AÇÕES DA PREFEITURA DE ITABUNA FAVORECEM A POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA

Ações do município favorecem a política de segurança pública-01-foto Vinícius BorgesAções e projetos da Prefeitura de Itabuna têm funcionado como medidas importantes para o enfrentamento da violência no município. Tais iniciativas vão desde o cultivo da cidadania nas escolas da rede municipal, por meio do Projeto Formando Constelações, até obras de infraestrutura nos bairros periféricos, onde ruas estão sendo abertas e o saneamento básico já chega a várias localidades.

Para o prefeito Capitão Azevedo, ações como essas favorecem um clima de maior segurança, principalmente na periferia. “Há lugares em que a população não via a presença do governo há mais de 20 anos e hoje as máquinas estão lá, abrindo ruas, tirando o esgoto que corria a céu aberto”, afirma.

A presença do poder público do bairro – salienta Azevedo – dá ao cidadão um sentimento de proteção e é importante também para o trabalho específico da segurança pública. Em Itabuna, havia locais em que as viaturas da polícia não conseguiam chegar, devido à precariedade das ruas, mas hoje o acesso se tornou possível após o trabalho da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur).

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ITABUNA: PACTO CONTRA A VIOLÊNCIA AMPLIA AGENDA DE AÇÕES

Walmir Rosário-Pacto contra a Violência amplia agenda de ações-01-foto Waldyr GomesSob a coordenação do secretário de Assuntos Governamentais e de Comunicação Social, Walmir Rosário, e do chefe de gabinete do executivo municipal, Ivann Montenegro, a Comissão Organizadora do Pacto Municipal contra a Violência volta a se reunir nesta quarta-feira, dia 14, no período das 18 às 19 horas, na sala das Comissões da Câmara Municipal de Itabuna. Na agenda, a realização de um mutirão no bairro Corbiniano Freire, onde o governo municipal vem realizando uma série de intervenções em parceria com a comunidade, somando-se às ações institucionais em toda a cidade.

Segundo Rosário, a expectativa da agenda, que envolve o Executivo, o Legislativo, Ministério Público, autoridades civis e militares, entidades da sociedade civil organizada, além de lideranças religiosas e comunitárias, é mobilizar os diversos setores para um esforço de combate à violência. “A proposta do governo municipal é diminuir o déficit de serviços públicos nas áreas mais carentes e desenvolver alternativas de inclusão social destas populações”, afirma.

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TELEANÁLISE: PROVA NA CUECA E ABERRAÇÃO LOCAL

Por Malu Fontes.

malu fontesDiante da notícia de que mais de quatro milhões de estudantes de todo o Brasil seriam prejudicados e impedidos de realizar, no último final de semana, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), pelo fato de as provas terem sido vazadas, o raciocínio do telespectador e do leitor de informação tendia a ser óbvia: ladrões certamente muito bem informados, articulados, de posse de informações estratégicas e privilegiadas teriam conseguido furar o bloqueio de um esquema de segurança poderoso do Ministério da Educação nos locais de processamento das provas para conseguir surrupiar material tão valioso. O roubo provocou uma bola de neve na agenda não só dos 4,1 milhões de estudantes e suas famílias, mas principalmente no calendário de vestibulares de todas as universidades do país, sobretudo as públicas, uma vez que falar em vestibular quando associado a boa parte das faculdades privadas tende a soar hoje como piada.

No entanto, com o avanço das investigações policiais e da cobertura massiva do caso pela imprensa, o que se viu foram revelações inacreditáveis de tão toscas e primárias acerca do cenário e da modalidade da ação dos criminosos. No lugar de ladrões espertos e articulados que tentaram ganhar 500 mil reais vendendo as provas a jornalistas do jornal O Estado de S. Paulo, apareceram três patetas mais para ladrões de galinhas, tão limitados quanto uma porta. Para roubar a prova mais importante do país só precisaram enfiar umas folhas de papel na cueca e outras embaixo de um casaco, enquanto trabalhavam no espaço da gráfica onde eram impressas as provas. Saíram pela porta da frente tranquilamente.

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POLÍCIA CAÇA ASSALTANTE DE ÔNIBUS

Nos últimos 30 dias, vem ocorrendo uma onda de assaltos aos ônibus da empresa Rota, nas estradas que dão acesso a Itabuna, Ilhéus e Itacaré.

A polícia civil afirma que os roubos estão sendo praticados por um homem já identificado.

Dez já aconteceram em pontos de parada e no bairro do Malhado. O mais recente ocorreu ontem (quinta/08), por volta do meio dia, na rodovia Ilhéus – Itacaré.

A delegada Andréa Oliveira, responsável pelas investigações, afirmou que o meliante, sempre armado, rouba em média cem reais em cada ação. Ela disse ainda, que após o interrogatório com as testemunhas, e a identificação do indivíduo, a polícia já está na sua “cola”, podendo efetivar a prisão a qualquer momento.

