
O Fórum das Associações Docentes das universidades estaduais divulgaram ontem (18) uma nota sobre a postura do governo diante das reivindicações dos professores em greve.
Conforme o texto, o “governo não respeita direitos” e descumpre o Estatuto do Magistério Superior.
Os professores também questionam informações oficiais sobre o orçamento das universidades e a “crise econômica”: “Os números divulgados pelo governo são a soma das verbas para o pagamento de pessoal, manutenção e finalística de custeio das Universidades. […] Os representantes governamentais não informam que se realizarmos uma análise apenas das verbas destinadas à manutenção e ao investimento, o corte é superior a R$ 19 milhões nos últimos dois anos.”
Servidores e estudantes das quatro universidades estão nesse momento diante da Secretaria de Educação do Estado, em Salvador, onde representantes do governo Rui Costa vão se reunir com coordenadores do movimento docente.
Leia a nota.
“GREVE NAS UNIVERSIDADES: A LUTA CONTRA O SUCATEAMENTO
Os professores e as professoras da UNEB, UESB, UESC e UEFS deflagraram greve, no dia 7 de maio, por tempo indeterminado. Durante todo o ano passado a categoria tentou negociar mais recursos financeiros para as Universidades, ampliação do número de professores e respeito aos direitos trabalhistas garantidos por lei. Diante da má vontade do governo em atender o pleito e de esgotadas todas as possibilidades de negociação, os professores e as professoras recorreram ao instrumento legítimo da greve.
O descaso
Mesmo com a realização de reuniões em 2014, o governo do PT não apresentou uma proposta que resolvesse os problemas das Universidades Estaduais. Em dezembro do mesmo ano, a pauta de reivindicações foi protocolada com a equipe de transição do governo e só após quatro meses o Movimento foi recebido pela equipe do novo governador. É importante pontuar que o silêncio foi rompido, no dia 8 de abril, apenas por conta da realização de um ato público em frente a Secretaria de Educação com mais de 500 manifestantes. Outras duas reuniões ocorreram sem que soluções concretas fossem apontadas.









