Notinhas.

Erivaldo Vila Nova é o radialista de maior sucesso no sul da Bahia.
Poucos conseguem influenciar a agenda política de uma cidade como ele.
O único prefeito que ousou peitá-lo foi Newton Lima (setembro de 2007 a 2012), que hoje se arrasta pelos fóruns respondendo centenas de processos, não por culpa do comunicador.
De origem humilde, vendeu sonhos (pães açucarados com goiabada) num tabuleiro durante a infância. Dedicou pouco tempo aos estudos, uma vez que só cursou até a 7ª série do antigo ginásio, mas desenvolveu inteligência notável.
Movido pela amizade ou por lacunas intelectuais, Vila Nova demonstra admiração especial pelo ex-prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro. Admitiu isso no ar repetidas vezes para que todos ouvissem.
Abre o microfone à vontade para o amigo, indo de encontro a vários manuais de produção radiofônica ao permitir longos pronunciamentos, sem uma perguntinha sequer.
Vila nunca indagou o experiente político sobre a operação Citrus, que rendeu prisão e condenação de dois ex-secretários por superfaturamento na compra de frangos (alimento que simboliza o populismo do gestor).
Jabes, no estúdio de Vila Nova, passa incólume diante dos questionamentos, cria verdades paralelas e mundos fantasiosos.
O Rádio mexe com a imaginação dos ouvintes e Vila Nova não precisa de Orson Welles (e sua Guerra dos Mundos). Ele tem Jabes Ribeiro com o microfone inteiramente franqueado.









Uma resposta
No início do texto era o notável inteligente, mas quando chega no final a inteligencia não é a mesma, se é que ainda existe…
Editor responde.
Inteligente não é sinônimo de intelectual, e todas as pessoas, até mesmo as inteligentes, possuem lacunas intelectuais.