
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o suicídio é um grave problema de saúde pública mundial, registrando números alarmantes: em torno de um milhão de suicídios por ano no mundo, o que representa uma média de 1 suicídio a cada 40 segundos. Entre os países, o Brasil ocupa o 8º lugar no ranking, registrando quase 12 mil mortes anualmente, uma média de 1 suicídio a cada 35 minutos.
“O cenário fica ainda mais sombrio quando se percebe que o maior índice de morte por este agravo está entre jovens de 15 a 29 anos, representando, em nosso país, a 3ª causa de morte nesta faixa etária”, revela a psicóloga e psicanalista, Soraya Carvalho, coordenadora do Núcleo de Estudos e Prevenção do Suicídio (NEPS), unidade da secretaria estadual da saúde.
O dia 10 de setembro é considerado o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, criado em 2003 pela IASP – Associação Internacional para Prevenção do Suicídio, com o objetivo de dar visibilidade ao tema e conscientizar a sociedade acerca deste grave problema. Neste dia, são realizadas ações em mais de 70 países.
O Brasil, entretanto, foi além e instituiu um mês inteiro, o mês de setembro, batizado de Setembro Amarelo, para realizar diversas atividades que, ano após ano, se multiplicam e ganham todo o território nacional.
Para a coordenadora do Neps, é preciso desmitificar e reduzir o estigma em torno das pessoas que decidem tirar a própria vida, por encontrarem na morte a única saída para o insuportável da existência. “Vale ressaltar que estudos mostram uma grande correlação entre suicídio e alguns transtornos mentais, a exemplo da depressão.
Entretanto, nem todos os deprimidos se suicidam, assim como, nem todos os que se suicidam cursam com uma doença mental. Todavia, em qualquer que seja a situação, trata-se sempre de um sofrimento psíquico extremo e intolerável. Por esta razão, a melhor forma de prevenir o suicídio é oferecer à pessoa que sofre um espaço para falar de suas dores sem que ela seja julgada, recriminada ou rotulada como fraca, egoísta ou sem Deus no coração”, conclui.








