Notinhas.

Acostumado a mandar em Ilhéus a partir do escritório próprio localizado em Itabuna, Bento Lima passou a se interessar pelo município em que mora.
Ilhéus passou a ser insuficiente diante da necessidade de expandir o raio de influência.
Bento Lima, em determinado momento, chegou a pensar que serviria ao prefeito Augusto Castro da mesma forma que atende a Marão. Para isso, buscou por meio da assessoria jurídica no período eleitoral de 2020 atingir mais um núcleo de poder.
De nada valeu o esforço. Os espaços já estavam ocupados e Augusto Castro percebeu o grande risco que correria, já que Bento Lima é um agente político alvo de denúncias.
O golpe final nos anseios de Bento em Itabuna foi a mudança de comando na secretaria municipal de educação.
A expectativa de mais poder (e a possibilidade de mais influência) foi substituída por ódio e desejo de vingança.
Bento Lima é reconhecidamente irascível e descontrolado ao ficar nervoso. Já foi responsabilizado civilmente por agressões. O vereador Jerbson Moraes, que já lidou com ele nos bastidores da política, o chama de “psicopata”. É muito provável que a suposta psicopatia não corresponda à verdade, haja vista que um relatório médico nunca foi apresentado.
Há cerca de sete meses, Augusto Castro e o secretário de municipal de esportes, Alcântara Pelegrini, conversavam num espaço reservado de Itabuna, comum aos políticos de mandato. Bento encontrou a dupla e expôs sua cólera.
Meses depois, foi possível identificar que a festa junina de Pancadinha (apoiada por Marão) tinha bandeirolas cortadas por Bento Lima.








