BLOG DO GUSMÃO

PRÉDIO “BIZARRO” PREJUDICA IGREJA NO OUTEIRO DE SÃO SEBASTIÃO

A histórica Igreja de Nossa Senhora de Vitória e o "novo vizinho".
A histórica Igreja de Nossa Senhora de Lurdes e o “novo vizinho”.

Prédio construído atrás da Igreja de Nossa Senhora de Lourdes, no Outeiro de São Sebastião, afetou visivelmente o cenário histórico onde a cidade de Ilhéus nasceu.

Segundo informações, apesar de ser um local de importantíssima historicidade para Ilhéus, o Outeiro não foi tombado, assim como a igreja.

Igreja é monumento histórico do cenário onde Ilhéus nasceu.
Igreja é um monumento do cenário onde Ilhéus nasceu.

A Igreja de Nossa Senhora de Lourdes é belíssima. Ela fica na ladeira do Outeiro e atrai muitos turistas. A construção do prédio prejudicou sensivelmente a imagem do templo. A Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo da Prefeitura de Ilhéus autorizou e licenciou a construção de um monstrengo atrás de um patrimônio de valor paisagístico inestimável.

O "legado arquitetônico" do crepúsculo do governo Jabes.
O “legado arquitetônico” do crepúsculo do governo Jabes.

O prédio torna-se bizarro quando descontrasta com a bela imagem da capela, onde casais disputam datas para celebrar casamentos.

Conforme apuramos, o prédio é da família de um arquiteto que é servidor da prefeitura e já ocupou cargos de confiança nos governos de Jabes Ribeiro.

Obra levanta questionamento sobre proteção do patrimônio cultural de Ilhéus.
Obra levanta questionamento sobre proteção do patrimônio cultural de Ilhéus.

O caso que levou o ministro Geddel Vieira Lima a pedir demissão, após fazer pressão pelo licenciamento de uma obra do seu interesse em Salvador, levantou questionamentos em Ilhéus. Os patrimônios culturais ilheenses estão de alguma forma protegidos pela legislação?

Prédio viola paisagem histórica.
Prédio viola paisagem histórica.

Em Salvador, no caso da Graça, a legislação está protegendo o bairro, que tem uma parte tombada. Pelo jeito, em Ilhéus não acontece o mesmo.

Um leitor nos enviou as imagens desta publicação.

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Respostas de 17

  1. E fica o questionamento: Será que o prédio é realmente desse servidor ou este não seria um laranja? Além da igreja do Outeiro prejudicada, o que dizer do cartão postal da cidade, que é o morro de Pernambuco, também prejudicada pela ponte?

  2. O que mais me impressiona é que somente agora esta construção foi percebida. Será que algum ilusionista foi contratado para entorpecer as autoridades e a população, ou teria sido os reai$? Como dizia um mineirinho, aqui é Ilhésu.

  3. Esse não é o único caso. Tiram uns postes de ferro fundido que ficavam na praça do teatro para “reforma”, nessa gestão e até agora não devolveram para o local.

  4. É uma pena o que acontece nessa cidade. Todo nosso patrimônio histórico e natural abandonado e sendo destruído para satisfazer os interesses políticos de alguns e a falta de competência de outros.
    Mas com relação a essa “matéria”, fico me perguntando se esse prédio “bizarro” foi colocado aí já dessa altura? Acho muito estranho ninguém ter se manifestado antes. Parece que tava todo mundo com os olhos fechados e a boca calada esperando o resultado da eleição.

  5. Meu Jesus Cristo, cadê o povo do plano diretor dessa cidade. Já não basta está jogadas as traças ainda permitem esse tipo de coisas com o patrimônio histórico da cidade.

  6. A mesma coisa acontece com a Piedade; quem vem do Pontal e olha para o Convento vê uma torre horrível junto do prédio. Como resido fora, não sei se foi ela que foi derrubada pelos ventos; se o foi é hora de realocá-la.

  7. Olha-se a paisagem de cima para baixo, mas para ter o que falar, inverteram a ordem das coisas. Vê-se a paisagem olhando da frente da igreja e para a frente.

    Com tanta coisa errada para se criticar, ficam procurando chifre em cabeça de cavalo.

    Deve ter sido Gedel que conseguiu a autorização para construção do prédio.

  8. É impressionante a falta de informação das pessoas em geral que desconhecem leis que existem até na esfera internaciona l de valorização e preservação dos locais de valor histórico. Por isso não vêem nada demais em destruir esse legado em favor de um desenvolvimento que no final favorece apenas uns poucos, com a valorização do seu investimento. E o salário pra trabalhar na construção, óóó!! (Que nem o professor Raimundo)

  9. Viva o capitalismo !!
    Fizeram com as atualmente hj metrópoles ,destroem paisagens e até derrubam se puderem as construções históricas

  10. ..

    É PROFUNDAMENTE LAMENTÁVEL, que a secretaria de Urbanismo (Diga-se de passagem, que o seu titular, já está há anos à frente dessa Pasta) continua praticando e liberando verdadeiras aberraçoes urbanísticas, descaracterizando o belíssimo cenário urbano de nossa ilhéus. É inadmissível que um município de médio porte, com as características peculiares que dispomos, e esses gestores, não enham um mínimo de responsaibilidade em seguir as diretrizes estabelecidas no Plano Diretor e pela LOUS. A liberação de um empreendimento como esse, deixa patente, a falta de disciplina com o uso e a ocupação do solo, e o total desrespeito com o patrimonio artistico cultural de nossa Cidade….Um outro crime praticado, com a mesma intensidade, foi a liberação, no governo AO, para a Barreto de Araujo, construir aquela “TRIPA” de concreto com 15 pavimentos: Ed S. J. dos Ilhéus, que além de agredir a paisagem da Soares Lopes, quebrou a harmonia, com as construções similares, do nosso principal Cartão Postal…E nesse último-Com fé Deus- desgoverno acéfalo, do Jabes Ribeiro, seus “desurbanizados” gestores, liberaramm, na Orla Sul, nas imediações da praia dos milionários, aquele outro absurdo, uma torre, tipo cachote,com um projeto sem nenhum apelo artístico-arquitetônico, e o pior de tudo, implicando sombreamento, num razoável trecho, em uma das mais belas e frequentadas praias da Cidade – O SOLARIS com 18 pavimentos, construido e incorporado pela CICON – Qual o benefício e o interesse de se conceder, alvará para construção, de um prédio, com uma volumetria exagerada e desproporcional, que veio agredir mais uma vez, a estética urbana, e incorrendo, no mesmo erro praticado na Orla Centro, com o Ed. São Jorge? Será que os Srs secretários, os Srs Aquitetos e Urbanistas, que aprovaram e projetaram essas “jeringonças”, não devam um pedido de PERDÃO, as presentes e futuras geraçoes, que serão forçadas, a conviver eternamente, com tamanha agressão ao seus olhos e ao meio ambiente?????????Victorio Kruschewsky Badaró – Pós Graduado em Planejamento Urbano e Gestão de Cidades – UNIFACS.

  11. Nossa tomei um susto!!! Como poderam fazer isso? por essa eu não esperava! Ilhéus, seu povo te destroi!!!

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