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MORANGOS SÃO CAMPEÕES EM AGROTÓXICOS SEGUNDO A ANVISA

Segundo O Eco: "59% das amostras de morango estavam com excesso de agrotóxico ou com contaminado com substâncias proibidas".
Segundo O Eco: “59% das amostras de morango estavam com excesso de agrotóxico ou com contaminado com substâncias proibidas”.

Do site O Eco

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou essa semana (29) os resultados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) em 2011 e 2012, que avalia os níveis de resíduos de agrotóxicos nos alimentos que chegam à mesa do consumidor. Os resultados não são animadores. Por exemplo, nas 1.665 amostras dos 7 alimentos (Abacaxi, arroz, cenoura, laranja, maça, morango e pepino) monitorados em 2012, a pesquisa acusou altos índices de contaminação por inseticidas ou substâncias não permitidas em 59% das amostras de morango, 42% dos pepinos, 41% dos abacaxis e 33% das cenouras.

A pesquisa, desenvolvida desde 2001, através da análise de produtos agrícolas monitorados em todos os estados do país, consegue traçar um perfil da qualidade dos alimentos consumidos pelos brasileiros: 36% das amostras de alimentos 2011 e 29% das amostras de 2012 apresentaram concentração de agrotóxico acima do permitido ou o uso de substâncias proibidas para o cultivo daquela cultura.

Cerca de 30% das amostras insatisfatórias se referem a agrotóxicos que estão sendo reavaliados pela Anvisa. Foi também detectada a presença de, pelo menos, 2 agrotóxicos que nunca foram registrados no Brasil: o azaconazol e o tebufempirade, descobertas na uva. Para a Anvisa, isto sugere que os produtos podem ter entrado no Brasil por contrabando.

Ao todo, foram avaliadas 3.293 amostras de 13 produtos nos dois anos. Em 2011 foram analisados as amostras de alface, arroz, cenoura, feijão, mamão, pepino, pimentão, tomate e uva e em 2012 as amostras de abacaxi, arroz, cenoura, laranja, maça, morango e pepino. A escolha dos alimentos baseou-se nos dados de consumo obtidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Programa PARA é desenvolvido em conjunto com as vigilâncias sanitárias dos estados e municípios participantes e estes realizam os procedimentos de coleta dos alimentos nos supermercados e de envio aos laboratórios para análise.

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