
Ex-prefeito de Itabuna e candidato a deputado estadual pelo DEM, Nilton (Capitão) Azevedo costuma se empolgar nos processos eleitorais (a imagem acima não deixa dúvida). Apesar da confusão que o ponto de vista da fotografia pode suscitar, o amor pela política é o único sentimento em cena.
Dirigido a públicos amplos, o discurso político se vale de símbolos mais impressionantes que racionais. A linguagem da política contemporânea se pretende e apresenta emocionante. Por isso, a cena protagonizada pelo Capitão Azevedo e resignificada pelo ponto de vista inusitado do fotógrafo ganha contornos de uma peça publicitária eficiente. O abraço caloroso entre o candidato e o eleitor ultrapassa o gesto protocolar e quase enojado de muitos políticos. Assim, pode emocionar e convencer. É o corpo a corpo radicalizado a flor da pele. Faltou combinar um ângulo menos indiscreto com o autor da imagem (Levy Fidelix interpretaria esse enquadramento com muita maldade).










Uma resposta
No último pleito essa tática funcionou, prova cabal de que “a gente não quer só comida, a gente quer comida diversão e ballet”.
Confesso que na eleição passada topei com uma caminhada do Capitão e quando ele abriu os braços e veio em minha direção fugi horrorizada ao constatar um desejo secreto de ser abraçada. Depois considerei uma covardia, talvez até uma hipocrisia da minha parte, o abraço parecia gostoso. Deixei a Flor da Pele murchar.
“Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.”