Ontem, policiais civis encontraram o assaltante na área das Malvinas, na Central de Abastecimento do Malhado, em Ilhéus. Quando percebeu a presença dos agentes, o ladrão “se pirulitou”.

A BALA PERDIDA ENCONTROU MARIA EDUARDA

Por Daniel Thame.

daniel2Na mesma semana em que um infarto fulminante impediu Ferreirinha de chegar aos 100 anos, uma bala perdida impediu a pequena Maria Eduarda Ribeiro Dias de ultrapassar seu primeiro ano de vida.

O quase um século de Ferreirinha, morto no domingo; e o apenas um aninho de Maria Eduarda, assassinada com um tiro no peito na segunda-feira, formam o contraste de uma cidade capaz de garantir a longevidade de uns, mas incapaz de impedir a morte mais do que precoce de outros.

O fazendeiro Ferreirinha, morava na Zildolândia, um bairro classe média de Itabuna. Viveu o suficiente para, aos 85 anos, casar-se com a estudante Iolanda, então com 16 anos, uma paixão arrebatadora e ao mesmo tempo inusitada, que lhe rendeu fama internacional e o título de “Garanhão de Itabuna”, que ostentava com indisfarçável orgulho.

Ao morrer, após lutar bravamente contra uma seqüência de enfermidades, Ferreirinha já tinha seu nome inscrito na história de Itabuna. Seu sepultamento reuniu centenas de pessoas, entre familiares, amigos ou simples curiosos, que o conheciam apenas por conta da fama.

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REPÓRTER FAZ PERGUNTA “ESCABROSA” PARA MENINA DE 6 ANOS QUE FOI VIOLENTADA

A repórter Analice Sales, durante a edição de hoje (terça/06) do programa “que venha o povo” (TV Aratu/Salvador), ao tentar colher informações de uma menina de 6 anos, violentada por um pedófilo, atingiu o cúmulo da curiosidade e da morbidez.

Movida (talvez) pela briga por mais audiência, “a inquiridora” buscou saber  em que parte do corpo da criança, o maníaco costumava tocar.

“Onde ele colocava o dedo? Na petitica?”

A indagação foi alvo de severas críticas no twitter. A jornalista e professora da UFBA,  Malu Fontes, qualificou como “asquerosa” a atitude da repórter: “é repulsivo uma repórter de TV, uma mulher, perguntar a uma menina 6 anos, onde o pedófilo colocava o dedo: ‘na petitica’. É nojento.” (Clique aqui).

BALA PERDIDA MATA CRIANÇA DE 11 MESES

Do Jornal Nova Fronteira.

Em Barreiras, a briga entre gangues rivais dos bairros São Pedro e Cascalheira, por ponto de distribuição de drogas, pode ter sido o motivo da bala perdida que acertou a cabeça de uma criança de 11 meses. O bebê Gustavo Vieira Silva estava no colo da mãe no momento em que dois jovens de bicicleta, por volta das 20h de ontem, 04, entraram no bairro Cascalheira atirando.

Segundo Reinan Batista Silva, pai da criança, sua esposa estava conversando com o tio, em frente da residência do mesmo, quando ouviram os tiros. De repente ela começou a gritar desesperada, dizendo “mataram meu filho, mataram meu filho”. “Sai correndo e quando vi aquela cena, entrei em pânico”, disse o pai, com lágrimas escorrendo pela face.

Gustavo Vieira da Silva era filho único de Reinan e Edivânia Silva, que, por complicações no parto, não poderá ter mais filhos.

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REALIDADES E ABERRAÇÕES

Por Elias Reis.

Elias ReisTRAUMATIZADA POR ABUSOS SEXUAIS SOFRIDOS NA INFÂNCIA, MARINA MAGESSI, DESABAFA: “Meu tio me pedia que sentasse nua no colo dele, também nu. Eu tinha apenas 5 anos de idade. Me fazia mexer em cima do pênis dele…)”.

Hoje, aos 50 anos, eleita deputada pelo PPS do Rio, Marina fez de sua experiência uma bandeira. Ela é autora de um projeto de lei que busca coibir a ação de pedófilos por meio de castração química, inibindo a libido masculina. A droga injetada na corrente sanguínea do pedófilo causa-lhe, imediatamente, perda da ereção e desejo.

