BLOG DO GUSMÃO

PENSAR E AGIR GRANDE

Por Marcos Pennha.

Os ambientalistas entregaram um manifesto em defesa da Lagoa Encantada à ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, em Brasília, dia 19 de maio último. O momento foi noticiado pelos jornalísticos globais Jornal Nacional e Jornal da Globo. A imprensa regional sulbaiana noticiou com bastante ênfase.

Eu, nas minhas escritas, revezo entre os tons sérios e bem humorados. Mas, de uma forma ou de outra, sempre falo com base na verdade. Embora eu sempre coloque assuntos relevantes em debate, já fui chamado de “bobo da corte”. Não me incomodei, porque a alcunha partiu de um bobo de fora da corte, portanto sem importância.

Quando estudei Ciências Econômicas na antiga Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna (FESPI), no 5º semestre, fui monitor de Introdução a Economia. Não recebi essa missão, gratuitamente. A minha então professora de Microeconomia, Ieda Lisboa, submeteu vinte dos seus alunos ao teste para tal. Com a aprovação, ganhei bolsa integral – a FESPI era particular – e ainda recebia 50 % do valor da mensalidade em dinheiro até a conclusão do curso.

Apesar dessas vantagens, não deixei de participar ativamente do processo de estadualização da entidade estudantil, promovido pelos alunos, através de diversos movimentos em que se incluiu greve, quando essa palavra não era comum. Eu via a dificuldade financeira de muitos dos meus colegas para se manter estudando. Não é do meu feitio satisfazer, tão somente, o meu problema ou o de poucos. A minha missão é em favor da MAIORIA. Hoje, sinto a maior felicidade, ao ver estudantes de origem humilde da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) cursando sem que precise pagar mensalidade. É o resultado do meu trabalho de ‘formiguinha’, juntamente com o de outros estudantes da época.

Transportando a situação para fatos da atualidade, digo que não vejo o PENSAR e AGIR GRANDE daqueles que condenaram o manifesto dos ambientalistas, só porque tem assinaturas de ONGs de ‘fora’. Ora, o que tá se discutindo não é questão só de Ilhéus ou da região sul da Bahia.

No final da audiência do terminal de embarque privativo para exportação de ferro da Bahia Mineração (Bamin), dia 15 de abril último, eu fui cumprimentar o superintendente do Ibama/ BA, Célio Pinto. Ao lado, o qual também cumprimentei, o secretário extraordinário da Indústria Naval e Portuária Roberto Benjamin, que disse: “Vamos lutar pelo ideal comum, afinal somos todos baianos”. Eu complementei: “E antes de sermos baianos, somos todos seres humanos, e temos que cuidar de nossa casa, que é o Universo”.

A minha intenção não é, nem nunca será, a de polemizar. Não admito a ideia de que indianos e cazaquistanezes provoquem a inimizade entre a gente ilheense. Só tenho a plena convicção de que o que está “pró-porto” para a pantanosa área de Ponta da Tulha é um engodo. O povo tá embarcando na falsa promessa de empregos, por conta da estratégia de marketing bem feita dos agentes públicos e privados interessado$ no ‘megaempreendimento’. Se, por exemplo, a necessidade maior do povo fosse maionese, governos e empreendedores do Complexo Porto Sul prometeriam que o empreendimento resultaria em muita maionese para a população.

Quem pensa com serenidade, e reflete, sabe que o Complexo Porto Sul, se concretizado, trará muito mais problemas do que soluções. Basta ver a situação das pessoas em lugares que tem porto exportador de minério.

Defendo que, conforme expus na revista Época nº 625, de 10 de maio de 2010, o turismo é a verdadeira vocação econômica de Ilhéus, desde que haja vontade política dos governos, como nunca houve. Sem contar que existem outras alternativas, como comércio, indústria, serviços, Zona de Processamento de Exportação (ZPE), informática, pesca, agricultura, etc. O que não é prudente é ignorar as legislações, destruir o meio ambiente e aumentar os problemas sociais, somente, para atender a voracidade por lucros cada vez maiores dos investidores estrangeiros e seus parceiros políticos e empresariais.

Contatos com o autor: [email protected]

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Respostas de 7

  1. Acho que o manifesto é uma jogada lícita, levando a disputa para o cenário nacional, já que o debate, no plano regional, parece decidido.

