
A democracia sai fortalecida quando o Ministério Público, seja ele estadual ou federal, fiscaliza as ações dos governantes, visita postos de saúde e escolas, e denuncia irregularidades à justiça.
Da mesma forma, ganha o país e o estado democrático de direito quando conselheiros municipais vasculham prefeitos e desaprovam políticas que beneficiam apenas um setor empresarial, fazendo valer a vontade da maioria da população, carente de serviços públicos de melhor qualidade.
Outro exemplo de grande importância ocorre quando entidades da sociedade civil mapeiam indicadores sociais de municípios para, posteriormente, fazerem ampla divulgação. Dessa forma, o chamado terceiro setor torna público os principais problemas das cidades e auxilia os alcaides a fazerem as correções, e consequentemente, promoverem a diminuição dos índices da desigualdade.
Infelizmente, a democracia dá passos largos para trás quando vem à tona que uma ativista da sociedade civil não fiscaliza um governante, porque um secretário sabido empregou um ente querido da “madame sustentabilidade” numa empresa que presta serviços à prefeitura.
Quando descoberta, a figura cai na defensiva e passa a dar explicações tolas, do tipo: “Eu não sou babista, chapista ou carlista. O meu compromisso é fortalecer o poder constituído”. Quanta bogabem! Sendo o governante uma figura pública bastante impopular (dado à práticas questionáveis e ilegais) e percebendo a massa crítica que essa ativista lhe faz vistas grossas, é óbvio que perderá o respeito.
No final, ao lado do governante antidemocrático, adepto da não transparência e recordista em processos por improbidade administrativa, surge na penumbra a figura da ativista arrogante, prepotente, que só pensa no próprio umbigo, um arremedo da democracia. Essa “personalidade” utiliza do prestígio adquirido para manter a subsistência.
Como todo cidadão pode e deve buscar meios normais para quitar suas contas, seria mais digno que a “madame sustentabilidade” fosse honesta consigo mesma (e com a massa crítica), admitindo ser “babista, chapista ou carlista”. Afinal, ela também tem esse direito.
Só não é correto apelar para a ingenuidade de quem não é bobo e percebe o quanto ela é superficial e oportunista.









Respostas de 3
A Madame Sustentabilidade está sendo mal assessorada por investidores de grande experiência no setor privado que sonham em médio a longo o prazo tomar o poder. A recomendações acatadas por Ela não são embasadas em experiências exitosas da seara pública ou do terceiro setor. Esse investidores contrataram assessorias acadêmicas e lideranças regionais extremamente vaidosas que carregam resultados e experiências insignificantes, que criam dependência dos seus beneficiários e não estimula a formação de lideranças que reeditem um salto de qualidade de vida nas comunidades atendidas, ou seja, como tais assessores podem contribuir para a melhoria da qualidade de vida baseadas apenas em projeções complexas de estatística e que se achem singulares e insubstituíveis?
Madame é da casa grande. Difícil se mudar para a senzala.
Eu acreditava nela, mesmo sabendo do seu berço de ouro.
Melhor ficar por lá mesmo.
Depois de ler o texto e os comentários e ver como a situação é grave, só me resta pedir SOCORRO pelo atual estado de coisas.