Das perversões sexuais que conhecemos, a mais revoltante é a pedofilia. O pedófilo abusa de um ser sem consciência do que está sendo vitima. A pedofilia é algo inaceitável, é uma violação a dignidade humana, é algo que extrapola a pior das barbaridades. Toco neste tema em função de recentes acontecimentos ocorridos pelo país e pelo Mundo. Quem não se lembra do monstro Josef Fritzl, da Áustria? Semana passada, um senhor de 72 anos foi preso em São Paulo. Vinha abusando de uma garotinha de 7 anos, inclusive já com penetrações. Esse sujeito era o seu avô. Em Mato Grosso, na cidade de Sinop, um pai de 42 anos foi denunciado por manter relações sexuais com o filho de 5 anos. Além de fazer sexo anal com o filho, forçava a criança a fazer sexo oral e a engolir o sêmen. Já em Belém/PA, um rapaz de 19 anos foi pego acariciando e beijando a vagina de uma criancinha de dois anos. Este monstrinho era vizinho e amigo dos pais da criança.

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AS MENINAS DO VIADUTO PAULO SOUTO

Primoroso artigo de Daniel Thame.

as meninas do viadutoUma foto, às vezes, “fala” mais do que mil, milhões de palavras.

Em sendo assim, o que acrescentar à foto do repórter Oziel Aragão, que mostra duas adolescentes, de 14 e 16 anos, se prostituindo no viaduto Paulo Souto, no trevo entre a BR 101 e a BA 415?

Tirando essa maldita mania bajulatória de se dar nome de políticos vivos pontes, viadutos, prédios públicos e quetais, verdadeira praga nacional, a foto revela justamente a ausência do poder público, a histórica inoperância dos nossos governantes para combater essa outra praga: a exclusão social.

Pode parecer ingênuo ou piegas, mas se houvesse menos investimentos em viadutos, pontes e prédios faraônicos que alimentam a vaidade de quem lhes empresta o nome e, não raro, engorda dos bolsos de quem patrocina a obra; e fossem injetados mais recursos em educação, saúde, esporte e geração de empregos, muito provavelmente essas duas jovenzinhas não estariam ali, sob o viaduto, comercializando o corpo e a alma.

As duas meninas captadas pelas lentes de Oziel Aragão, se prostituindo em troco de 5 ou 10 reais, submetidas a humilhações, constrangimentos e muitas vezes agressões físicas; se multiplicam em viadutos, postos de gasolina e restaurantes ao longo da BR 101 e em outras rodovias brasileiras.

São centenas, milhares delas, num desfile de corpos desde cedo marcados pela brutalidade. Meninas-moças precocemente transformadas em mulheres sofridas, sem presente e sem perspectiva de futuro.

Jovenzinhas que deveriam estar na escola ou em atividades de esporte e lazer, lançadas à incerteza das estradas da vida.

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A ÚLTIMA VÍTIMA

manuel leal

Artigo de Daniel Thame.

A Bahia viverá na próxima segunda-feira, dia 21 de setembro, um momento único por aquilo que traz de simbolismo.

Neste dia, que já pode ser qualificado como histórico, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Governo da Bahia realiza um ato de reparação, reconhecendo a responsabilidade do estado no assassinato do jornalista Manuel Leal, por não garantir sua segurança e liberdade de expressão.

Trata-se da primeira vez que um estado brasileiro acata uma recomendação do Comitê Interamericano de Direitos Humanos, entidade que solicitou a reparação.

Manuel Leal, diretor do semanário A Região, foi assassinado em janeiro de 1998, numa emboscada em frente à sua residência no Jardim Primavera, bairro da periferia de Itabuna, a poucos metros das sedes da Polícia Civil e do Batalhão da Polícia Militar.

Na época, o jornal vinha fazendo denuncias fartamente comprovadas contra autoridades municipais e estaduais.

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DESEMBARGADOR PARTICIPA DE AUDIÊNCIA SOBRE CONFLITOS NA ZONA RURAL

ASCOM: câmara de vereadores de Ilhéus.

REUNIÃO SEGURNAÇA NO CAMPOAconteceu na Câmara de Vereadores de Ilhéus uma reunião pública sobre o combate a violência no campo. A reunião tem o objetivo de debater a questão da violência no campo, cujos motivos são os conflitos em torno da demarcação das terras indígenas que seria feita nos municípios de Ilhéus, Una e Buerarema.

Como correto em discussões transparentes, de cunho social, todas as partes interessadas foram convidadas, porém apenas os representantes dos agricultores compareceram.

Entre as autoridades presentes estavam o desembargador Gercino José da Silva Filho; o presidente do legislativo ilheense, vereador Jailson Nascimento; o prefeito de Ilhéus, Newton Lima; representantes da Prefeitura de Buerarema; o prefeito de Una Dejair Birschner; além de representantes de sindicatos agrários e de famílias do campo e autoridades policiais.

Ao final da Audiência Pública, houve uma reunião na sala da presidência da Câmara em que estavam presentes o desembargador, o delegado chefe da Policia Federal Cristiano Barbosa Sampaio, Drª Lícia Vieira, coordenadora da 7ª COORPIN, Ten. Coronel Batista Comandante do 2º BPM, o Prefeito Newtom Lima, o Presidente do Legislativo ilheense Jailson Nascimento, além de outros representantes de órgãos federais.