Estudantes que ocupam a UESC emitiram nota pública sobre acusação de furto registrada no Campus Soane Nazaré na madrugada desse domingo (27). Leia a íntegra.
ATENÇÃO!
Na madrugada deste domingo (27), por volta das 04h30min, a segurança patrimonial da UESC solicitou a presença da Comissão de Segurança do movimento OcupaUESC para acompanhar um problema que havia ocorrido dentro do campus. Nesse momento, a maior parte dos integrantes do movimento encontrava-se dormindo e um grupo de estudantes, reunidos no estacionamento próximo ao CEU, esperava o amanhecer para realizar a tarefa de acordar as pessoas e assim dar início às atividades diárias do movimento.
As pessoas acordadas mantiveram diálogo com o supervisor do turno de segurança da instituição, buscando informações sobre o que havia ocorrido e quem estava envolvido, e se colocando à disposição para ajudar. Mediante a presença de um representante de nossa comissão de segurança, fomos informados de que alguma sala da instituição havia sido arrombada e que alguns bens haviam sido furtados. A segurança do campus buscou contato com os integrantes do movimento por desejar que ajudássemos na possível abordagem de um indivíduo com atitude suspeita, na tentativa de facilitar a recuperação dos bens.
Desde o princípio, a segurança patrimonial assumiu a postura de não apresentar detalhes sobre o caso para quem não fosse da Comissão de Segurança do movimento. Gostaríamos de enfatizar que, até então, não sabíamos o que havia sido furtado, qual sala havia sido arrombada e qual era a pessoa envolvida, apenas tínhamos uma indicativa de que o fato poderia se ter ocorrido no Pavilhão Jorge Amado.
O membro da comissão solicitada dirigiu-se à portaria na procura do supervisor da segurança do campus e seguiu para o pavilhão Jorge Amado. Ele estava desacompanhado de qualquer outro integrante do movimento, conforme desejo expresso pela segurança da universidade. Ao chegar ao pavilhão, o mesmo encontrou o rapaz envolvido no caso, acompanhado por integrantes desta segurança, e os objetos supostamente furtados reunidos em um local próximo. Foi quando, sem impedimentos, uma viatura da polícia militar adentrou o campus e dirigiu-se até o local.
Os demais integrantes do movimento, que estavam aguardando o retorno do membro da Comissão Segurança, ouviram gritos de socorro vindos supostamente do pavilhão Jorge Amado. Alguns destes integrantes se direcionaram ao local e se depararam com o suspeito, já detido e sendo conduzido pela viatura policial, na companhia do supervisor da segurança do campus.
Com a exceção do membro da Comissão citada – o qual havia sido acordado a pouco -, nós não fizemos qualquer contato com o corpo policial, não oferecendo, portanto, qualquer forma de resistência à prisão. Ressaltamos ainda que o nosso companheiro que presenciou a prisão também não tentou evitá-la, apenas se preocupou com a preservação da integridade física do rapaz que, algemado, não oferecia nenhuma possibilidade de risco. No entanto, no processo de negociação para que a prisão deste fosse feita sem violência, o mesmo acabou sendo agredido fisicamente por um dos policiais presentes.
É preciso que seja dito que o caso em questão se tratou de um fato isolado, unilateral, individual e que não coaduna com os valores defendidos por esta ocupação, que há trinta e três dias vem travando uma luta nacional por uma educação pública, sócio-referenciada e de boa qualidade e que, portanto, entende que essa luta está atrelada à defesa do patrimônio que compõe o acervo desta universidade.
Não apoiamos qualquer violação ao patrimônio público, por compreendemos a universidade pública como um espaço aberto a toda a comunidade, e avaliamos o OcupaUESC enquanto algo que ultrapassa o movimento estudantil, sendo composto por diversos grupos sociais, para além de estudantes. Também não impedimos a entrada de quem deseje fazer parte do movimento, apenas buscamos integrar essas pessoas nas atividades que vem sendo realizadas desde o início da ocupação, em 24 de outubro deste ano.
Informamos que o movimento OcupaUESC procurou dar suporte jurídico e manter o diálogo com a família do indivíduo detido, não no sentido de apoiar a sua conduta, mas por defender que ele seja responsável por seus atos, com a garantia de respeito ao devido processo legal.










Respostas de 2
Resumindo: rebeldes mimado e desocupados,ocupando um local público impendido quem realmente quer trabalhar e estudar.
É isso.
O movimento é uma luta para todos.
Em pro de melhorias na nossa educação
Saúde. Infelizmente tem pessoas ainda muito que não estão informado,o prejuízo na nossa sociedade se a PEC for aprovada.