terra em que nasceu sua esposa [dona Arlete], descendente de importante família.

 

Por Wlamir Rosário.

O ano é 1993. Os personagens, João Xavier, Geraldo Simões e o todo-poderoso governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães (ACM). O palco, era o prédio da Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia, onde os prefeitos e vereadores eram recebidos e apresentavam as reivindicações para suas cidades. Conforme o interesse, eram encaminhados com os famosos memorandos, ou recebiam o clássico “não”.

Eleito no embalo do impeachment do presidente Fernando Collor de Mello e na briga travada pelos candidatos a prefeito de Itabuna José Oduque Teixeira e Ubaldo Dantas, a “zebra” Geraldo Simões resolveu ir ao governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães para reivindicar obras para Itabuna. E junto levou seu vice-prefeito João Xavier, então no Partido Socialista Brasileiro (PSB), e tido como um político conciliador.

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Diagnóstico do mercado de trabalho em Ilhéus e Itabuna no mês de junho de 2021

O maior estoque de empregos, nos dois municípios, está nos setores de serviço e comércio, sendo bem superior em Itabuna, com mais de 50% do total de empregos.

Por Sérgio Ricardo Ribeiro Lima.

O objetivo destas resenhas mensais é apresentar e analisar os dados do mercado de trabalho para Ilhéus e Itabuna, quanto ao emprego em geral, por grandes setores de atividade, nível de escolaridade e faixa etária.

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O desgaste e descarte do professor em tempos de barbárie pandêmica

Não quero expor as contradições da educação brasileira, mas pretendo refletir acerca do qual os professores – elemento fundamental para o êxito de qualquer sistema educacional – têm sito reiteradamente violentados. Na educação privada ou pública, docente que demoraram de se adaptar ao uso das ferramentas tecnológicas que tornam possível o ensino à distância está sendo sumariamente demitidos.

Por Caio Pinheiro.

Caminhamos para o segundo ano do estado pandêmico. Mortes, deteriorização do sistema econômico, precarização das condições sociais e retrocesso na garantia de direitos fundamentais, definem o quadro pintado pela Covid-19. De norte a sul e de leste a oeste as queixas e lamúrias são comuns. Contudo, a decisão de como enfrentar esse estado de coisas traz à tona o fato de alguns países terem optado pela barbárie e outros por aprofundarem seus fundamentos civilizatórios.

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PIB e emprego no Brasil no 1º trimestre de 2021: número de desalentados cresceu

O número de desalentados no Brasil chegou a 6 milhões de trabalhadores no 1º trimestre de 2021, parte significativa está no total de desempregados que, neste 1º trimestre, chegou a 14,8 milhões de brasileiros.

Por Sérgio Ricardo Ribeiro Lima.

Pergunta-se: pode-se comemorar o aumento de 1,2% do PIB no 1º trimestre de 2021?

Claro que sim. Mas com uma ressalva. A melhora no PIB, especificamente neste trimestre, não é, necessariamente, sinal de que o conjunto macroeconômico vai bem.

A finalidade deste texto é analisar comparativamente o comportamento do PIB e do emprego no Brasil no 1º trimestre de 2021 com o 4º trimestre de 2020. Sendo o emprego um dos principais indicadores do padrão de bem-estar social, cabe investigar como este evoluiu em relação ao PIB.

O crescimento no PIB de 1,2% no 1º trimestre de 2021 foi alardeado pelo governo como bom andamento da economia.

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Dormindo com o inimigo – Nós e a Covid-19

Não precisamos namorar todo mundo loucamente, praticando todo o tipo de intimidade. Se pode viver bem reduzindo parceiros sexuais ou afetivos ao mínimo, para o bem de todos os envolvidos na relação.

Por Júlio Gomes.

Passados cerca de um ano e meio de presença diária e ininterrupta da Covid em nossas vidas e mais de 460.000 mortes no Brasil – 475 delas ocorridas em Ilhéus até o dia 02/06/2021 – era de se esperar que tivéssemos aprendido algumas lições, inclusive como lidar com estes fatos de forma menos gravosa, evitando problemas e situações de maior risco. Mas parece que, para grande número de pessoas, isto não ocorreu.

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Cai mais um bastião no Alto do Beco do Fuxico

Em boteco não se fala em preço e sim em valor, em que o custo-benefício não se mede pelo número de prestações ou centavos de diferença, mas sim pelo serviço prestado, a intimidade do personal-boteco, dos tira-gostos e temperatura ideal da cerveja. Existem os mais exigentes, aqueles que não dispensam sentar à mesa e já ser atendido com a cachacinha de sempre, mesmo sem ter pedido.

 

Por Walmir Rosário.

É da minha natureza ficar indignado! Não sei se por defeito de fabricação ou simples estilo de viver, quem sabe de tanto presenciar fatos e ações que não são do meu feitio e, deveras, provoca minha indignação. Todo esse desgosto por uma simples postagem no Whatsapp feita pelo amigo Paulo Fernando Nunes da Cruz (Polenga), dando ciência que a Confraria do Alto Beco do Fuxico teria chegado ao fim.

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O caso Thaís Carvalho: a luta antirracista para além das #

Prestes a se graduar em Enfermagem pela Faculdade de Ilhéus – instituição localizada em Ilhéus-Ba -, a estudante se voluntariou para participar da campanha de imunização contra a Covid-19 promovida pela Secretaria de Saúde do município. Decisão altruísta, digna de referências elogiosas, mas que quase foi interrompida pela chaga do racismo.

Por Caio Ribeiro e Mirian Santos.

Está na ordem do dia medir a importância de um acontecimento pelo seu nível de repercussão nas redes sociais. Para a comunidade do ciberespaço, se repercutiu no ambiente virtual, é importante. Contudo, essa repercussão em muitos casos não implica que dado acontecimento será capaz de alterar posturas e promover a reavaliação de valores, que de tão arraigados já foram naturalizados, necessitando para serem desnaturalizá-los de ações que possam ir além do seu noticiamento bombástico.

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