
Ontem (10), em seu programa na Rádio Santa Cruz, o radialista Gil Gomes, vereador de Ilhéus pelo Partido Verde, entrevistou a secretária de Saúde do município, Elizângela Oliveira. Há exatos seis meses no cargo, a gestora explicou o seu desafio à frente da pasta, o de reestruturar a rede de atenção básica à saúde, com uma comparação. “A gente não pode reconstruir uma casa desabada em pouco tempo. A gente constrói aos poucos, fazendo a base, alicerçando as paredes, e os acabamentos vêm por fim”, refletiu.
Na entrevista, a secretária também falou sobre a municipalização do Hospital Geral Luiz Viana Filho. Conforme Elizângela Oliveira, esse processo é discutido de forma ampla com as esferas estatual e federal da gestão da saúde. “Foi feito um levantamento do Ministério da Saúde, da Secretaria Estadual de Saúde e do município de Ilhéus acerca dos atendimentos de pediatria e gestação de alto risco”.
Nessa apuração, os técnicos identificaram a necessidade de “montar uma maternidade de alta complexidade, tendo leitos de UTI [unidade de tratamento intensivo] neonatal, UCI neonatal – que é uma unidade intermediária, UCI canguru, e outras perspectivas para dar atendimento a gestantes que possam ter algum problema de saúde na gravidez”, relatou.
Elizângela Oliveira disse a Gil Gomes que a recuperação dos serviços de saúde é um compromisso prioritário do prefeito Mário Alexandre (PSD) com a população de Ilhéus. Essa reestruturação passa necessariamente pelos postos de saúde. Por isso, para ampliar o atendimento na rede de atenção básica, o governo avalia a possibilidade de realizar um processo seletivo para a contratação temporária de médicos. Segundo a secretária, isso seria necessário para suprir as vagas que não foram preenchidas por meio do concurso público de 2016.
A gestora explicou que uma lei aprovada na Câmara de Vereadores de Ilhéus autorizou a secretaria a ampliar a carga horária dos profissionais de saúde. Como consequência, conforme Elizângela Oliveira, a cobertura da rede de atenção básica subiu de 24% para 39% da população. Para a secretária, de modo geral, “é pouco”, porque a carência do setor ainda é grande. Por outro lado, considerando o tempo de gestão, “é muito”.
Assista a entrevista.








