BLOG DO GUSMÃO

MINTA PINÓQUIO! MINTA!

jamal-padilha-1Por Mohammad Jamal

Quem é esse senhor que atira mentiras ao povo como se jogasse migalhas aos cães esfaimados? Quem é esse senhor que se posta em rude e impositiva oratória, monocrático e incontestável sobre a nossa submissão? Seria ele algum experto fabulista ou o próprio Barão de Munchausen? Ou um posseiro agricultor sem Título de Propriedade, um proficiente semeador de mentiras? Um jardineiro que cultiva as flores tóxicas das trepadeiras sufocantes; flores de embustes, imposturas e ardis sem licença ou concessão sobre jardins alheios? Será que ele se acredita em usucapião da terra e da credulidade geral? Será ele tão sabiamente mentiroso a ponto de sobressair-se incólume de uma asserção às suas verdades? Logo ele, com o extenso currículo construído por agregação de valores quando coadjuvante mor ao longo da sua epopeica carreira político assessoria que tantos frutos lhe renderam na safra?  

Há alguém aqui entre nós que tenha perdido a autoestima ou a autocrítica? Alguém aí perdeu o senso comum, a sensibilidade? Quem perdeu um desconfiômetro? Um espelho? O rumo, o GPS da vida, que esse senhor parece tê-los achado e tomado posse na razão coletiva? Menos… Menos por favor. Cada cidadão desta e outras vizinhanças da cidade o conhecem e às suas estórias!  Conhecemos seus potenciais, seus feitos e suas argúcias políticas gravadas indelevelmente na história de Ilhéus, feitos dignos dum Richelieu. Foram anos nos anus do povo! E isso doeu e doe ate hoje! Menos… Menos, por favor. Observem o vapor que sobe em grossas nuvens ao céu de Ilhéus! Há fumegante um caldeirão enorme onde o povo faz cozer suas mágoas políticas; seus ressentimentos; suas carências cidadãs desatendidas, seus arrependimentos; seus erros e suas raivas por haverem engolido repetidas iscas podres e terem sido flambados às chapas untadas em mentiras veementes semeadas em forma de política eletiva.

Algumas pessoas são levadas pela insegurança de aceitação de serem como são, à tentação de enriquecer suas imagens e enaltecer suas habilidades, de forma a causar uma impressão mais favorável em outras pessoas. Trata-se de uma espécie de mecanismo de defesa contra um sentimento de inferioridade. Nesses casos, é possível imaginar o grau do sentimento de inferioridade pela constância e tamanho das mentiras, senão quando já tardiamente, os sintomas dos simulacros das verdades já se evidenciam maiores que a própria enfermidade em que se constitui o mentir compulsivo.

Ah! Escrevo agora em burlesco plural porque me lembrei de uma dupla de cantadores xifópagos que tanto sucesso fez nas praças e morros no passado de Ilhéus e, que presentemente tenta alçar-se ao sucesso com a mesma música daquele tempo: com mínimos ajustes. Refiro-me a Os Comensais! Ah!… Essa dupla danada de animada deixou suas marcas cravadas nos “penduras”; vales e rogos promissivos ainda hoje inadimplentes, que se acumularam repetidamente por anos às resmas no passivo memorial dos eleitores. Ninguém escapava àquelas vozes e suas récitas animadas que ao final nos deixavam cacos em forte ressaca pós-prandial. Aquelas estórias que eles contavam entremeando os cânticos eram de fato irresistíveis!

Mas os tempos são outros, felizmente; estamos mudados. Não vem não com mais esses embustes; esses papos de vitimologia; de Marias defloradas, abandonadas pós-enxertadas; uvas verdes; menopausas precoces; nervos expostos ou alegações de quebras de convenções no métier político e suas interações com o proletariado, onde se sabe, as regras são apenas menstruais e as convenções são como as velhas prostitutas beirando a senilidade, quando é forçoso oferecer “feijoada completa” a 1,99 a título de sobreviver da profissão.

