
Na dissertação Ilhéus: potenciais externalidades do Porto Sul, Aldecy Silva analisa os impactos socioambientais que não são considerados pela lógica economicista quando ela calcula o custo-benefício do projeto.
Segundo essa lógica, a noção de progresso se confunde com o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). De fato, em termos econômicos, progridem os países cuja produção aumenta. Por outro lado, se o avanço da economia não é acompanhado pela sustentabilidade dos empreendimentos e a distribuição das riquezas, o retrocesso se instala na mesma medida dos impactos socioambientais.
Em sua pesquisa, Aldecy classifica como externalidades do Porto Sul os efeitos virtuais do projeto que não são considerados pelo mercado, mas, que poderão causar danos à sociedade ilheense. Quando um país exporta matéria-prima barata não inclui no valor da sua mercadoria o custo dos impactos socioambientais produzidos em seu território durante os processos de extração e transporte. Esse é um problema histórico do Brasil – relegado, na divisão internacional do mercado, como fornecedor de commodities.
No caso do Porto Sul, Aldecy analisa uma externalidade potencial do projeto com maior atenção. Ela destaca que a rede de serviços de saúde de Ilhéus é precária. Com o fluxo migratório estimulado pelo empreendimento, a população da cidade tende a crescer. Se o crescimento populacional não for acompanhado por uma reestruturação profunda do sistema médico, a distância entre a demanda social e a capacidade de cobertura do serviço aumentará também.









Respostas de 5
Cara Aldecy Silva tudo que empreendemos tem benefícios e malefícios, resultados positivos e externalidades negativas. Todo investimento tem seus riscos financeiros, econômicos e sociais.No entanto o que deve ser avaliado, minuciosamente, são projeções concretas de crescimento aliado ao desenvolvimento socioeconômico. com as devidas ações de correções, mitigantes, para redução dos efeitos negativos. Diga-se de passagem até sair de casa hoje temos riscos constantes e estamos sujeitos a não retornamos vivos, mas nem por isso deixamos de sair pelos riscos. Saiamos e progridamos!
Que tal voltarmos colher mandioca nas roças, pescar peixe no rio cachoeira e vivermos e comunhão com a mãe natureza? Vamos abnegar de todos os luxos ou o que achamos que são itens básicos como saneamento, afinal de contas é IMPOSSÍVEL em água potável o nosso esgoto doméstico!! Pra quê usar banheiro e desinfetante, se todos os animais defecam ao ar livre e alguns até consomem seus excrementos(SUSTENTABILIDADE!!!). Acho bacana essas dissertações( Por sinal muito mal redigida formatada)que abrem o debate sobre a real vantagem desses empreendimentos, pois aproxima a população dos temas que a interessam, mas daí a ser contra o desenvolvimento regional é lutar pela involução. Nossos defensores ambientais, no fundo são melancias ambulantes. VERDES POR FORA E VERMELHO POR DENTRO.
“Acho bacana essas dissertações( Por sinal muito mal redigida formatada)”
Acha bacana? Então acredito que você não leu.
É engraçado como esse pessoal abre a boca para falar de progresso sem conhecimento de causa,algum de voces sabem o que é uma esteira de mineiro de ferro ? alguem de voces ja viu um patio de estocagem de minerio , conhece o sistema operacional de um virador de vagão ? ja estudou a conseguencia e os riscos desse empreendimento ? Pois eu tenho mais de 20 anos de siderurgia (companhia siderurgia tubarão- CST e usina siderurgia de minas gerais-Usiminas ) e falo que esse tipo de progresso eu não desejo nem para o pior inimigo! o pó de minerio é altamente perigosso para a nascentes , para os rios , para o ar que respiramos, veja os problemas respiratórios causados nas pessoas a onde existem operação de pátio de minerio! toda operação sera feita por poucas pessoas pois esta tudo automatizado enquanto toda a região vai pagar com o ´´progresso´´ daqueles que acreditam que crescimento NÃO tem que ser analizado as caracteristicas vocacionais de cada região, vc pode crescer, mais que seja com inteligencia , estamos ate hoje pagando por progresso a todo custo ! antes de abrirem a boca para defender um empreendimento procurem saber o que se trata ! Eu não estou aqui sendo hipocrita para dizer que não se deve construir portos para escuar minerios , mas que nesse grande país a lugares certos para esse tipo de instalação e não pegar uma reserva de mata atlantica com importancia reconhecida pelo proprio estado da Bahia e orgãos internacionais e transforma lo em um polo industrial ! iLHEUS TEM ESPAÇO PARA SHOPPING CENTER , HOTEIS , POUSADAS , UMA VOCAÇÃO MUITO GRANDE PARA O TURISMO NACIONAL E INTERNACIONAL E ISSO TAMBEM É RIQUESA , PROGRESSO , GERAÇÃO DE EMPREGO !
As pessoas têm que entender que o desenvolvimento e o progresso que tanto de diz, será apenas para os grandes empresários e políticos envolvidos nessa usurpação do nosso território, pois a exemplo do que o próprio Renan escreveu acima, a POLUIÇÃO/CONTAMINAÇÃO é inevitável, não só para os trabalhadores que atuarão nas dependências do porto, mas para a população de toda a região circunvizinha ao porto. Aliás, alguém já parou pra pensar se Ilhéus, Itabuna e região têm serviço hospitalar público de qualidade para atender à população contaminada com o pó de minério?? Preparem-se para ver várias pessoas (e espero não ser uma delas) padecendo nas filas de hospitais, pois como é sabido, a maioria da população assim como eu, não terá convênio de saúde para ser tratar caso seja contaminado, e muito menos a BAMIN se preocupará com esse caso, estará muito mais preocupada em contar seus dólares…