TELEANÁLISE: PROVA NA CUECA E ABERRAÇÃO LOCAL

Por Malu Fontes.

malu fontesDiante da notícia de que mais de quatro milhões de estudantes de todo o Brasil seriam prejudicados e impedidos de realizar, no último final de semana, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), pelo fato de as provas terem sido vazadas, o raciocínio do telespectador e do leitor de informação tendia a ser óbvia: ladrões certamente muito bem informados, articulados, de posse de informações estratégicas e privilegiadas teriam conseguido furar o bloqueio de um esquema de segurança poderoso do Ministério da Educação nos locais de processamento das provas para conseguir surrupiar material tão valioso. O roubo provocou uma bola de neve na agenda não só dos 4,1 milhões de estudantes e suas famílias, mas principalmente no calendário de vestibulares de todas as universidades do país, sobretudo as públicas, uma vez que falar em vestibular quando associado a boa parte das faculdades privadas tende a soar hoje como piada.

No entanto, com o avanço das investigações policiais e da cobertura massiva do caso pela imprensa, o que se viu foram revelações inacreditáveis de tão toscas e primárias acerca do cenário e da modalidade da ação dos criminosos. No lugar de ladrões espertos e articulados que tentaram ganhar 500 mil reais vendendo as provas a jornalistas do jornal O Estado de S. Paulo, apareceram três patetas mais para ladrões de galinhas, tão limitados quanto uma porta. Para roubar a prova mais importante do país só precisaram enfiar umas folhas de papel na cueca e outras embaixo de um casaco, enquanto trabalhavam no espaço da gráfica onde eram impressas as provas. Saíram pela porta da frente tranquilamente.

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REPÓRTER FAZ PERGUNTA “ESCABROSA” PARA MENINA DE 6 ANOS QUE FOI VIOLENTADA

A repórter Analice Sales, durante a edição de hoje (terça/06) do programa “que venha o povo” (TV Aratu/Salvador), ao tentar colher informações de uma menina de 6 anos, violentada por um pedófilo, atingiu o cúmulo da curiosidade e da morbidez.

Movida (talvez) pela briga por mais audiência, “a inquiridora” buscou saber  em que parte do corpo da criança, o maníaco costumava tocar.

“Onde ele colocava o dedo? Na petitica?”

A indagação foi alvo de severas críticas no twitter. A jornalista e professora da UFBA,  Malu Fontes, qualificou como “asquerosa” a atitude da repórter: “é repulsivo uma repórter de TV, uma mulher, perguntar a uma menina 6 anos, onde o pedófilo colocava o dedo: ‘na petitica’. É nojento.” (Clique aqui).

O ERRO DE WILLIAN BONNER NO TWITTER

Da Folha Online.

A ex-BBB Milena Fagundes corrigiu o editor-chefe e apresentador do “Jornal Nacional”, William Bonner, no Twitter. O jornalista escreveu em sua página no microblog a palavra ia com acento agudo no i.

Milena encaminhou para os seus seguidores a mensagem dele com um recado. “Ô, coisa linda, não faz uma coisa dessa, escrever ia com acento! RT- @realwbonner Peraí. Deu branco. Esqueci o que é que eu ía perguntar.”

Antes de entrar na edição deste ano do reality show, Milena era assessora de imprensa. Hoje, em sua biografia no Twitter, ela se define como publicitária, DJ, promotora de eventos e empresária.

Bonner admitiu o erro e disse que era “velho e analfa”.

Do Blog do Gusmão.

No twitter chovem críticas ao âncora do JN.

Estou em dúvida. Neste caso, ninguém pode errar, ou, por Bonner ser um ” global”, o erro não é admitido?

A ÚLTIMA VÍTIMA

manuel leal

Artigo de Daniel Thame.

A Bahia viverá na próxima segunda-feira, dia 21 de setembro, um momento único por aquilo que traz de simbolismo.

Neste dia, que já pode ser qualificado como histórico, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Governo da Bahia realiza um ato de reparação, reconhecendo a responsabilidade do estado no assassinato do jornalista Manuel Leal, por não garantir sua segurança e liberdade de expressão.

Trata-se da primeira vez que um estado brasileiro acata uma recomendação do Comitê Interamericano de Direitos Humanos, entidade que solicitou a reparação.

Manuel Leal, diretor do semanário A Região, foi assassinado em janeiro de 1998, numa emboscada em frente à sua residência no Jardim Primavera, bairro da periferia de Itabuna, a poucos metros das sedes da Polícia Civil e do Batalhão da Polícia Militar.

Na época, o jornal vinha fazendo denuncias fartamente comprovadas contra autoridades municipais e estaduais.

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EM QUEDA LIVRE

Deu no Pimenta na Muqueca.

Anda em apuros o assessor de comunicação da prefeitura de Ilhéus, Marcos Côrrea. Nem mesmo o vereador Alcides Kruschewsky parece mais disposto a segurá-lo no cargo. A avaliação interna é de que Côrrea não conseguiu estabelecer uma política de comunicação de governo, que vem apanhando muito nos últimos tempos. E aqui, deixemos claro que apanha pela realidade: a gestão de Newton Lima acumula neste ano uma forte reprovação popular.

Côrrea não consegue angariar a simpatia dos colegas jornalistas. Dizem que ele anda (”sempre andou desde quando virou governo”) mais disposto a pedir a cabeça (e a dedurar) colegas de veículos de comunicação e até do próprio governo. Para se segurar no cargo, revela uma fonte, ele até permite que secretários criem assessorias paralelas e redijam os próprios releases, como é o caso de Alfredo Landim, da Pasta de Indústria e Comércio.

Do Blog do Gusmão:

Aqui entre nós, se Alcides não quer a permanência de Corrêa, é provável que o jornalista permaneça na assessoria. “O antropólogo mambembe” não tem dado muita sorte nas tentativas de derrubar assessores de imprensa e secretários municipais.

CÂMARA DE MACEIÓ APROVA LEI QUE EXIGE DIPLOMA PARA CARGOS EM JORNALISMO

Fonte: Comunique-se.

Contrariando decisão do Supremo Tribunal Federal, que derrubou a exigência do diploma em Jornalismo para o exercício da profissão, a Câmara Municipal de Maceió, em Alagoas, aprovou, nesta terça-feira (25/08), a obrigatoriedade do ensino superior para profissionais contratados pelos poderes Executivo e Legislativo da cidade.

“Estamos corrigindo, pelo menos em parte, o desserviço social provocado pela decisão do Supremo Tribunal Federal de acabar com a exigência de diploma universitário específico para o exercício da profissão de jornalista. A formação superior elevou, e muito, a qualidade do direito constitucional que todos temos a uma informação de qualidade”, afirma a autora da lei, vereadora Tereza Neuma (PSB).

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