A mentira já teve seus dias de rainha, quando outrora viajava apressada de boca em boca e, à ocasião, recebia dos seus vetores o molho interpretativo temperado com inefáveis inserções e singulares pessoalidades. “As informações são fidedignas, um tiro”; de fato, houve na historia das mentiras, aquelas incendiárias; as assassinas; as que induziram suicídios, guerras, renúncias, separações e as mais comuns que ainda teimam em subsistir à era globalizada; refiro-me às mentiras que nos induzem ao voto errôneo.

Hoje ainda, mesmo tendo por disponibilidade o fácil acesso às varias mídias dentre outros meios de informação e comunicação, ainda assim não estamos imunes às esparrelas e arapucas montadas por antigos mentirosos contumazes atualizados por upgrades e os neomentirosos instituídos com CGC e tudo, instalados no ciber espaço. Os personalíssimos blogs, sites, redes sociais, jornais, rádios online e até o pré-caduco e-mail; cada um representando singularmente os seus papéis informativos nesse inescapável mundo do Acredite se Quiser.

Confesse que enxergo esse mundo globalizado onde o ter predomina vitorioso sobre o ser, um enorme campo de batalhas onde homens cegos atiram a esmo contra inimigos míticos na imaginária virtualidade do não saber o que nem os por quês da lógica racional. 

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Respostas de 5

  1. muito bo este texto!
    Desculpe a franqueza, FORA JABES, sai logo!!!
    Pelo amor que tem a sua Ilheus.

    fico impressionado com a quantidade de denuncias e o povo tranquilo, aguardando nao sei o que …

    Cade a Camara de vereadores desta cidade??

  2. Belo texto que eu gostei muitíssimo. Queria ter esse domínio da gramática e da literatura. Esses bundas moles que aparecem aí nos sabemos quem são nessa primorosa redação. São sem nenhuma importância mesmo, uns chupa cabras da cidade.
    Valeu pelo muito pelo texto; é bom ler coisas assim, chega de baixaria da politicalha e coisas que não tem jeito mesmo. Nossa cidade está amaldiçoada, vamos rezar minha gente Jesus salva.

  3. Um artigo otimo. Alias as coisas divertidas escritas por ele tem um denso sentido literario. Valeu a leitura .

  4. Como de costume… “isto” é do melhor que tenho visto e lido aqui no Brasil, digno de um verdadeiro… Escritor dos Nossos (novos) Tempos… e não ficando atrás, dos mais consagrados de outrora. Como também já afirmei em outras ocasiões, continue a nos oferecer bons textos, iguais a este, ou quiçá, ainda melhores (somos todos ouvidos!…).
    Quanto ao Pinóquio, penso que ainda não é altura de ele sair (como pede o Ilheense acima), é melhor deixá-lo cair… de podre (como frutas muito maduras). Ele sairá (cairá) sim… mas pelos seus próprios erros, sua incompetência (mais uma vez constatada no momento atual) e sua inabilidade política para solucionar “conflitos” entre trabalhadores municipais e administração pública (municipal) e sem esquecer que, “só sabe (só se interessa) em governar para seus apaniguados políticos e correligionários de classe e esquecendo-se dos que o elegeram (Povo) mais uma vez (devido à sua lábia e “intoxicação verbal” da última campanha e propaganda eleitoral) e não por que A, B ou C, o queiram.
    Já repararam que, se o “botarem” para fora da Prefeitura, ele poderá aparecer (com ar triunfante!…) como candidato às próximas Eleições e ser, “de jure”, mais um… “Candidato Vencedor, devido à sua grande “experiência” e “arte” (“prática”) de outros pleitos anteriores (como Senador ou Deputado (Estadual ou Federal))… e ainda nos vir enganar mais uma vez e dizer que tem o apoio, o suporte e a amizade de Fulano, Sicrano e Beltrano, bem como “experiência governativa invejável” e sei lá mais o quê?” (Gostaria que ninguém mais acreditasse em suas mentiras…e, a era (tempo) do Pinóquio, já passou).
    Deus é Grande…

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