    Usar a Rede Globo também. Cada um joga com as armas que tem.

    Também penso que haver entidades de fora não é problema nenhum. Faz parte da estratégia de levar a disputa para outras paragens. O que causou estranheza foram as denúncias de assinaturas desautorizadas. Mais estranho ainda ficou quando não houve um esclarecimento, ou um desmentido.

    Tomara qye seja tudo apenas um engano. Porque se não for, então se estaria chegando muito perto – senão transpondo – a barreira do lícito e da ética.

    Valeu!

    Degas.

  2. O povo tá embarcando na falsa promessa de empregos, por conta da estratégia de marketing bem feita dos agentes públicos e privados interessado$ no ‘megaempreendimento’.
    Nada mais lúcido, mais real, mais honesto…deveria ser aplaudido por todos que querem realmente o bem dessa cidade e região.
    Marcos,parabens!
    Capanha publicitária de grande envergadura, envolvendo todos os meios de comunicação que se vendem, que nao pensam em nada a nao ser nos seus lucros.
    Parecem estar vendendo um produto de beleza, ou um daqueles remédios que curam tudo…
    Tudo mentira…………….!
    O povo está sendo iludido, e agora com esse periodo eleitoral então…
    http://www.portodeminerioforadenossacidade.com.br

  3. Caro,
    Marcos Pennha

    Tenho pelo amigo um enorme carinho e admiração, pelos seus trabalhos como jornalista e companheiro.Mais sua cabeça anda um pouco virada, fizeram na sua cabeça uma lavagem celebral.Estas pensando, como cabeça de camarão só tem titica.Desde o ano passado ainda não vi o amigo escrever uma matéria, que dela pudesse tirar proveitos.Leio todas sua matérias, algumas até chego a sorrir de tantas asneira que o amigo vem escrevendo nestes tempo, de céu nubloso que,do quem vem acontecendo em Ilhéus, as discusões sôbre o Porto Intermodal.Admiro você , por ter opinião formada, sou contra o Porto Intermodal ou Porto Sul, conforme bem soar na cabeça de alguém.
    Você sabe minha opinião, sou a favor do desenvolvimento, do Porto Intermodal, das indústrias e riqueza que o Porto Intermodal vai trazer para a nossa combalida e falida Ilhéus.

    Não fique chateado comigo,nossa amizade nada tem haver com o Porto Intermodal.Mas essa é minha opinião também pessoal,e respeito a sua opinião.Você tem o livre arbitrío de escrever o que lhe vier na cabeça, como sou vacinado contra os neos-ambientalista, minha cabeça ninguém muda!
    Porto Intermodal Já!Ilhéus não pode parar e nem meia dúzia de neos-ambientalista, vão conseguir que o Porto Intermodal, seja construido em Ilhéus, quando as maquinas e tratores chegar por ordem do Gov. Federal, quem tiver na frente saia, senão o trator passa por cima!Nos quartéis nos ensinão antigas lições, de lutar pela patría…Geraldo Vandrê!
    Abs,
    Melck Rabelo

  4. Não vale a pena ler o que esse cara escreve. A cara …. dele diz tudo! Quando vi sua foto pela primeira vez (neste blog), li as asneiras apenas por curiosidade e acabei postando alguma coisa… Não lembro bem… mas, tenho a certeza de que não foi um elogio nem uma aprovação às suas sandices verborrágicas.

  5. Eu não leio mais as “escritas” de Marcos, pois só fala sobre o que ele acha e defende em relação ao Porto Sul. Preferia quando os assuntos eram diversos e, até mesmo engraçados.

  6. Melck Rabelo, tirando a parte dos elogios que fez ao corajoso Marcos, o resto, falei resto, gostaria de dedicar todas as suas letras a voce mesmo. é muita besteira pra uma pessoa só.
    Porto INTERMORTAL NÃOOOOOOO!

  7. Ilhéus tem infraestrutura para suportar tamanho fluxo populacional, dada as necessidades de construção do complexo intermodal?
    Será que a saúde, habitação, segurança/insegurança – já é o bastante, tem capacidade atende as deficiências locais?
    Será que é ilhéus que vai ganhar?

    NÃO SOU AMBIENTALISTA..!!!
    Sou Geógrafo.

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